RÁDIO MOÇAMBIQUE

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

National Geographic apresenta em Maputo documentário sobre Parque Nacional da Gorongosa

Moçambique quer recuperar para o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) o estatuto de um dos melhores de África, garantiu o ministro do Turismo, no dia em que foi apresentado um documentário sobre o local, da National Geographic.

Com estreia para Janeiro nos EUA e em Março no resto do mundo, "Gorongosa National Park Africa´s Lost Éden" teve a sua ante-estreia no dia 15 em Maputo, numa cerimónia com direito a discursos e promessas de que o PNG voltará ao que era antes da guerra civil, causadora da morte da esmagadora maioria da fauna.

"Com este filme, Moçambique passa a dispor de mais um valioso instrumento de promoção nacional", frisou o ministro, Fernando Sumbana, salientando que se trata de um documentário de 50 minutos onde surgem 54 ecossistemas distintos e a vida dos diferentes habitantes do parque em várias épocas do ano.

O documentário da National Geographic começa no final da época das chuvas (Março/Abril) e lembra que aquele que já foi considerado dos melhores parques de África sofreu uma verdadeira carnificina, durante a guerra civil do país.

Recorda, por exemplo, que dos 14.000 mil búfalos restaram 15, que das 13.000 zebras restaram cinco e que dos 500 leões ficaram seis, e mostra a colaboração entre o Kruger Park, da África do Sul, que tem estado a oferecer elefantes, tanto mais que a sua população actual de 13.000 é excessiva.

O documentário mostra mesmo a captura de um deles no Kruger e o seu transporte para o PNG, onde acaba por ser morto por caçadores furtivos, um dos problemas com que o PNG tem também de se debater.

Os elefantes, os hipopótamos e os crocodilos são as "estrelas" do documentário, filmados também na época seca e depois no regresso das chuvas, em Dezembro.

A Gorongosa é "um dos lugares mais bonitos de África e um dos mais importantes em termos de biodiversidade", disse Greg Carr, presidente da Fundação Carr, que está a gerir o Parque, mediante um acordo com o governo de Moçambique.

O responsável garantiu que a fauna e flora do PNG têm vindo a "recuperar muito bem" e desejou que depois da projecção do filme "turistas de todo o mundo venham visitar Moçambique", lembrando ainda que a direcção do Parque tem vindo a ajudar as comunidades locais, quer através de emprego e construção de infra-estruturas quer através de distribuição de parte dos lucros.

As filmagens de "Gorongosa National Park Africa´s Lost Éden" decorreram entre Janeiro de 2008 e Maio de 2009.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cascatas da Namaacha: sete anos depois da seca

As chuvas intermitentes que se abateram sobre alguns distritos do sul de Moçambique, entre eles o da Namaacha, foram suficientes para reavivar o curso de água que alimenta aquelas cascatas, para delícia dos residentes da vila-sede do distrito e dos visitantes provenientes das cidades de Maputo e Matola.

Situadas a escassos quilométros das linhas de fronteira que separam Moçambique, África do Sul e Swazilândia, as cascatas da Namaacha são um potencial turístico adormecido que, ao que consta, vão poder beneficiar de um projecto de exploração. Irá ser lançado um concurso público para os interessados, sabendo-se desde já que as autoridades ligadas as estradas e pontes prontificaram-se a reabilitar a muito degrada estrada serpenteada que da acesso ao local.

As várias piscinas formadas entre as rochas a jusante das cascatas estão já a ser disputadas pela criançada, sob o olhar atento dos mais velhos. Jovens namorados, muitos deles estudantes de ferias, tomaram conta daquelas piscinas, sobretudo nos dias e horas de menor movimento.

As fotografias por mim registadas, ilustram a beleza do local. Está convidado a visitar as Cascatas da Namaacha.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Matias Mboa: “A luta pela independência foi uma escola”, afirma autor de um livro sobre a epopeia libertadora

“Memórias da Luta Clandestina” é o mais recente livro de um combatente pela independência de Moçambique a ser lançado no país, num acto que teve lugar ontem em Maputo.

O seu autor é o ex-preso político Matias Mboa, líder da 4ª Região Militar da luta armada de libertação nacional (operando no sul do país), que foi preso pela polícia política portuguesa, PIDE, em 1964, e acabou nas celas da cadeia da Machava.

