RÁDIO MOÇAMBIQUE

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domingo, 8 de junho de 2008

Gungu, Mutumbela Gogo, José Mucavele e Rosa Langa no Rio de Janeiro

( Grupo Mutumbela Gogo )
RIO DE JANEIRO - Acontece até o dia 15 de junho no Rio o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, o Festlip, que reúne trabalhos de grupos de países como Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. Ao todo, dez companhias de teatro, duas de cada país, participam de uma programação variada, que vai desde apresentações, oficinas de teatro e palestras, a shows no Circo Voador, mostra gourmet no Restaurante 00, além da exposição "O teatro no Brasil e a chegada da Família Real".
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A programação completa do evento: http://www.festlip.com/ .
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Mas o ponto alto do evento são os espectáculos. O Brasil é representado pelo Grupo de Curitiba e pela Tropa do Balaco Baco, de Pernambuco, que apresentarão, respectivamente, as peças "Capitu Memória Editada" e "A paixão e a sina de Mateus e Catirina". De Angola, vêm os grupos Etu-Lene e Henrique-Artes, que trazem "Atiraram o velho Katy" e "Côncavo e Convexo". Os moçambicanos Grupo Gungu e Mutumbela Gogo vão apresentar "Mulheres com H maiúsculo" e "As filhas de Nora"; enquanto Cabo Verde traz os espetáculos, "Duas sem três" e "Dom Quixote das Ilhas", da companhia Raiz di Polon, e "O doido e a morte", do Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo. Por fim, de Portugal vêm O Bando e o Grupo da Garagem, que sobem ao palco com as montagens "Luto Clandestino" e "A hora do arco-íris".
Oficinas com directores brasileiros renomados - como Moacyr Góes, Sérgio Ferrara e Gilberto Gawronski - serão realizadas para os actores participantes, contemplando a experiência desses encenadores em trabalhar a criação cênica com actores de diversas nacionalidades. As oficinas serão abertas para espectadores estudantes de teatro e demais interessados.
No fim do ciclo de oficinas uma leitura dramatizada dirigida por Sérgio Ferrara vai apresentar o texto teatral vencedor do "Prêmio Luso-brasileiro de dramaturgia Antônio José da Silva", de 2007, organizado pela Funarte e pelo Instituto Camões de Portugal. As palestras ficam a cargo do dramaturgo e jornalista brasileiro Alcione Araújo, da escritora e jornalista moçambicana Rosa Langa e do actor, director e produtor teatral Eduardo Cabús.
Nos sábados dias 7 e 14 de junho, o Festlip ganha festa - com entrada franca - no Circo Voador, reunindo músicos de todos os países participantes: Mário Lúcio, de Cabo Verde, Trio Vikeya, de Angola, José Mucavele, de Moçambique e Vivianne Tosto, Macau, e Sandra de Sá, representando o Brasil, além do DJ português Señor Pelota, que encerra a noite.
A mostra gastronômica, no restaurante 00, tem pratos a R$ 25,30 criados pelo chef Ray Cardoso para homenagear os países participantes. Angola ganhou uma costela de cordeiro assada com suflê de cenoura e cebola calabresa, salpicados com manjericão. O prato típico de Cabo Verde será lulas guisadas com arroz pintado e o do Brasil namorado na folha de bananeira com purê de abóbora e molho de caju. A iguaria bacalhau à duque representará Portugal. E camarões com leite de coco e matapá de espinafres é a saborosa receita de Moçambique.(X)

Para Gay na Itália protesta contra governo e Igreja

Roma - Cerca de 10 mil homossexuais e activistas dos direitos dos gays marcharam pelas ruas de Roma neste sábado, muitos deles cantando slogans contra o Vaticano e contra o novo governo conservador da Itália. A parada anual do orgulho gay ganhou um significado político adicional este ano, pois as autoridades municipais negaram um pedido para que a marcha terminasse com um comício perto da Catedral de São João Latrão, a catedral do papa enquanto bispo de Roma.
As autoridades da cidade disseram que a parada iria atrapalhar um concerto a ser executado no interior da basílica. O novo governo municipal conservador também se recusou a apoiar a marcha. "A recusa do apoio à manifestação e a demonstração sobre a praça de São João foram decisões graves, que foram passos para trás", disse Vittoria Franco, ministra das Oportunidades Iguais no governo esquerdista da oposição.
O novo primeiro-ministro conservador, Silvio Berlusconi, deixou claro que não tem intenção de aprovar uma legislação que dê aos casais gays qualquer tipo de reconhecimento legal. A promessa do reconhecimento havia sido feita pelo governo anterior do primeiro-ministro Romano Prodi, mas foi bloqueada com a oposição do Vaticano e da Igreja Católica italiana. "Berlusconi beija os pés do papa e diz 'sim' a tudo. Estamos sobre o risco de uma teocracia e da ditadura clerical", disse Franco Grillini, um homossexual que foi parlamentar no anterior governo.(X)

Clint Eastwood manda o seu colega Spike Lee "calar a boca"

LONDRES - O actor e diretor norte-americano Clint Eastwood mandou o seu colega Spike Lee "calar a boca" nesta sexta-feira, 6, após este o criticar por não incluir nenhum soldado negro nos seus dois últimos filmes.
Lee estava a referir-se aos filmes A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima, que narram batalhas travadas em finais da Segunda Guerra Mundial.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Eastwood justifica a sua opção por apenas escalar actores brancos em ambos os filmes e explica que nenhum dos soldados negros que participaram naquela batalha levantou a bandeira no monte Suribachi, façanha imortalizada numa famosa fotografia.
Spike Lee criticou o seu colega no recente Festival de Cannes enquanto anunciava o seu próprio filme Miracle at St Anna, sobre os integrantes de uma divisão americana formada por negros que combateu na Itália na Segunda Guerra Mundial.
"Clint Eastwood fez dois filmes sobre Iwo Jima que duram mais de quatro horas no total e nos quais não aparece nenhum actor negro. Caso vocês, repórteres, tivessem coragem, perguntariam por que agi desta forma", declarou Lee.
"O que quer que eu faça? Uma campanha em defesa da igualdade de oportunidades, por exemplo? A minha missão não é esta, mas faço uma leitura histórica. Quando faço um filme baseado numa história na qual 90% das pessoas envolvidas eram negras, como Birdie - sobre o músico Charlie Parker -, uso 90% de actores negros", explicou Eastwood.
"Quando fiz aquele filme - Birdie, em 1988 -, - Spike Lee queixou-se, pois um branco contracenara. Entretanto, se fiz isto foi porque ninguém mais havia feito. Ele podia ter falado comigo antes, mas não. Estava a fazer outra coisa", critica o cineasta.
O próximo projeto de Eastwood, intitulado The Human Fator, mostrará como o primeiro presidente negro da África do Sul aproveitou a vitória do seu país na Copa do Mundo de rugby em 1995 para incentivar a união nacional.
"Não vou transformar Nelson Mandela num branco", concluiu no meio de risos.(X)

Estudo aponta que radicais islâmicos se inspiram em sonhos

LONDRES - Os jihadistas, inclusive os mais conhecidos, como Osama Bin Laden, inspiram-se nos seus sonhos, de acordo com uma pesquisa antropológica que destaca a importância dos pensamento produzidos durante o sono na cultura islâmica.
No estudo, apresentado sexta-feira, 6, no Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, o antropólogo Iain Edgar analisou a narrativa dos vídeos de islamitas militantes e encontrou neles muitas referências aos sonhos como fonte de inspiração ou como orientação para os seus actos.
Segundo Edgar, insurgentes como o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, Zacarias Moussaoui, único condenado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos; e Abu Musab al-Zarqawi, ex-líder da Al-Qaeda no Iraque, interpretaram o que sonhavam como justificação para actos violentos.
O acadêmico da Universidade de Durham, na Inglaterra, diz que os sonhos inspiradores, conhecidos em árabe como ruya (visão, aparição), constituem uma importante fonte de força e orientação espiritual na cultura islâmica.
De acordo com o antropólogo, o próprio profeta Maomé tem sonhos desse tipo no Alcorão, o que dá confiança aos insurgentes islâmicos, assinala o antropólogo. Os sonhos aos que se dá mais importância são os que incluem a figura completa do profeta, embora outros líderes espirituais possam ser também significativos, afirma.
Segundo Edgar, o jordaniano Al Zarqawi revelou num site que teve um sonho no qual aparecia uma espada e isso o tinha chamado à violência.
O antropólogo acredita que os sonhos desempenharam um papel importante nas vésperas de 11/9, e o próprio Bin Laden reconheceu após o atentado que tinha temido que o seu plano secreto se tornasse público "se o povo sonhasse com aviões colidindo com edifícios altos."(X)

Pepe marca e Portugal vence Turquia na Eurocopa

GENEBRA - Com um golo brasileiro, Portugal venceu o seu jogo de estréia no Euro/2008, empolga a sua torcida e assume a liderança do grupo A.
Neste sábado, em Genebra, o time de Luis Felipe Scolari bateu a Turquia por 2 a 0 com golo de Pepe e de Raul Meirelles. Na Basiléia, na Suíça, a República Checa já havia calado a torcida local com uma vitória de 1 a 0 na abertura do torneio.