O lançamento desta obra contou com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, também ele veterano da guerra que, desencadeada em 1964 pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), viria a culminar com a assinatura dos Acordos de Lusaka (7 de Setembro de 1974) e dando espaço à proclamação da independência nacional em 1975.

Guebuza é, aliás, o autor do prefácio desta obra que ele considera cativante para o leitor a embrenhar-se no passado de heroicidade dos destemidos combatentes pela luta de libertação nacional.

A luta clandestina a que se refere Matias Mboa no seu livro corresponde à forma que caracterizou o engajamento dos moçambicanos pela independência nacional no sul do país.
As outras vertentes desta luta foram o combate militar, levado a cabo no norte e centro do país, e a luta diplomática, que consistia na angariação de apoios junto de nações estrangeiras para a causa dos moçambicanos.

Para o Presidente Guebuza, estes relatos de heroicidade contidos em “Memórias da Luta Clandestina” constituem “importantes referências e fontes de orgulho e de inspiração e fontes de orgulho para continuarmos a enfrentar, com o mesmo sucesso de ontem os desafios do presente e do futuro”.

Por sua vez, o autor, que foi parco em palavras, referiu-se ao modo como foi desenvolvido o combate pela independência como “uma escola”, uma vez que inspirou vários grupos de jovens a abraçar a causa dos moçambicanos nos tenebrosos anos de 1960.

Matias Mboa começa o seu livro com um poema que escreveu durante os tempos que passou na cadeia da Machava. Pelas sevícias por que passou nas mãos da temível PIDE, o ex-preso político refere-se à cadeia da Machava como algo de que se quer esquecer para “apagar as tristes recordações” que teimam em continuar a habitar a sua memória. Todavia, no mesmo poema, o autor refere que essas memória são indeléveis, pelo que delas não se desenvencilha.

Livro “Janelas de Mim” de Miguel César: misto de artes e retratos da sua vida

“Janelas de Mim: desenhos do seu percurso” é o título do livro do escritor, artista plástico e arquitecto Miguel César, lançado nos princípios da noite de ontem no Instituto Camões, em Maputo. A obra comporta 112 páginas e é editada pela Alcance Editores, com o patrocínio da empresa de telefonia móvel mcel.

Ao longo das páginas do “Janelas de Mim” encontramos um misto de artes, a de escrever, relatar suas vivências, assim como retratos da sua vida de pintor.

O livro já se encontra disponível nas livrarias da cidade de Maputo e quase em todo o país, num circuito de distribuição levado a cabo pela Alcance Editores em parceria com a sua rede de parceiros.

A historiadora Alda Costa explica que a primeira impressão face ao conjunto de desenhos que juntou para esta publicação foi a de uma actividade quase não interrompida. Com o auxílio da tinta-da-china, do acrílico, do lápis de cor registou no papel o universo visual do seu percurso de vida, da sua vontade de participar, das memórias de uma geração que abraçou uma causa.

“Os temas são os que, desde muito cedo, o interessaram: a mulher porque, ‘sem a mulher não há país’ ou o corpo e o desejo ou ainda o universo popular, o uso da tradição, a noite, as janelas, cada vez mais janelas. Janelas de todo o tipo povoam o seu trabalho. Porque gosta delas, porque olha através delas, porque o que deseja lhe entra pela janela, porque a sua profissão assim o sugere”, diz a historiadora.

Miguel César dos Anjos Santos nasceu na cidade da Beira, em 1957. É licenciado em Arquitectura e Planeamento Físico e membro fundador das associações Moçambicana do Desenvolvimento Urbano e da de Arquitectos de Moçambique.

Participou em exposições colectivas, tais como a III e IV Exposições Juvenis de Artes Plásticas no Pavilhão dos Desportos na cidade da Beira, em 1972 e 1973, na exposição de pintura e desenho, entre tantas outras.

Na sua apresentação ao autor de “Janelas de Mim”, a historiadora Alda Costa diz: “O desenho e Miguel César dão-se bem”.