Scolari já havia estreado contra a Turquia em outro torneio, a Copa do Mundo. Mas estava comandando o Brasil e sofreu para derrotar os turcos por 2 a 1 na abertura da Copa de 2002. A Turquia voltou a dar trabalho e chegou a ameaçar. Já Portugal tentou explorar a boa forma e os dribles de Cristiano Ronaldo pelas pontas e com o controle do meio de campo por Deco. Ronaldo e Nuno Gomes chegaram a acertar a trave. Enquanto Cristiano Ronaldo chamava a atenção de todos, o brasileiro Pepe foi quem abriu o marcador. O zagueiro mais caro da história, comprado pelo Real Madrid por 30 milhões de euros, se naturalizou portugues há pouco mais de um ano e foi convocado pela primeira vez em novembro de 2007. Neste sábado, anulou o ataque turco e, além do gol, fez mais outro de cabeça e que acabou anulado por impedimento. Com a vitória, Portugal confirma ser um dos favoritos para chegar às finais do torneio. Se vencer sua próxima partida, na quarta-feira contra a Repúblca Checa, já terá praticamente seu passaporte carimbado para as quartas-de-finais. Cristiano ainda deixou o campo com mais uma conquista em sua carreira. Um estudo da Universidade de Navarra e da Catalunha o colocou como o jogador mais valioso do mundo, em termos esportivos e midiáticos. O jogador teria sua imagem e talento calculado em 83 milhões de euros.O segundo colocado é o espanhol Fernando Torres, com 63 milhões de euros. Kaká viria em terceiro lugar, com 60 milhões, e Messi com 59 milhões de euros em quarto.(X)

Cineasta italiano Dino Risi morre aos 91 anos

ROMA (Reuters) - O director de cinema italiano Dino Risi, que retratou a vida agridoce da Itália no pós-guerra, morreu sábado, aos 91 anos, informaram familiares.
Risi foi conhecido como um dos mestres de comédia italiana. Esteve doente por algum tempo e faleceu na sua casa, em Roma, onde viveu durante vários anos.
Entre os seus filmes mais famosos estão "Poveri ma Belli" e "Il Sorpasso". Em 1974, a sua longa-metragem "Profumo di Donna" (a primeira versão de "Perfume de Mulher") obteve duas indicações ao Oscar.
Risi nasceu em Milão, em 1912, e trabalhou com directores como Mario Soldati, Alberto Lattuada e Mario Monicelli antes de realizar as suas próprias longas-metragens.
Ele foi um dos cineastas que impulsionou as carreiras de estrelas como Sophia Loren e o falecido Vittorio Gassman.(X)

sábado, 7 de junho de 2008

Músicos camaroneses em reunião

Yaounde, Camarões (PANA) - Uma assembleia geral dos músicos camaroneses terá lugar sábado em Yaoundé sob a égide de Cameroon Music Corporation (CMC), soube-se sexta-feira de fonte segura.
A sessão, que será organizado por um comité ad hoc criado pelo Ministério camarones da Cultura, vai eleger o presidente do seu conselho de administração e do seu escritório executivo, de acordo com a fonte.
A precedente assembleia geral decorrida a 10 de Maio último foi marcada por muitas agitações, resultando na detenção momentânea do presidente do conselho de administração cessante, Sam Mbende, então candidato à sua própria sucessão.
As agitações deveram-se à gestão opaca de 100 milhões de francos CFA (mais de 240 mil dólares americanos) depositados nos cofres de CMC por uma sociedade local a título de compensações para artistas músicos.
Na mesma ocasião, Sam Mbendé foi eleito por 290 votos sobre 617 inscritos, com 11 boletins nulos e 52 abstenções, o que levou o ministério da Cultura a invalidar a sua candidatura, qualificando-a de "irregular".(X)

Cuba aprova cirurgia para mudança de sexo

HAVANA - O governo de Cuba autorizou os médicos a realizarem cirurgias para a mudança de sexo, disse na sexta-feira um especialista ligado ao Centro Nacional para a Educação Sexual, dirigido por Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro.
Mariela, activista da causa homossexual, vinha se empenhando por essa regularização e disse que pelo menos 28 pessoas querem fazer essa cirurgia no país, que tem 11 milhões de habitantes. O especialista, que pediu anonimato, disse que o Ministério da Saúde Pública aprovou a cirurgia nesta semana, e que ela será realizada sem custo na rede estatal de hospitais.
Cuba chegou a realizar uma cirurgia de mudança de sexo em 1988, mas recuou nessa política devido à polêmica gerada, disse Mariela Castro no mês passado. De acordo com ela, médicos cubanos estão aprendendo as técnicas desse tipo de cirurgia com colegas belgas.
Não se sabe quando as cirurgias vão começar.
Desde que foi formalizado como sucessor de Fidel Castro, em fevereiro, seu irmão Raúl vem adoptando algumas medidas liberalizantes, além de permitir maior debate sobre os problemas nacionais.
No seu governo, os cubanos foram autorizados a comprar computadores, DVDs e celulares, embora poucas pessoas tenham poder aquisitivo para adquiri-los.(X)

Jornal alemão é acusado de racismo em manchete sobre Obama

BERLIM - O jornal alemão Die Tageszeitung foi acusado de racismo após estampar na manchete de capa, para anunciar a vitória do senador Barack Obama para a candidatura democrata à presidência norte-americana, uma foto da Casa Branca sob o título "A Cabana do Pai Barack", em alusão ao romance "A Cabana do Pai Tomás", de Harriet Elizabeth Beecher Stowe, sobre a escravidão no sul dos Estados Unidos.
Com o subtítulo "A Casa Branca em Washington: Barack Obama será o primeiro presidente negro a se mudar para lá?" e com uma imagem que ocupa cerca de dois terços da capa, o jornal foi prontamente criticado por abordar o tema com um viés racista.
"Fiquei sem palavras", comentou Gary Smith, director da Academia Americana em Berlim, ao jornal Der Spiegel. "Dizer 'Tio Tomás' equivale a um insulto racista e, claramente, a direcção do Taz sacrificou a substância e os princípios para uma risada instantânea".
A escolha também não agradou os líderes da comunidade negra alemã. "Acho a primeira página do Taz de hoje muito problemática", comentou ao Der Spiegel Yonis Ayeh, membro do conselho de Iniciativa dos Negros na Alemanha (ISD), um grupo que representa os interesses da população negra no país e que conta com meio milhão de associados.
"O jornal compara Obama a Tio Tomás, um escravo submisso. Estou seguro de que Obama não vê a si mesmo sob essa luz. Isso transmite uma imagem dos negros como um povo submisso e ignorante, o que é simplesmente falso", continuou Ayeh.
O jornal, considerado de esquerda e uma alternativa à grande mídia, defendeu-se dizendo que "o título tem um viés satírico". "'A Cabana do Pai Tomás' é um livro que todos na Alemanha conhecem e associam à questão do racismo. O título pretende reflectir sobre esses estereótipos", explicou o vice-director Reiner Metzger.

Jornal americano escreve 'Osama' em manchete sobre Obama

O editor do jornal americano The Detroit News desculpou-se nesta sexta-feira, 6, por um erro na manchete do jornal sobre o candidato democrata à Presidência americana Barack Obama. Um título do diário nesta sexta dizia "Clinton e Osama se reúnem para discutir unidade".
Jonathan Wolman disse que o erro aconteceu na revisão do jornal, com uma tiragem de 45 mil exemplares, e foi corrigido 20 minutos depois da publicação começar a ser impressa.
Ele disse que as suas desculpas foram "graciosamente" aceites pela equipe de Obama. Amy Brundage, porta-voz da campanha do senador, confirmou que o democrata aceitou o pedido de desculpas. O Detroit News publicará uma errata na edição de sábado.(X)

Show de despedida do The Police será a 7 de agosto em Nova Iorque

NOVA IORQUE - O último show do The Police vai ocorrer a 7 de agosto no Madison Square Garden de Nova Iorque, mais de 30 anos depois da publicação do primeiro disco da banda.
O grupo anunciou nesta sexta-feira, 6, a data exacta do último show da digressão mundial que reuniu os seus antigos integrantes em 2007 para comemorar o 30º aniversário e o qual significará a despedida do trio formado por Sting, Andy Summers e Stewart Copeland.
Além disso, o The Police indicou que os ingressos para a aguardada apresentação só poderão ser comprados a 14 de junho durante uma festa beneficente organizada pelas televisões públicas do estado de Nova Iorque Thirteen/WNET e WLIW21, financiadas fundamentalmente com doações e recursos públicos.
Deste modo, a banda pretende mostrar o seu "respeito pelo compromisso da televisão pública com a cultura e as artes em geral", informou o grupo e as emissoras nova-iorquinas em comunicado conjunto.
Os ingressos serão vendidos de dois em dois, como "presentes de agradecimento pelas contribuições" a estas televisões, que deverão variar entre um mínimo de US$ 150 e um máximo de US$ 5 mil, o que dará direito a assistir ao teste de som que antecede o show e a um jantar para dois.
Uma doação de US$ 2 mil incluirá acesso limitado a dois assentos VIP e uma recepção privada antes da apresentação.
A banda, que venceu cinco prêmios Grammy, terá como convidados especiais os norte-americanos B-52's. Este último show pode ser o maior acto de arrecadação de fundos na história da televisão pública americana.
O The Police voltou aos palcos em maio de 2007 para comemorar o 30º aniversário da sua estréia numa bem-sucedida digressão mundial na qual fizeram 75 shows e venderam mais de 2,5 milhões de entradas. (X)