Ele pintou vários murais na década de setenta e é ainda autor de muitas capas de livros de escritores moçambicanos, destacando-se Heliodoro Baptista (Por cima de toda a folha); Mia Couto (4 Peças para um Cenário Roído, e Vozes Anoitecidas) e Carlos Serra (para a História da Arte Militar Moçambicana).

sábado, 24 de outubro de 2009

Brasileiro que fotografou independência de Moçambique expõe em Tóquio

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado apresentou nesta sexta-feira (23) no Japão a sua mostra "África", um trabalho de mais de 30 anos no continente. Com as suas fotografias, ele diz querer "contar histórias" que necessitam do compromisso da imprensa e das ONG para poderem ser mudadas.

A exposição "África" começa este sábado e vai até o dia 13 de dezembro, no Museu Metropolitano de Fotografia de Tóquio. Salgado, de 65 anos, viajou por todo o mundo fotografando pessoas e lugares com as suas imagens em preto e branco e que já lhe renderam diversos prêmios internacionais, consideradas por ele "mais intensas" que as composições em cor.

Na sua opinião, os protagonistas de suas fotos "podem ser pessoas empobrecidas, mas não deprimidas, nem miseráveis". Nas suas viagens por África, Salgado teve a oportunidade de retratar o processo de independência de Angola e Moçambique e tragédias humanitárias como a crise de fome na África Central ou os deslocamentos de comunidades no Ruanda.

O fotógrafo brasileiro disse que o fotojornalista actual precisa "emoldurar o seu trabalho na realidade. Para isso, é necessário ter conhecimentos amplos em economia, sociologia e geopolítica", e não somente um domínio técnico.

O fotógrafo disse ainda que o jornalismo tem que ser honesto, ter controle e não fomentar estereótipos, diferente do que acontece actualmente.

Para Salgado, continentes como a África ou a América Latina estão a viver uma época de desenvolvimento e crescimento, como é o caso de Botswana e África do Sul ou Argentina e Brasil.

"A África não é um continente subdesenvolvido, tem o desenvolvimento que tem. Está a procura da sua identidade. Os pobres não necessitam de piedade ou de caridade, mas compressão e assistência", ressaltou Salgado.

O fotógrafo disse ainda que com a chegada dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro em 2016 "será feita justiça", pois é necessário que o hemisfério sul e a América Latina organizem aquele acontecimento mundial.

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Cilla Black
Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o "verão do amor" de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

"Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano", disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

"Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios".

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

Pastor anglicano está farto de escutar Tina Turner nos funerais

Um pastor anglicano declarou no seu blog que está farto de realizar funerais ao som de canções de Tina Turner e outros ídolos da música pop.

Ed Tomlinson, de 35 anos, queixa-se que "as mensagens doces das estrelas do pop tenham substituído os hinos e as orações do passado", informou o jornal Telegraph.

Segundo o sacerdote, embora os partidários de uma sociedade laica acreditem ter conseguido uma vitória sobre a Igreja, os infiéis "vão acabar na fogueira sem esperança alguma de ressurreição".

"Pensei em assistir a uma cremação como um limão e perguntar-me que fazia eu num funeral durante o qual os alto-falantes vomitavam melodias de Tina Turner ou outras sentimentais de algum poeta humanista", comentou no seu blog.

Segundo o sacerdote, o aumento do número de funerais laicos é um sinal da actual marginalização da Igreja.

"É preocupante o facto de que o cuidado pastoral fique nas mãos de pessoas cujo único objectivo é fazer dinheiro", afirma.

domingo, 18 de outubro de 2009

Uma tremenda farra

Os parceiros musicais Roberto e Erasmo Carlos já declararam a sua afeição mútua na antológica canção “Amigo”. Na vida privada, as proclamações de amizade são menos convencionais. Nos anos 80,num restaurante de Los Angeles, Roberto repreendeu Erasmo pela sua suposta falta de asseio: o Tremendão – como é conhecido desde os tempos da jovem guarda, movimento que lançou o rock brasileiro nos anos 60 – não havia lavado as mãos antes de ir aos lavabos. Hipocondríaco, conhecido pelas suas estranhas manias, Roberto Carlos tentou convencer o parceiro de que o órgão sexual masculino é uma peça frágil, susceptível a todo tipo de infecção – tocá-lo com as mãos sujas indicaria descuido com o próprio corpo.