Maria Bethânia e a cubana Omara Portuondo encantam chilenos

SANTIAGO DO CHILE - Maria Bethânia e a cubana Omara Portuondo foram aplaudidas pelo público chileno na sua primeira e única apresentação em Santiago, na qual mesclaram a salsa caribenha com o samba e a bossa-nova brasileiros.
Juntas no começo, separadas depois, e novamente juntas no fim da apresentação, as cantoras fizeram o público vibrar no teatro Caupolicán, com um espectáculo dirigido por Jaime Alem e Swami Jr.
Em pouco menos de duas horas, Maria Bethânia e Omara Portuondo contagiaram o público com energia, nostalgia e emoções.
Omara, de 77 anos, a única estrela feminina do lendário Buena Vista Social Club, dedicou Dos Gardenias ao seu companheiro Compay Segundo e agitou os espectadores com Tal Vez, de Juan Formell.
Bethânia, de 61 anos, emocionou o público com a sua voz e o fez vibrar com a bossa-nova e o samba.
A digressão das artistas começou em março e passou por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.
Do Chile, as cantoras partem para a Argentina, onde se apresentarão no sábado, 7, em Buenos Aires num show que já conta com quase todos os ingressos vendidos.(X)

Bob Dylan inaugura exposição em Londres

Londres - Bob Dylan vai mostrar a partir da semana que vem, na galeria de arte de Halcyon, em Londres, uma faceta distinta, embora não totalmente nova, da sua personalidade: a de pintor.
O processo que levou até a exposição começou há quase 20 anos, quando o músico norte-americano foi contactado pela editora Random House, que tinha visto alguns dos seus desenhos e lhe perguntou se queria fazer com eles um livro com o material que tivesse à mão.
O livro resultante, publicado em 1994 sob o título de Drawn Blank, reunia uma série de imagens executadas durante as suas digressões, ou com mais calma, nos estúdios de gravação.
"Tento viver da maneira mais simples possível, e desenhava qualquer coisa que me ocorresse. A idéia era fazê-lo sem nenhum tipo de afectação ou auto-referência. Queria oferecer uma espécie de panorâmica do mundo como o tinha diante dos meus olhos", explica Dylan, em entrevista publicada nesta sexta-feira, 6, pelo jornal The Times.
O artista afirma que gostaria que a resposta do público à sua obra fosse "emocional e instintiva", e que não se buscasse interpretações profundas.
"Pretendo deleitar o espectador. Não se deve buscar nada mais profundo. E se, pelo contrário, causar repulsa à vista, também está bom", afirmou.(X)

Manuscrito de Sherlock Holmes será leiloado em Londres

LONDRES - O manuscrito completo de um conto curto de Sherlock Holmes, escrito à mão pelo autor escocês Arthur Conan Doyle (1859-1930), será leiloado em breve na Feira de Livros Antigos em Londres, por um preço inicial de US$ 500 mil.
A obra de 28 páginas, intitulada O Desaparecimento de Lady Frances Carfax, foi escrita em 1911 e é um dos poucos contos completos de Holmes que sobreviveu aos escândalos e mortes misteriosas que perseguiram os herdeiros de Conan Doyle.
A história narra um caso investigado pelo detective londrino sobre uma aristocrata rica e solteira que desaparece na Europa e é encontrada mais tarde num caixão secreto.
Caso obtenha um comprador, este será o manuscrito mais bem pago de Sherlock Holmes desde a venda de O signo de Quatro, leiloado em 1996 por US$ 470 mil pela casa de leilões Sotheby's de Nova Iorque.
"Acredito que o preço se justifica", declarou Mark Hime, o antiquário de Beverly Hills que comprou o manuscrito de um empresário norte-americano, que por sua vez o havia comprado em leilão na década de 1970.
"Não existe nenhum manuscrito comparável por menos dinheiro, ou algum igual que se venda pelo mesmo preço", acrescentou.
Em maio, uma rara primeira edição do conto de Sherlock Holmes Um Estudo em Vermelho foi leiloado por US$ 30 mil após ter sido encontrada numa sede do grupo beneficente Oxfam em Yorkshire, norte da Inglaterra.
Em maio de 2004, uma colecção de comentários do autor que se acreditava estar perdida, junto de várias cartas de Conan Doyle, foi leiloada pela Christie's em Londres por US$ 2 milhões.(X)

Terceira idade tem desconto no Museu Woodstock nos EUA

NOVA YORK - Quando finalmente conseguimos chegar a Woodstock... já tinha virado museu. O Museum at Bethel Woods leva a Era de Aquário para a era da Internet ao preço de 13 dólares por pessoa.
Pessoas com mais de 65 anos - faixa que deve incluir muitos dos que assistiram à Feira de Música e Arte de Woodstock, em agosto de 1969 - pagam 11 dólares.
Quatro décadas após os hippies, os yippies, as "flower children" e os bizarros de vários tipos acampados ao ar livre na fazenda leiteira de Max Yasgur em Bethel, Nova Iorque, as gerações futuras poderão tomar conhecimento de como foram os três dias de música, paz, amor e lama. "Em 1969, um dos eventos mais importantes da história do nosso país aconteceu no nosso quintal, e hoje ... milhares de pessoas ainda vêm de todo o mundo para visitar o local do festival de Woodstock", comentou o empresário de TV a cabo Alan Gerry.
A sua Fundação Gerry criou o museu e a entidade sem fins lucrativos Centro de Artes Bethel Woods.
O museu é "uma experiência multimídia imersiva e cativante que reúne filme e displays interativos, painéis de texto e artefactos para explorar a experiência singular do festival de Woodstock", diz o website www.betherwoodscenter.org .
Os objectos expostos incluem um autocarro psicodélico hippie, além de filmes e fotos feitos por algumas das pessoas que foram a Woodstock "para afastar-se da poluição", como escreveu Joni Mitchell na sua canção "Woodstock".
O museu também inclui um cinema com surround-sound que exibe o filme "Woodstock: The Music".
Situado a 145 quilômetros ao norte de Nova Iorque, o museu também destaca os ideais de uma era em que a oposição à Guerra do Vietnam dividia o país: comunidade, diversidade, direitos individuais e civis, drogas, ativismo e paz.
O festival de Woodstock, em que se apresentaram The Who, Janis Joplin, Joe Cocker, Sly and the Family Stone, Jimi Hendrix, Creedence Clearwater Revival e The Grateful Dead, é um símbolo duradouro da contracultura dos anos 1960 e foi incluído na lista feita pela revista Rolling Stone dos "50 momentos que transformaram a história do rock and roll".
Foram dias inebriantes, e, apesar da piada segundo a qual qualquer pessoa que se recorde dos anos 1960 não pode ter estado lá, John Sebastian ainda se lembra do festival em que fez uma apresentação solo. "A lembrança que tenho de subir ao palco era o tamanho imenso da multidão - pessoas se estendendo até onde os olhos enxergavam", disse Sebastian, cuja banda The Lovin' Spoonful tinha se desfeito no ano anterior. Sebastian chegou a Woodstock de helicóptero. "Voamos por quilômetros, e tudo o que vimos lá embaixo eram Kombis, barracas e pessoas deitadas sobre cobertores. Quanto mais perto chegávamos, mais densamente as pessoas estavam amontoadas, e nem sequer se enxergava a relva."(X)

U2 relança trés discos com faixas raras ou inéditas

NOVA IORQUE - A banda de rock irlandesa U2 vai relançar seus três primeiros discos no próximo mês, repletos de materiais raros ou inéditos. Boy, October e War serão relançados pela Universal em 22 de julho, nas versões remasterizada, vinil e de luxo, com um segundo CD com material extra.
Boy, lançado em 1980, é o primeiro disco do U2 e agora terá as faixas Speed of Life, Saturday Night e Cartoon World, descartadas na época, e uma releitura de I Will Follow que não chegou a ser lançada. Versões ao vivo de Boy-Girl e 11 O'Clock Tick Tock, gravadas no Marquee Club, em Londres, também estão no álbum.
Já a nova edição de October, de 1981, tem uma série de faixas tiradas de shows no Hammersmith Palais, em Londres, e no Paradise Theatre, em Boston, incluindo Gloria e I Will Follow. Além disso, haverá um remix do Common Ground para Tomorrow. War, de 1983, inclui a música inédita Angels Too Tied to the Ground, várias versões novas de New Year's Day e de Two Hearts Beat as One.
O U2, que relançou o disco The Joshua Tree, de 1987, no ano passado, está gravando o próximo álbum de inéditas com os produtores Brian Eno e Daniel Lanois. A data de lançamento ainda não foi definida, mas há boatos de que seja lançado pela Interscope até o fim do ano.(X)

França inaugura primeira exposição sobre 11 de setembro

PARIS - A primeira mostra na Europa que reúne objectos encontrados pelo FBI (polícia federal americana), entre os escombros do World Trade Center de Nova York, foi aberta nesta quinta-feira, 5, na cidade francesa de Caen.
Chamada de 11 de Setembro de 2001, Um Momento Global, a exposição poderá ser visitada até novembro. Entre os 255 objectos da mostra estão chaveiros de alguns dos quase 3 mil sepultados por 1,7 milhão de toneladas de cimento e aço dos arranha-céus que desabaram, um extintor de um dos 343 bombeiros ali mortos e os restos de um carro da polícia de Nova York danificado no atentado.
Where were you on September 11, 2001 at 8h46 AM? (Onde você estava em 11 de setembro de 2001 às 9h46?), é o slogan do Memorial de Caen, ao noroeste da França, para anunciar "a maior mostra do mundo" dedicada a este acontecimento.(X)