Para provar a sua sintonia com o corpo, Erasmo embarcou numa candente defesa do próprio instrumento (não musical, bem entendido). "Ele obedece-me, entende-me, está sempre pronto para a guerra. É o meu melhor amigo", disse. "Ele já te emprestou dinheiro?", perguntou Roberto. E, diante da negativa de Erasmo, concluiu: "Então eu sou o seu melhor amigo". Esse diálogo esquisito é uma das muitas anedotas incluídas por Erasmo em “Minha Fama de Mau”, que chega a partir de sexta-feira às livrarias.

Despretensioso e muito bem-humorado, o livro, com texto final do jornalista Leonardo Lichote, não é uma autobiografia minuciosa do cantor – trata-se antes de uma espécie de álbum de memórias, uma reunião de casos vividos por Erasmo em cinquenta anos de carreira, com flagrantes impagáveis da música brasileira do período.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Filme “A Ilha dos Espíritos” apresentado na sede da UNESCO em Paris

O filme moçambicano, “A Ilha dos Espíritos”, sobre a Ilha de Moçambique, foi projectado para um auditório constituído pelos participantes da 35ª.Conferência Geral da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (UNESCO), que decorreu na sua sede, Paris, semana passada. A projecção fez parte de uma sessão especial sobre Moçambique, que teve como tema a “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável”.

“A Ilha dos Espíritos”, um documentário de 63 minutos, foi realizado por Licínio de Azevedo e co-produzido pela Ebano Multimédia e Technoserve. Foi estreiado durante o IV Dockanema, Festival do Filme Documentário, que decorreu em Maputo de 11 a 20 de setembro último.

A película aborda a história da Ilha de Moçambique, que muito antes de dar o nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, como ponto de escala para navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo conhecido até então. Nela (película) intervêem um historiador especializado na ilha e um arqueólogo marítimo que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios.

O quotodiano dos habitantes da Ilha de Moçambique, actividades, hábitos, cultura, é nos dado a conhecer por inúmeros outros personagens: um pescador que relata as aventuras na sua frágil embarcação; o “porteiro” da ilha que controla quem entra e sai dela pela ponte que a liga ao continente; uma famosa dançarina e animadora cultural; uma coleccionadora de capulanas e jóias antigas; uma conhecedora dos seres mágicos que povoam o imaginário colectivo dos ilheus.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de setembro: o inferno em Nova Iorque

Nesta sexta-feira completam oito anos de um dos maiores atentados da história. A 11 de setembro de 2001, quatro aviões foram sequestrados nos EUA.

Dois atingiram as torres do World Trade Center, em Nova Iorque, outro atingiu o Pentágono e um quarto caiu em Shanksville, na Pensilvânia.

Os ataques fizeram mais de 3.000 mortos. No Slide que apresentamos, imagens dos atentados. (Fotos: AP)

“O 11/9 foi uma fraude”, diz Charlie Sheen

Oito anos após os atentados contra o World Trade Center, em Nova York, teorias conspiratórias ainda produzem eco dentro e fora dos Estados Unidos. Uma delas acaba de ser reavivada pelo actor Charlie Sheen, para quem "a história oficial do 11/9 foi uma fraude". O astro da série "Two and a Half Men" foi mais longe, e pediu ao presidente Barack Obama que abrisse uma nova investigação sobre os ataques.

O apelo foi feito dois dias antes do aniversário dos atentados na forma da transcrição de um encontro fictício com o líder americano, publicada no site www.prisonplanet.com, do radialista Alex Jones. Nela, Sheen afirma que o governo de George W. Bush estava por trás dos ataques, que seriam, na verdade, apenas um pretexto para invadir o Iraque. A comissão criada para investigar o caso, segundo o actor, foi uma tentativa de encobrimento.

Sheen sugeriu ainda que Osama Bin Laden trabalhava para a CIA na ocasião e questionou como os passaportes que identificavam os sequestradores dos aviões resistiram às chamas. "Não podemos permitir que governos continuem a tocar a sua agenda política explorando pretextos forjados", disse o astro, acrescentando que a população está a acordar para a "bandeira falsa do terrorismo".

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

The Beatles: integral remasterizada e jogo hoje nas lojas

A edição integral das canções remasterizadas digitalmente dos Beatles chega hoje ao mercado, acompanhada por textos que contextualizam a evolução da banda e fotos inéditas, tal como o jogo de vídeo "The Beatles: Rock Band".

"A ideia que presidiu à feitura dos textos foi contextualizar historicamente cada álbum, isto é, dar a conhecer além da informação relacionada com o álbum, as outras coisas que os Beatles estavam a fazer como digressões, espectáculos para a rádio e para a televisão, digressões, etc..", disse Kevin Howlett, um dos autores dos textos.

Outro autor dos textos é Mike Heatley, que sublinhou que os "fabulous four" tinham "uma agenda cheia e eram muito solicitados, acrescentando a tudo isto o facto de terem gravado dois álbuns por ano".

"Procurou-se dar uma cronologia tão exaustiva quanto possível, e, por outro lado, às fotografias já conhecidas da edição de 1987 juntar mais fotografias, algumas inéditas", disse Heatley.

"O que fizemos foi tentar acompanhar o grupo, e há muito material de arquivo que permite perceber a sua evolução, até das canções, e logo ter um ideia mais próxima do seu modo de trabalhar", disse Howlett.

O investigador referiu que "há por exemplo as 'masters' de cada fase de gravação de uma canção, permitindo perceber assim como a foram construindo".

Para este trabalho "foi essencial o arquivo dos Beatles nos estúdios de Abbey Road, a cargo de Alan Ralph", disse Howlett.

Os textos permitirão, segundo os investigadores, "conhecer algumas curiosidades da banda de Liverpool, e sistematizar a sua história".

Mike Heatley referiu que os álbuns editados pelos Beatles no reino Unido e na Europa eram diferentes dos editados nos Estados Unidos, "havendo variações por exemplo no alinhamento. Só a partir do álbum 'Sergent Peper's'[Junho de 1967] é que passaram a ser iguais".

Neste caso os Beatles não se distinguiram de outros artistas, pois segundo Heatley "isso acontecia frequentemente com outros artistas na década de 1960".

"Para se ser grande nos Estados Unidos é preciso ter-se um comportamento e atitude diferente da que se tem no seu país de origem", referiu o investigador.

Heatley deu ainda outros exemplos como singles editados nos Estados Unidos que não o foram no Reino Unido, caso de "Let it be", ou vice-versa.

A canção "Eight days a week", outro exemplo, foi single nos Estados Unidos, sem nunca ter entrado em qualquer álbum, contou.

A EMI e a Apple disponibilizam a discografia completa em duas caixas e também os CD avulso.

Uma caixa completa com a remasterização digital em estéreo, constituída por 16 CD, dois deles duplos, e um DVD, no valor de 230 euros, e outra, intitulada "The Beatles in Mono" que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono na década de 1960, e o DVD, com o custo de 270 euros.

Vendidos à unidade, os CD custarão cada um, 16.95 euros, enquanto os dois CD duplos, "White album" e "Past masters", 24.95.

Os dois investigadores concordam que "todas as gerações acabam à sua maneira por descobrir a música dos Beatles, que é de excelente qualidade. Se era boa na década de 1960, é também agora e será sempre"

Bee Gees reúnem-se para concertos, seis anos após a morte do irmão

Robin e Barry Gibb têm planos para novos concertos, seis anos após a morte de Maurice, o terceiro elemento dos Bee Gees. O anúncio foi feito pelo próprio Robin à BBC, dizendo que os dois irmãos estiveram juntos recentemente em Miami, onde terão acordado ensaios e uma série de concertos agendados para muito breve.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sandokan, inédito de Hugo Pratt, e adaptado para o Teatro na Rádio Moçambique, chegou às livrarias em França

Banda-desenhada foi encomendada ao autor no final dos anos 1960

Uma versão em banda desenhada de Sandokan, "O Tigre da Malásia", da autoria de Hugo Pratt, acaba de ser editada em França pela editora Casterman, meses após a publicação em Itália.

A banda desenhada foi encomendada a Hugo Pratt, no final dos anos 1960, pelo "Corriere dei Piccoli", um suplemento infantil do diário italiano "Corriere della Sera", mas manteve-se inédito até aos nossos dias provavelmente devido ao êxito de “Corto Maltese”, que o autor começou a desenvolver na mesma época, lê-se no site da editora francesa.