"Homem-Aranha" escala prédio do New York Times

NOVA IORQUE - O escalador francês conhecido como "Homem-Aranha" escalou o prédio do jornal New York Times, nesta quinta-feira, com o intuito de chamar a atenção para o problema do aquecimento global.
Antes da subir, Alain Robert, de 45 anos, disse a repórteres que a escalada estava a ser feita no Dia Internacional do Meio Ambiente para "chamar a atenção para o aquecimento global, já que este é um dos maiores problemas do nosso tempo". Ao chegar ao topo do prédio, ele levantou os dois braços e acenou para os observadores. A polícia já o esperava.
O "Homem-Aranha" já escalou edificações como a torre Eiffel e a ponte Golden Gate. Durante passagem por São Paulo em fevereiro, ele subiu o Edifício Itália. Ele subiu o prédio do New York Time pela treliça da fachada, usando apenas pó para as mãos e sapatos próprios para escalada. Quando estava perto do décimo andar, ele pendurou um cartaz na fachada que dizia: "O aquecimento global mata mais pessoas que o 11 de setembro toda semana".
A escalada atraiu centenas de espectadores, policias, bombeiros e as equipes de outros serviços de emergência.
"Ele deve ser louco", disse Sammy Cataldo, que trabalhava na construção de um prédio vizinho. O New York Times mudou-se há um ano para um prédio de 52 andares em Manhattan. Desenhado pelo arquitecto italiano Renzo Piano, a sua antena alcança 348 metros.
A porta-voz do jornal não fez nenhum comentário sobre a escalada. O "Homem-Aranha", que diz sofrer de vertigem, já escalou mais de 80 arranha-céus e pontos turísticos, como a torre Sears, em Chicago, e a Taipei 101, em Taiwan, o prédio mais alto do mundo.
As suas escaladas costumam ser ilegais, já que feitas sem permissão e sem corda de proteção. No ano passado, ele foi preso por cinco dias na China, depois de escalar o prédio Jin Mao, de 88 andares, em Xangai. Ele foi expulso e proibido de entrar na China por cinco anos.(X)

O primeiro ícone da Pop electrónica no Reino Unido

Gary Numan. Em 1979, ainda acompanhado pelos Tubeway Army, foi o primeiro a atingir o número um da tabela de 'singles'; inglesa com 'Are Friends Electric?', uma canção pop assente nas novas ferramentas electrónicas. O álbum 'Replicas' foi lançado pouco depois.

"Replicas" apresentava, em 1979, um mundo de visões inspiradas em Bowie, Orwell e Philip K. Dick
A electrónica entrou nos estúdios e palcos da música pop, discretamente, em finais da década de 60. Mas só na década seguinte gerou primeiros álbuns capazes de chegar além dos pequenos nichos de atenção mais focada. A banda sonora de A Laranja Mecânica, de Walter Carlos (1971), e, pouco depois, Autobahn, dos Kraftwerk (1974), lançaram pistas. Brian Eno (dentro e fora dos Roxy Music) e David Bowie assimilaram sugestões. Contudo, só na ressaca da revolução punk a ideia de fazer pop essencialmente suportada por sintetizadores ganhou forma no Reino Unido. Bandas como The Human League, OMD, The Normal ou Cabaret Voltaire, entre outras mais, lançaram primeiros discos. Mas coube a um jovem de 21 anos, fã de Bowie, dos T-Rex e da literatura de ficção científica, o papel de transformar essa nova música num fenómeno popular. E foi ele quem, em 1979, levou pela primeira vez uma canção pop dominada por electrónicas ao primeiro lugar do top. Aconteceu com Are Friends Electric?, em Maio desse ano. Pouco depois, o LP Replicas, lançado semanas antes, conhecia igual capacidade de seduzir multidões.
Filho de um piloto de aviação, e com passado profissional que incluía uma curta temporada ao serviço de uma empresa que montava sistemas de ar condicionado, Gary Numan nasceu como Anthony James Webb em Londres, em Março de 1958. Uma guitarra oferecida nos dias de escola levou-o a formar várias bandas, a última das quais os Tubeway Army, com os quais se estreia em disco, de registo pós-punk, em 1978.
Igual a tantos outros, só depois do "tiro ao lado" do álbum de estreia ganhou confiança em levar adiante os seus sonhos e visões de uma música nova, alimentada por ideias colhidas na ficção científica, dos livros de Philip K. Dick aos de George Orwell, a filmes como À Beira do Fim, de Richard Fleisher (1973), ou Fuga no Século XXXIII, de Michael Anderson (1976). Na música, curiosamente, as suas referências apontavam não aos pioneiros alemães mas a David Bowie e Brian Eno.
Down in the Park falhou o top, mas conquistou a admiração do radialista John Peel, que com os Tubeway Army gravou uma sessão para a BBC. O entusiasmo levou a editora a aceitar gravar um álbum.
Replicas foi gravado em apenas cinco dias. E lançado poucas semanas depois, sob o nome Tubeway Army. O grupo, na verdade, estava já separado e toda a condução dos acontecimentos coube apenas a Gary Numan. Daí que edições posteriores anunciem o álbum como sendo de Numan, com a banda.
O sucesso do álbum deveu- -se em muito ao impacte das aparições televisivas de Numan. O músico fez então questão de comandar as operações. Proibiu os habituais jogos de luz e reduziu tudo a uma atmosfera robótica. Ou seja, compreendeu que a nova música exigia uma nova imagem. Não foi por acaso que se tornou então o seu primeiro ícone.(X)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

BARACK OBAMA: PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA?

A VER VAMOS...

Índia planea construir "Estátua da Liberdade" própria

O governo do Estado indiano de Maharashtra declarou que planea contruir uma estátua em frente à costa de Mumbai para competir com a Estátua da Liberdade, de Nova Iorque.
A estátua será do rei guerreiro maratha Shivaji, considerado um herói em Maharashtra por ter desafiado as forças britânicas e do Império Mugal.
A estátua será erguida numa ilha artificial a ser construída, que vai incluir ainda uma biblioteca, um museu e um anfiteatro.
Críticos afirmam que, ao custo de US$ 4,5 milhões, o projecto é muito caro. Eles afirmam que o governo do Estado tem preocupações mais importantes como a crise de alimentos, água e energia, além do alto nível de suicídio entre os camponeses da região.
Os planos também foram descritos como uma tentativa de conquistar apoio local para as eleições do ano que vem, já que o rei é venerado na região.
Vishal Dhage, um representante do governo local, disse que a estátua teria altura semelhante à da Estátua da Liberdade que, com a base, mede 92,96 metros.
Segundo Dhage, o governo vem planeando a construção da estátua há mais de três anos e um comitê selecionou o local em frente à Marine Drive, uma região conhecida como o Colar da Rainha devido à iluminação das ruas.
Os detalhes da construção da ilha ainda têm que ser definidos, mas o ministro chefe Vilasrao visitou o local na segunda-feira e reiterou as promessas de que a estátua seria eventualmente erguida.
O ministro afirmou que, quando pronta, a estátua seria um importante ponto turístico com shows de luzes e sons explicando a importância do rei guerreiro.
Representantes do governo disseram que a estátua será feita em bronze e deverá ser construída por um escultor especializado em estátuas do rei Shivaji.
Herói
Há várias estátuas de Shivaji montado a cavalo empunhando uma espada em locais importantes de Mumbai, a capital financeira e da indústria do cinema indiano.
O rei é um ícone adoptado pelo grupo militante direitista Shiv Sena, de Maharashtra, que defende a maior promoção dos direitos para os "locais" no Estado, em vez dos "forasteiros".
Shivaji reinou entre 1674 e 1680, e as suas acções contra o exército Mogul fizeram dele um herói em vida e uma entidade no oeste da Índia após a sua morte.
O seu exército - muito menor do que os de seus inimigos - era conhecido por usar tácticas de guerrilha. O rei construiu centenas de fortes no Estado, inclusive no mar.
Com a morte de Shivaji, a influência do Estado foi reduzida drasticamente no oeste da Índia.(X)