Sandokan, “O Tigre da Malásia”, foi muito popular em Moçambique nos finais da década de 70, quando a Rádio Moçambique decidiu passar a obra para o teatro radiofónico no programa “Cena Aberta”.

A saga foi adaptada por Gulamo Khan e Leite de Vasconcelos e realizada por Álvaro Belo Marques, Carlos Silva e António Scwhalback.

Teodósido Mbanze, hoje assessor jurídico da Rádio Moçambique, desempenhou o principal papel, “Sandokan”, enquanto Machado da Graça representou o de James Bruck, Santa Rita (hoje nos EUA) esteve no papel do “português” Eanes e Teresa Sá Nogueira, já falecida, era a bela e misteriosa jovem inglesa - Lady Mariana.

O “Cena Aberta” de Sandokan, “O Tigre da Malásia” da Rádio Moçambique, era transmitido todos os dias depois do noticiário das 21 com uma audiência tal que as ruas da cidade de Maputo ficavam desertas àquela hora para escutar as peripécias do príncipe malaio, inimigo dos ingleses.

Recorde-se que à época não existia em Moçambique nenhum canal de televisão, pelo que a Rádio era o único meio de comunicação acessível à quase totalidade dos moçambicanos. A televisão só viria a ser instalada em Moçambique em 1980, a TVExperimental, nas mãos do governo, com José Luís Cabaço à frente do projecto.

Já sem uma audiência por aí além, o “Cena Aberta” continua a ser transmitido na empresa moçambicana de radiodifusão pública, aos sábados, as 21 horas.

Gulamo Khan e Leite de Vasconcelos, já falecidos, Santa Rita e Machado da da Graça, foram jornalistas da Rádio Moçambique.

História de Sandokan

A história do “Tigre da Malásia” não foi alimentada por Pratt além de desenhos e pranchas dispersos, tendo sido posta de lado por volta de 1973, quando o "Corriere della Sera" se limitava a uma trintena de páginas. Esquecidas numa caixa na editora, as pranchas da história inacabada de Sandokan de Pratt foram finalmente redescobertas pelo jornalista Alfredo Castelli, 40 anos mais tarde, encontrando finalmente o caminho das livrarias. A editora italiana de Pratt, Rozzoli-Lizard, foi a primeira a publicar este trabalho, já em 2009.

A saga de Sandokan foi criada pelo escritor italiano Emilio Salgari (1862-1911) que lhe dedicou onze livros, uma obra clássica da literatura de aventuras. Os desenhos de Pratt contam o início da saga, situada em 1849 no mar da Malásia, a algumas milhas da costa ocidental do Bornéu. Na ilha selvagem de Mompracem assolada pela tempestade, encontra-se uma inquietante personagem: o príncipe malaio Sandokan, um temido pirata que os ingleses pretendem capturar e que é conhecido por Tigre da Malásia.

Uma personagem central é o aventureiro português Eanes, leal amigo de Sandokan. É ele quem fala ao pirata sobre uma jovem esplêndida com cabelos de ouro que mora em Labuan e cuja reputação de beleza se expandiu por toda a região.

Galvanizado pela descrição do seu amigo, Sandokan decide fazer-se ao mar rumo a Labuan, para contemplar com os próprios olhos a bela e misteriosa jovem - Lady Mariana - e para se vingar dos ingleses que assassinaram a sua família.

A existência do "Sandokan" de Hugo Pratt era referida no livro de Dominque Petitfaux "De l'autre côté de Corto", editado pela Casterman em 1996. Mas ninguém tinha visto esta história inacabada e inédita, adaptada em texto por Mino Milani a partir da obra de Salgari.