Primeiro-Ministro británico vira personagem de revista em quadradinhos

(Em novo Capitão Bretanha, primeiro-ministro pede ajuda de super-heróis contra alienígenas)
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, tornou-se personagem de uma nova edição da revista em quadrinhos Captain Britain, ou Capitão Bretanha, produzida nos Estados Unidos pela editora Marvel Comics. Em Captain Britain & The MI13, o primeiro-ministro aparece como uma figura heróica que pede a ajuda de super-heróis britânicos - entre eles o Capitão Bretanha - numa missão para salvar a nação de invasores alienígenas.
Na trama, três dos invasores conseguiram penetrar no gabinete e assumiram a forma de ministros, entre eles, o ministro do Interior. Na vida real, o governo Brown enfrenta uma grave crise, com os índices de popularidade mais baixos das últimas décadas.
Fundada em 1939, a editora Marvel Comics publica quadrinhos de heróis como o Capitão América, Homem Aranha, Homem de Ferro, o Poderoso Thor, o Incrível Hulk e o Quarteto Fantástico, entre outros. O Capitão Bretanha, equivalente británico ao Capitão América, foi criado em 1976.
Missão
Na trama do novo gibi, Gordon Brown envia os super-heróis britânicos - entre eles o personagem feminino Spitfire - numa missão do fictício serviço secreto de inteligência MI13, numa alusão aos verdadeiros serviços de inteligência, MI5 e MI6. "Agora, todos os super-heróis britânicos trabalham para o MI13. Quer você goste, ou não", comanda Brown. O objectivo é combater os alienígenas da raça Skrull que se alojaram nas montanhas Cheviot, na região de Northumberland, no norte da Inglaterra. "Que escolha estranha", reflete Brown no gibi. "Não há nada de valor estratégico na região".
O que Brown não sabe é que, escondido nas montanhas, está um portão que dá acesso a um universo de poderes sobrenaturais. A civilização Skrull quer encontrar o portão, e com poderes de metamorfose, três skrulls assumiram a identidade de ministros do governo. Os ministros alienígenas não são mencionados pelo nome e não aparecem na revista. A nova aventura na série do Capitão Bretanha, que chegou a ser escrita pelo famoso autor de quadrinhos Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) foi criada pelo escritor británico Paul Cornell, que já escreveu episódios da popular série de TV da BBC Doctor Who.
"Eu quis que o personagem se parecesse com Gordon Brown", disse Cornell ao jornal britânico Daily Mail. "Eu sou um fã de Gordon Brown, então eu estou satisfeito por dar-lhe uma ajuda de relações públicas dos dois lados do Atlântico e ao redor do mundo", afirmou.(X)

Shows raros de Bob Marley e Jimi Hendrix serão vendidos na Wem

NASHVILLE, Estados Unidos (Billboard) - Performances antigas de artistas como Lynyrd Skynyrd, Bob Marley e Jimi Hendrix estarão em breve juntas a 500 gravações já disponíveis para downloads no site de música e souvenires Wolfgang's Vault.
As novidades só foram possíveis devido a um acordo entre o grupo Universal Music e o fundador do site, Bill Sagan.
As gravações incluem shows ao vivo de artistas da Universal, seleccionados entre milhares de shows produzidos pelo falecido promoter Bill Graham, entre outras preciosidades de catálogos e arquivos de décadas atrás.
"Este é um acordo para tornar disponível o que eu considero gravações de performances ao vivo que não foram lançadas antes, de artistas da Universal de meados dos anos 1960 até hoje", disse Sagan à Billboard.com. "Isto cobre centenas de artistas da Universal e milhares de shows."
Sagan lançou o site em 2003 após adquirir a coleção de souvenires e gravações de Graham por 5 milhões de dólares.
O acordo para o conteúdo que estará disponível na Internet para download será válido por 10 anos.
Se um show for maior que 30 minutos, o download completo custará 9,98 dólares. Se for menor que isso, 5,98 dólares. Para uma ou duas músicas ao vivo, o preço será 3,98 dólares.
O site continuará a disponibilizar as gravações em versões "streaming" - que não podem ser gravadas no computador, apenas escutadas pela Internet -, após o fim do contrato.
"Para os 1.434 shows do site, 488 estão disponíveis para download agora mesmo", disse Sagan. "E alguns dos grandes artistas, daqui a 30 ou 60 dias."(X)

Artistas falam sobre a morte de Bo Diddley

A morte do músico Bo Diddley, na segunda-feira, foi lamentada nesta terça pelos vários artistas que foram influenciados por suas criações. O guitarrista, que foi vítima de insuficiência cardíaca, é considerado um dos percursores do rock. Ele influenciou bandas como os Rolling Stones e o U2.
Sobre a morte da lenda do rock, o vocalista dos Stones, Mick Jagger, disse que ele foi uma "enorme força para a música" e "uma grande influência para os Rolling Stones". "Ele sempre foi muito generoso no início da nossa carreira, e conseguimos aprender muito com ele", disse Jagger em entrevista à rede britânica BBC.
Para BB King, uma lenda do blues, o guitarrista foi "um pioneiro da música" e tinha um "estilo único". "Nós sempre nos divertíamos quando tocávamos juntos", acrescentou King. O vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, disse que a música de Diddley influenciou quatro gerações e que a "voz impecável e os hinos" de Diddley "ecoam até os dias atuais". O pioneiro do rock iniciou a sua carreira na década de 1950. Em 1987, ele foi aceite no Hall da Fama do Rock and Roll e, em 1999, recebeu o Grammy pelo conjunto da sua obra.(X)

Corpo de Lenine deveria sair da Praça Vermelha, diz Gorbachev

Moscovo (Reuters) - O corpo embalsamado do líder revolucionário Vladimir Lenine deveria ser retirado da praça Vermelha e enterrado conforme o desejo da família, afirmou o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev nesta quarta-feira.
Lenine comandou a revolução bolchevique de 1917 para fundar o primeiro Estado comunista do mundo, que durou 74 anos, até que, sob a liderança de Gorbachev, a União Soviética esfacelou-se.
O revolucionário morreu no dia 21 de janeiro de 1924 e, não obstante o desejo dos seus parentes, o seu corpo foi embalsamado e colocado num mausoléu na praça Vermelha, ao lado dos muros do Kremlin. O corpo de Lenine continua a ser exibido ao público.
Alguns afirmam que os fantasmas da União Soviética deveriam ser afastados de uma vez por todas e que o corpo de Lenine, um ateu, deveria ser enterrado da forma apropriada.
"A minha opinião é a seguinte - nós não deveríamos, agora, nos preocupar com a abertura de covas. Porém, necessariamente, chegará o momento em que o mausoléu terá perdido o seu significado e em que enterraremos Ilych (como também era conhecido Lenine), em que daremos o seu corpo à terra, conforme desejava a família", afirmou Gorbachev a repórteres.
"Acho que esse momento chegará. Acho que isso vai acontecer."
O destino de Lenine oferece uma questão delicada na Rússia moderna, onde os comunistas lideram o segundo maior partido do país.
A Igreja Ortodoxa russa defendeu que o corpo do revolucionário seja enterrado, mas o Partido Comunista diz que o pai da União Soviética deveria continuar onde está.(X)

Carla Bruni diz que adora Sarkozy pelos seus "seis cérebros"

PARIS (Reuters) - Num livro a ser lançado esta semana, a primeira-dama da França conta como se apaixonou perdidamente pelo presidente Nicolas Sarkozy, graças não apenas a seu físico, mas também pelos seus "cinco ou seis cérebros".
Carla Bruni-Sarkozy vem se mantendo discreta desde que o seu romance fulminante com Sarkozy culminou com o seu casamento, em fevereiro, mas ela finalmente revela algo sobre o relacionamento deles em "Carla and Nicolas, The Real Story" (Carla e Nicolas, a história real).
"Tudo aconteceu de repente. Eu não esperava alguém tão divertido, tão cheio de vida. Fui seduzida por seu físico, seu charme e sua inteligência", ela conta aos autores do livro, de acordo com trechos publicados na quarta-feira na revista Le Point.
"Ele possui cinco ou seis cérebros que são notavelmente irrigados", disse a ex-supermodelo, acrescentando que Sarkozy consegue processar o que dizem as pessoas à sua volta ao mesmo tempo em que está a ler, não importa o adiantado da hora.
O livro relata a história de amor francesa mais comentada em anos. A cantora de 39 anos conta como desconfiou que estivesse a ser levada a um encontro com um desconhecido depois de Sarkozy pedir a um amigo que organizasse um jantar, em novembro.
"Na verdade, assim que cheguei dei-me conta de que era um encontro às escuras. Um encontro às escuras, mas não tão às escuras assim", disse ela. "Havia três casais e nós dois, duas pessoas solteiras."
Sarkozy só teve olhos para ela durante o jantar e a levou para casa de madrugada. De acordo com o livro, o presidente voltou à casa de Carla na noite seguinte para um jantar à luz de velas.
Falando da sua vida como primeira-dama, Bruni-Sarkozy disse que não pretende abrir mão da sua carreira como cantora.
"Não pretendo mudar de trabalho. Tenho uma função, mas não é um trabalho", disse ela, explicando que herdou a sua função do casamento.
Além de trabalhar no seu próximo álbum, previsto para chegar às lojas a 21 de julho, Bruni-Sarkozy disse que vai procurar dar apoio ao seu marido.
"Eu me preocupo com ele, frequentemente. Ele trabalha incrivelmente duro. Procuro ajudá-lo a relaxar."(X)

Brigitte Bardot é condenada por incitar ódio racial

PARIS - Um tribunal parisiense condenou hoje a actriz Brigitte Bardot por incitar a discriminação e o ódio racial, por causa de um artigo em que afirmava que os muçulmanos estão a destruir a França.
O tribunal impôs à estrela cinematográfica e activista dos direitos dos animais uma multa de US$ 23.325.
A queixa foi apresentada no ano passado pelo grupo francês anti-racismo conhecido como MRAP. A acusação referia-se a uma carta enviada por Brigitte ao então ministro de Interior e actual presidente da França, Nicolas Sarkozy. As suas declarações apareceram numa publicação trimestral da fundação da actriz.Na carta a Sarkozy, ela diz que a França está "cansada dessa população que está a destruir-nos, destruindo o nosso país ao impor os seus actos".
A actriz referia-se à festividade muçulmana de Aid el-Kebir, na qual ovelhas são mortas. As leis do país proíbem o incitamento ao ódio e à discriminação contra grupos religiosos ou raciais. Brigitte, de 73 anos, já havia sido condenada em outras quatro ocasiões por incitar ódio racial.(X)

Australianos estudam uma "camisinha natural"

Pesquisadores australianos afirmaram nesta quarta-feira que estão a desenvolver um processo para a produção de uma “camisinha natural” que poderá evitar com que o vírus da Sida se espalhe.
Os cientistas da Universidade de Melbourne disseram acreditar que o homem possa reduzir os riscos de contrair o vírus HIV aplicando no pênis, uma vez por semana, o hormônio feminino estrogênio.
De acordo com o professor Roger Short, usar o creme de estrogênio pode quadruplicar a camada fina de queratina na pele e, através disso, fornecer uma camada de defesa natural. “Você cria o que podemos chamar de camisinha natural, uma membrana biológica em que o vírus não pode passar”, diz Short.
O professor Short afirmou, porém, que ainda não terminou os testes que comprovariam a defesa do vírus feita pelo creme. Ainda assim, ele acredita que a técnica, que não protege contra nenhuma outra doença sexualmente transmissível ou impede a gravidez, poderá ser transformar numa forma barata de se defender do vírus HIV. A pesquisa é esperada para testes clinicos em África.(X)

Black Eyed Peas arrecada dinheiro para vítimas de terramoto

O grupo pop americano Black Eyed Peas ajudou a arrecadar cerca de 870.000 dólares para as vítimas do terramoto na China num show voltado para caridade, realizado na noite da última terça-feira, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Segundo os organizadores do evento, os integrantes da banda doaram objectos como guitarra para um leilão organizado em conjunto com a banda Tuesday's.
“Nós ficamos apaixonados pela China e pelos chineses quando fomos visitá-los, por isso fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para ajudá-los após este terramoto”, disse Will.i.am, integrante da banda. Originalmente, o show - que também contou com a presença da cantora Karen Mok, de Hong Kong - estava planeado para ser um concerto promocional. Depois do terramoto do dia 12 de maio em Sichuan, porém, o evento passou a ser beneficente.(X)

Vítima isenta Roman Polanski de punição

O cineasta Roman Polanski não deve ser preso por ter feito sexo com uma menina de 13 anos, como determina a legislação dos Estados Unidos. A posição foi defendida pela própria vítima, em entrevista a um programa da rede de TV americana CNN.
Samantha Geimer, que hoje tem 45 anos e processou Polanski há dez, disse que deseja apenas que o caso seja encerrado para ela que possa voltar a ter uma vida normal.
Geimer não retirou a acusação, mas diz que o director franco-polonês, agora com 74 anos, não representa uma ameaça à sociedade. Polanski foi condenado em 1977, nos EUA, mas fugiu para a França e, desde então, não pôde mais pisar em solo americano - se voltar ao país, será preso. Em 2003, quando Polanski ganhou o Oscar pelo filme O Pianista, Harrison Ford ficou encarregado de receber a estatueta, que depois entregou ao vencedor do prémio na França.(X)

Morre aos 90 anos o actor e director Mel Ferrer

LOS ANGELES - O actor, director e produtor Mel Ferrer, que protagonizou dezenas de filmes e dirigiu a sua esposa Audrey Hepburn em vários outros, morreu aos 90 anos, segundo declarou um porta-voz da família nesta terça-feira, 3.
A fonte afirmou que Ferrer morreu na segunda na sua fazenda perto de Santa Bárbara, nos Estados Unidos, rodeado pela sua família e amigos.
Conhecido pela sua boa aparência, Ferrer actuou em filmes como Lilí, A Guerra e a Paz e Agora Brilha o Sol (The Sun Also Rises).
Em 1967, ele produziu o clássico filme Um Clarão nas Trevas (Wait Until Dark), uma produção em que Audrey interpreta uma mulher cega.(X)

Sharon Stone barrada na China

A actriz Sharon Stone não figura mais entre os convidados do próximo Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China. O motivo: as suas recentes declarações sobre o terramoto que devastou a cidade chinesa de Sichuan, que causaram indiganação na China. Em consequência da polêmica, Sharon desculpou-se, teve uma campanha publicitária com uma grife francesa cancelada.
“A nossa postura é firme. Sharon Stone participou no ano passado no festival por intermédio de uma sociedade que estava promovendo. Na ocasião, era uma pessoa amistosa, mas estamos indginados com o que ela disse em Cannes", declarou um porta-voz do festival chinês. No recente festival francês, Sharon Stone sugeriu que o terramoto de 12 de maio na China, que causou a morte de mais de 80.000 pessoas, poderia ser consequência de um "carma ruim" ligado à política repressiva de Pequim no Tibete.
"Ela deveria respeitar os sentimentos do povo chinês e mostrar compaixão por quem sofre por causa do terramoto. Por isso não a convidamos neste ano", afirmou o porta-voz. As declarações da estrela causaram protestos na China e levaram a filial local da loja Christian Dior, marca da qual Sharon Stone é uma das embaixadoras publicitárias, a apresentar desculpas. A décima primeira edição do Festival de Cinema de Xangai, um dos mais importantes da Ásia, será realizada de 14 a 22 de junho na metrópole do leste da China.(X)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Bo Diddley, lenda do rock´n´roll, morre na Flórida aos 79 anos

MIAMI - O pioneiro do rock 'n' roll Bo Diddley, que influenciou roqueiros de Buddy Holly ao U2, morreu nesta segunda-feira, 2, aos 79 anos. O guitarrista morreu de falência cardíaca na sua casa em Archer, Flórida, segundo informou em comunicado à imprensa a agência que o empresariava, a Talent Consultants International.
"Um dos pais fundadores do rock'n'roll deixou o edifício que ajudou a construir", disse o comunicado. Bo Diddley sofreu um acidente vascular cerebral durante um show no Iowa em maio do ano passado e foi hospitalizado em Omaha, Nebraska. Em agosto do ano passado, sofreu um ataque cardíaco na Flórida.
Numa carreira que cobriu mais de cinco décadas, ele compôs um conjunto substancial de clássicos do rock, incluindo Who Do You Love, Bo Diddley, Bo Diddley's a Gunslinger, Before You Accuse Me, Mona, I'm a Man e Pretty Thing. A marca registada de Diddley era uma guitarra rectangular.
O ritmo da sua "batida Bo Diddley", semelhante à da rumba, conferiu uma base rítmica poderosa ao rock'n'roll. Ao lado de contemporâneos como Chuck Berry e Little Richard, Bo Diddley fez parte de um grupo pioneiro de artistas negros que atravessaram a divisão racial americana para criar música que agradava ao público branco e era imitada por artistas brancos.
Embora Diddley tenha gravado relativamente poucos sucessos que lideraram as paradas, a sua participação fundamental nos anos da formação do rock foi reconhecido quando ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, em 1987, e com o Grammy que recebeu em 1998 pelo conjunto da sua obra.
Nascido em McComb, Mississippi, em 1928, com o nome de Ellas Bates, ele assumiu o sobrenome McDaniel da sua mãe adoptiva e, quando garoto, tocava violino clássico.
Ganhou o apelido de Bo Diddley ainda adolescente, depois de se mudar para Chicago, onde, nos anos 1940, começou a tocar nas ruas. Inspirado pelo clássico Boogie Chillen, do músico de blues John Lee Hooker, Diddley usou a sua habilidade no violino para criar um som de guitarra que deitou as bases da música funk dos anos 1960.
Ele ficou famoso em meados dos anos 1950 com a canção que virou a sua marca registada, Bo Diddley. O ritmo e o som único da guitarra de Diddley influenciaram gerações de roqueiros, desde Elvis Presley a Bon Jovi.
Keith Richards e Ron Woods, dos Rolling Stones, e Richie Sambora, do Bon Jovi, tiveram participações em alguns dos seus discos, e o próprio Bo Diddley tocou com grupos como The Clash e The Grateful Dead.
Em entrevista ao The Sydney Morning Herald em março de 2007, Diddley insistiu que era o verdadeiro pai do rock, dizendo: "Little Richard veio dois ou três anos mais tarde, ao lado de Elvis Presley. Por outras palavras, eu fui o primeiro."
Bo Diddley criticava duramente o rumo tomado pela música negra americana nos últimos anos, dizendo à Reuters que o rap "gangsta" fazia o seu sangue ferver. "Odeio (o gangsta rap). Chamo isso de rap-crap (rap de merda)", disse Diddley em entrevista de 1996.
"Parece que não consigo que toquem os meus discos, mas tocam esse lixo todo."
Nos últimos anos, Bo Diddley continuava a fazer digressões e a gravar discos porque, entre outras razões, dizia que precisava do dinheiro.(X)

Cinzas de Kurt Cobain foram roubadas, diz Courtney Love

A roqueira Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, disse que as cinzas do seu marido foram roubadas da sua casa em Hollywood. "Eu não posso acreditar que alguém roubou-me as cinzas. Agora sinto-me suicida", disse Courtney, acrescentando que, se os restos mortais não forem recuperados, não sabe o que fará, segundo o jornal britânico The Guardian.
Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, suicidou-se em abril de 1994. O seu corpo foi cremado, e a maior parte das cinzas foram levadas a um templo budista de Nova Iorque.
Uma parte dos restos mortais do marido foi guardada pela roqueira, que dizia mantê-las num jardim fechado, cuja localização era desconhecida até agora. "Era tudo o que dele sobrou", lamentou a viúva. "Quem tem as cinzas de meu marido roubadas?", questiona.
Courtney Love frequentemente está envolvida em controvérsias. Em março ela alegou que alguém havia usado o número da Segurança Social do marido para roubar mais de US$ 200 milhões de seu espólio, aponta o Guardian.(X)

Yoko perde acção, e "Imagine" entra em trilha de filme

NOVA YORK - Os filhos de John Lennon e a viúva dele, Yoko Ono, perderam na segunda-feira um processo com que tentavam impedir que a canção "Imagine" fosse usada num documentário. A editora EMI Blackwood Music Inc. também aparecia como autora do processo, juntamente com Yoko, Sean Ono Lennon (filho do casal) e Julian Lennon (filho do primeiro casamento do músico).
O caso tramitava desde abril na Justiça Federal de Nova Iorque. Os autores alegam que os produtores do documentário "Exposed: No Intelligence Allowed" usaram sem autorização o hino pacifista de Lennon. O filme trata da discriminação contra cientistas e professores que apóiam teorias alternativas à evolução darwinista. Mas o juiz Sidney Stein deu o ganho deacausa aos produtores do filme com base na doutrina do "uso razoável".
"Essa doutrina prevê que o uso razoável de uma obra registada para propósitos de crítica e comentário não constitui infração de 'copyright"', disse o juiz.
Em 2004, a revista Rolling Stone colocou "Imagine" (1971) na terceira posição da sua lista das 500 maiores canções de todos os tempos, um dado devidamente citado na acção.(X)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Anoushka, filha de Shankar e irmã de Norah

Ravi Shankar diz estar apenas à espera do dia em que será conhecido como o pai de Anoushka. Norah Jones endeusa o talento da irmã com palavras de devoção e partilha a sua música em duetos pontuais. Sting também se diz rendido ao virtuosismo da sua cítara e retribui o trabalho prestado pela indiana em álbuns seus com uma participação no último álbum dela. No meio, ela, Anoushka Shankar, mostra-se confortável com a circunstância de continuar a ser apresentada como a filha de Ravi, a irmã de Norah ou mesmo a colaboradora de Sting. E serenamente vai traçando um percurso pessoal consistente, que equilibra a tradição clássica que herdou do pai, a postura pop que partilha com a irmã, a vontade de fundir paisagens sonoras que ganhou a conviver em estúdio e palco com músicos como Sting, e a obsessão pelas electrónicas que é coisa sua. O projecto em nome próprio com que esta noite (21.00) se apresenta no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, é disso bom exemplo.
"Toda a minha vida, como ouvinte, não fui puramente clássica. Vivi em três países, em três continentes diferentes, e cresci com esta concepção multicultural do mundo. E acho que faz sentido para qualquer artista procurar expressar-se da forma mais completa possível. Esta, suponho, é a minha", sintetiza Anoushka. Por esta, entenda-se a música que leva a palco com o Anoushka Shankar Project, ensaio de uma ponte entre as raga, formas da tradição clássica indiana, e a música ocidental. Desde logo, na formação que acompanha a sua cítara: tablas, tampura e flauta bansuri convivem com um piano e um violoncelo. Mas também na própria linguagem da sua composição, claramente contaminada de influências ocidentais e contemporâneas.
Aos 27 anos, Anoushka já gravou três álbuns de raga (Anoushka, 1998, Anourag, 1999, e Live at the Carnegie Hall, 2001), com os quais presta provas irrefutáveis do virtuosismo com que domina a cítara que começou a tocar aos nove anos - e por eles foi nomeada para um Grammy (curiosamente, em 2003, no mesmo ano em que a irmã levou oito grafonolas para casa); um outro fusão com a electrónica (Rise, 2005), pelo qual recebeu nova nomeação na categoria de Melhor Álbum Contemporâneo de World Music; e um outro ainda em parceria com o compositor e multinstrumentista Karsh Kale (Breathing Under Water, 2007), em que convocou as participações de todas as suas sombras: Ravi compõe, Norah compõe e canta, Sting canta. Anoushka compõe, escreve, canta, arranja, produz. E com ele parece ter se emancipado definitivamente.(X)

"Distracções digitais" emburrecem a juventude, afirma especialista

Uma série de pesquisas realizadas nos últimos anos mostra que a ignorância dos jovens americanos é epidêmica. Em levantamento de 2002, 52% dos jovens escolheram Japão, Alemanha ou Itália como aliados dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial. Numa pesquisa de 1998, só 41% sabiam apontar os três poderes do governo (Executivo, Legislativo e Judiciário), enquanto 59% sabiam identificar os Três Patetas pelo nome. Mais de 64% sabiam o nome do último vencedor do American Idol, mas só 10% sabiam o nome da presidente da Câmara dos EUA. E 25% não sabiam que Dick Cheney é o vice-presidente do país.
Para Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, em Atlanta, e ex-director de Pesquisa e Análise na Fundação Nacional para as Artes, são as "distracções digitais" como mensagens instantâneas, sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Facebook, e mensagens de texto pelo celular que estão emburrecendo a juventude. No seu livro The dumbest generation: How the digital age stupefies young americans and jeopardizes our future (A mais burra das gerações: como a era digital esta emburrecendo os jovens americanos e a ameaçar o nosso futuro), que acaba de ser lançado e vem causando polêmica, Bauerlein argumenta que o excesso das chamadas "distrações digitais" está por trás da crescente falta de cultura dos jovens.
"Os jovens de hoje são tão mentalmente competentes quanto os de 20 anos atrás, e têm muito mais oportunidades de adquirir conhecimentos, mas eles estão a deixar de lado os hábitos intelectuais e a dedicaem-se cada vez mais à comunicações ?peer to peer? (compartilhamento de arquivos online)", disse Bauerlein. "Se você entra no quarto de um jovem de 15 anos vai encontrar o iPod, TV, computador, videogame, e tudo isso vem antes do livro na escala de prioridades."
De acordo com o Panorama de Aplicação dos Estudantes, 55% dos alunos de ensino médio estudam ou lêem menos de uma hora por semana. Em contrapartida, passam nove horas navegando em sites de relacionamento. Estudo de 2005 da Kaiser Foundation mostra que, num dia, em média, jovens de 8 a 18 anos assistem à TV durante 3 horas e 4 minutos, passam 48 minutos navegando na internet, 14 minutos lendo revistas, 23 minutos lendo livros, 49 minutos jogando videogame, 32 minutos assistindo a DVD. "Eles tiraram toda a sua concentração de livros, revistas, jornais ou museus e se transferiram para diversões virtuais."
Mas será que todos esses instrumentos digitais não trazem conhecimento também? "Se eles usassem a internet para entrar no site da Galeria Nacional de Artes, seria maravilhoso; mas nove dos dez endereços de internet mais visitados por jovens são de sites de relacionamento, segundo a Nielsen."
O problema, alerta Bauerlein, não é a tecnologia, mas o uso que se faz dela. "Os adolescentes de 15 anos só se importam com o que outros adolescentes pensam. Isso sempre foi assim. Mas hoje a tecnologia permite que os adolescentes estejam em contacto entre eles, excluindo os adultos, 24 horas por dia." Os jovens ficam em contacto o dia inteiro, por meio do celular, páginas da internet, mensagens instantâneas. "A tecnologia ligou os jovens de uma forma tão intensa que os relacionamentos com adultos estão a diminuir. Eles estão cada vez menos maduros, prolongando a adolescência até os 30 anos."
E como lidar com essa omnipresença de distrações digitais? "Não se trata de eliminar esses instrumentos da vida dos jovens, não se pode fazer isso; mas é preciso chegar a um equilíbrio", diz. "Os pais deveriam estabelecer um determinado período, por exemplo, uma hora por dia, em que jovens e adultos precisam estar totalmente desconectados de qualquer coisa, e se dedicam a ler."
E nada de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo - falar no celular e mandar e-mail, ouvir música e navegar. Para ele, essa é uma das pragas modernas. "Uma pessoa não consegue ler enquanto faz outra coisa."(X)

Picasso esperava ser reconhecido também como escritor

Pablo Picasso, grande nome da pintura e das artes do século XX, também gostaria de ser lembrado para a posteridade como um nome importante da literatura.
Nos anos 50, Picasso confessou a um amigo, o fotógrafo Roberto Otero, frase que marcou esse desejo: "Creio que a minha obra como escritor é tão extensa como a de pintor. Materialmente, dediquei o mesmo tempo a ambas actividades. Quem sabe algum dia, quando eu desaparecer, serei descrito nos diccionários de tal forma. Pablo Ruiz Picasso: poeta e autor dramático espanhol", conta o jornal espanhol El País.
O episódio é contado por Enrique Mallén, pesquisador que se dedica ao estudo da obra literária de Picasso.
Mallén, professor universitário da Sam Houston State University, nos Estados Unidos, explica que os poemas de Picasso são como quadros cubistas: tem distintas interpretações segundo cada linha lida, são textos abertos. "Em termos literários, Picasso me parece fascinante. As suas poesias escondem múltiplos significados; é inovador, de vanguarda, uma mina a ser explorada". O periódico espanhol descreve a escrita de Picasso como se desafiasse em ritmo de tourada todas as convenções gramaticais e ortográficas, pintando com as palavras e escrevendo com cores.
A escrita era tida para Picasso como uma válvula de escape frente a uma situação pessoal convulsa, em momentos de estancamento criativo e durante um período histórico que anunciava tormentas. Em 1935, ele estava a divorciar-se da bailarina Olga Koklova, não podia pintar, estava deprimido. Supõe-se que o seu primeiro poema é dessa época.
Marie-Laure Bernadac dedicou nove anos da sua vida à pesquisa do Picasso escritor. Ela manteve contacto com os herdeiros do pintor espanhol e recompilou velhos exemplares da revista Cahiers d´Art. Foi encarregada dos arquivos da pinacoteca do que seria o Museu Picasso de Paris e foi a primeira a compilar o material literário de Picasso. Em 1989, ela editou a obra de referência dos escritos de Picasso, Écrits (Gallimard), com 340 textos poéticos e duas obras de teatro.
“A sua poesia é muito confidencial, muito privada, esconde muitas coisas. Fala da sua vida com uma liberdade total, faz alusões terríveis a sua vida privada, a sua infância, mesclada a reflexões políticas. É apaixonante", diz ela.(X)

Um museu para recordar o Festival de Woodstock e os anos 60

Um museu vai recordar, a partir de hoje, 2, o lendário festival de Woodstock, quando meio milhão de hippies se reuniram, em agosto de 1969, para assistir a apresentação dos grandes nomes do rock e o nascimento da contracultura americana.
O festival marcou toda uma geração de "baby boomers" no mundo, quando Jimmi Hendrix, Joe Cocker, The Who, Joan Baez e Ravi Shankar fizeram shows de graça que duravam até o raiar do dia.
"Woodstock", uma pequena cidade situada a norte de Nova York, onde viviam ou gravavam dezenas de artistas como Bob Dylan e Janis Joplin, não é, na verdade, o lugar onde o evento aconteceu.
Como o público viveu três dias de liberdade, drogas, ioga e nudez, o acontecimento, na realidade, teve lugar numa fazenda de 240 hectares, situada a 76 km do lugar, em Bethel Woods, 200 km ao norte de Nova York.
A compra da propriedade há dois anos por Alan Gerry, magnata local da tv a cabo, permitiu o investimento dos 100 milhões de dólares necessários para o museu e seus anexos, que visam promover o desenvolvimento turístico de uma região atingida pelo desemprego.
O museu recordará assim como, em 1969, a aventura começou quando um jovem americano, Sam Yasgur, conseguiu convencer o seu pai da importância do projecto. Max Yasgur, que tinha 49 anos então, emprestou a sua fazenda para receber a multidão que sonhava com um mundo melhor.(X)

Morreu Yves Saint Laurent

PARIS - Yves Saint Laurent, um dos grandes estilistas franceses do século 20, morreu na noite deste domingo em Paris, informou seu amigo e sócio Pierre Bergé.
Bergé não deu detalhes sobre a causa da morte, mas disse que o estilista morreu após uma prolongada doença.
Saint Laurent, que tinha 71 anos, "explodiu" no mundo fashion em 1958 como menino-prodígio e sucessor de Christian Dior, segundo o jornal "New York Times".
O estilista ficou famoso por seus elegantes fatinhos femininos, que redefiniram o guarda-roupa da mulher moderna.
Em 2002, Saint Laurent anunciou a sua aposentadoria e o encerramento da empresa de alta costura com o seu nome, em Paris, fundada 40 anos antes.
O evento foi visto no mundo da moda como o fim de uma era.
Saint Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Ele venceu um prêmio de desenho de moda aos 17 anos e, um ano depois, matriculou-se na escola de alta costura Chambre Syndicat.
O então estudante foi apresentado a Christian Dior, considerado o maior criador de moda da época, que, impressionado com o talento de Saint Laurent, contratou-o de imediato.
Quando Dior morreu inesperadamente em 1957, Saint Laurent foi nomeado chefe da casa Dior com apenas 21 anos. No ano seguinte, a sua primeira colecção para a marca, com foco no vestido trapézio -com ombros estreitos e saia solta- foi um sucesso, considerado uma renovação depois de anos de roupas estruturadas e cinturas marcadas.
Em 1960, Saint Laurent foi chamado ao serviço militar, mas ao final do ano obteve dispensa médica por depressão nervosa. A sua vida foi marcada por períodos de depressão.(X)

Parte dos estúdios da Universal destruída por violento incêncio

Parte dos famosos estúdios de cinema Universal, localizados próximo a Los Angeles, foi destruída neste domingo de madrugada por um violento incêndio. A ocorrência, de origem ainda não determinada, foi registada de madrugada num set de filmagemAs chamas devoraram vários cenários, segundo Jacobs, e uma espessa fumaça continuava saindo do local ao longo do domingo.
O presidente da Universal, Ron Meyer, declarou que a a videoteca do estúdios foi danificada, mas a sua preocupação principal está voltada para os negativos dos filmes.
"Quanto os sets de filmagens e mixagem de som, nada de insubstituível se perdeu. Tivemos muita sorte, pois a situação poderia ter sido muito pior", acrescentou.
Os danos podem chegar a dezenas de milhões de dólares.Os estúdios já haviam sido gravemente danificados em 1990 por um incêndio intencional, que provocou perdas de 50 milhões de dólares.
Os terrenos dos estúdios da Universal, uma das seis grandes companhias com sede em Los Angeles (junto com a Fox, Warner, Sony, Disney e Paramount), são palco de inúmeras filmagens desde a sua instalação em 1915.
Entre os sets de produções realizadas no local, estão "De volta para o futuro", "Guerra dos Mundos", de Steven Spielberg, "Ben Hur" e "Psicose", além de várias séries de televisão.(X)

Consumidores dos EUA preferem livros em papel aos electrônicos

Nova Iorque - Parece que o conforto de se sentar na poltrona com um bom livro é difícil de superar. Ainda que formatos eletrônicos de leitura estejam agora mais acessíveis, 82 por cento dos norte-americanos continuam a preferir livros em papel, de acordo com uma pesquisa editora Random House e da Zobgy divulgada na sexta-feira.
Mas a pesquisa, que avalia os hábitos de leitura e consumo de livros no país, também constatou que 13 por cento dos leitores de menos de 30 anos estavam dispostos a ler um livro com um aparelho eletrônico, ante apenas seis por centro entre os leitores de mais de 65 anos.
”Embora o livro em papel seja claramente preferido, se você observar o número de jovens abertos a outros formatos consegue antever um pouco do futuro”, disse o pesquisador John Zogby.
Entre os entrevistados, 39 por cento disseram comprar entre um e cinco livros ao ano para consumo pessoal, e 22 por cento dizem comprar mais de 16 livros.
Eles adquirem esses livros online ou em grandes cadeias de livrarias, usualmente, de acordo com uma pesquisa entre 2,8 mil adultos; apenas nove por cento dos entrevistados dizem que optam preferencialmente pelas livrarias independentes.
”Tudo sofre quando a economia está em desaceleração, mas os livreiros podem animar-se com o facto de que a leitura continua bem cotada, e os livros estão aqui para fica”', afirmou Zogby.
Entre os entrevistados, 77 por cento disseram que, quando vão a uma livraria em busca de um título específico, sentem-se tentados a fazer comprar adicionais, não planeadas, de livros.
Mais de metade admitem terem-se deixado influenciar pela aparência, na sua selecção de livros, e a probabilidade de julgar um livro pela capa é maior entre os leitores de menos de 30 anos.
Mais de um terço deles disseram ter comprado livros devido a uma recomendação de outros escritores; entre as mulheres, é mais provável a compra de novos livros de escritores que elas já apreciam (92 por cento, ante 86 por cento no caso dos homens).(X)

"Ministro" da Cultura do Vaticano critica Woody Allen

CIDADE DO VATICANO - "Woody Allen não é mais o mesmo". A crítica ao director norte-americano desta vez chega nas palavras do monsenhor Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho da Cultura do Vaticano, que dedicou um artigo ao cineasta no jornal Osservatore Romano.
Ravasi afirma que "a nossa época não tem a coragem de olhar-se a si mesma no espelho da Palavra divina" e, em seguida, adverte: "Perder de vista as questões fundamentais da vida não faz bem aos artistas. Basta pensar em Woody Allen. Ele não é mais o mesmo; agora limita-se a leviandades, fogos de artifício", escreve o "ministro" da cultura do Vaticano.
"O sucesso do Festival de Cinema Espiritual na América Latina demonstra que a questão existe", acrescenta Ravasi. "Cineastas e roteiristas estão cansados de banalidades e lugares comuns; pedidos de seminários e colaborações chegam dos estúdios de Los Angeles e da New York Film Academy. Na Itália, (o cineasta italiano) Ermanno Olmi está a trabalhar num projecto sobre Jesus para (a rede de televisão) Rai 3".
"É árduo expressar a transcendência na arte, mas é o único desafio que a mantém viva", acrescentou o religioso. (X)