Hugo Pratt nasceu em Rimini (Itália) em Junho de 1927 e morreu em Grandvaux (Suíça) em Agosto de 1995. O mais conhecido herói de Pratt é Corto Maltese, cuja primeira aparição data de 1967, na revista Sgt.Kirk. O marinheiro romântico era então uma personagem secundária.(X)

Columbia Records editou (o seu) Miles Davis completo

Uma caixa monumental que inclui todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos "Round Midnight" (1955) e "Filles de Kilimanjaro" (1968)

Agosto foi o mês em que se assinalou o cinquentenário da edição de "Kind of Blue", o álbum gravado pela Columbia Records e lançado no dia 17 de Agosto de 1959 que com o tempo se tornou na mais vendida gravação em estúdio da história do jazz, para além de ser considerado um dos melhores discos da história da música. Mas este vai ser também o ano em que a etiqueta americana marca a celebração da arte de Miles Davis (1926-1991) com a edição de uma caixa monumental - pela extensão, mas principalmente pelo conteúdo -, que incluirá todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos "Round Midnight" (1955) e "Filles de Kilimanjaro" (1968).

A caixa, intitulada "The Complete Album Collection"/Columbia Legacy, contem 70 CDs com todas as gravações conhecidas e inéditas do genial compositor e trompetista (entre as últimas, está o concerto de Miles no Festival da Ilha de Wight em 1970). Mas a "pièce de résistance" é um DVD também absolutamente inédito, "Live in Europe'67". E como bónus, um livro de 250 páginas...

Toda esta informação foi avançada pelo "site" de música Pitchfork Media, que anuncia o lançamento para 10 de Novembro, especificando que a caixa só poderá ser adquirida via Amazon. Custa tudo 369,98 dólares (pouco mais de 258 euros), o que Tom Breihan, autor da notícia, considera "uma pechincha". E é! E será também, certamente, uma edição para fazer história, como a de "Kind of Blue".(X)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jackson sepultado perto de Walt Disney e Clark Gable

A família e os amigos mais próximos de Michael Jackson reuniram-se esta madrugada (cerca das 20:00h locais) para prestar uma última homenagem ao músico, no cemitério de Forest Lawn, em Glendale, Los Angeles, onde repousam figuras como Walt Disney e Clark Gable.

O funeral de Michael Jackson realiza-se mais de 70 dias depois da sua morte e reuniu familiares e amigos próximos do cantor, como Elizabeth Taylor ou Macaulay Culkin.

A comitiva familiar composta por mais de duas dezenas de viaturas chegou ao local às 20:00 (04:00 GMT de sexta-feira) escoltadas pela polícia e com uma hora de atraso em relação ao previsto depois de ter percorrido os cerca de 30 quilómetros que separam a residência da família do cemitério.

A cerimónia, ao ar livre prolongou-se por cerca de uma hora e teve entre os convidados Elizabeth Taylor, o pastor Jesse Jackson, o actor Macaulay Culkin e o coreografo Kenny Ortega.

Entre os amigos, a imprensa falou de outros nomes como Diana Ross, Corey Feldman, Broke Shields, Steve Wonder e a ex-mulher do cantor Lisa Marie Presley.

A música do funeral foi responsabilidade da cantora Gladys Knight.

Michael Jackson foi sepultado na área restrita e protegida do cemitério onde repousam também os restos mortais de celebridades como Clark Gable, Bette Davis, Carole Lombard, Walt Disney ou Sammy Davis Jr., protegendo assim a sepultura dos curiosos, fãs ou saqueadores.

O cemitério foi encerrado ao público e foram estabelecidas fortes medidas de segurança para garantir a privacidade do acto depois das cerimónias fúnebres públicas realizadas após a morte do cantor a 25 de Junho.

Depois da cerimónia no cemitério, a família preparou uma recepção no restaurante italiano Villa Sorriso, em Pasadena, a cerca de 12 quilómetros do cemitério, um acto classificado como uma "celebração" à vida de Michael Jackson.

Filha de Obama faz lembrar filho de John F. Kennedy

A Casa Branca divulgou uma fotografia de Sasha Obama que faz lembrar os tempos de John F. Kennedy à frente dos destinos da nação mais poderosa do mundo.

Na imagem, de 5 de Agosto deste ano, a filha do presidente norte-americano Barack Obama aparece escondida atrás de um sofá da Sala Oval, espreitando o pai enquanto este trabalha.

Numa fotografia tirada na mesma sala, em 1963, John F. Kennedy Jr., filho do antigo presidente John F. Kennedy, brinca escondido debaixo da mesa de trabalho do pai.

Alguns títulos da imprensa internacional sugerem que Sasha Obama teve com a publicação desta fotografia o seu "momento Kennedy".

Barack Obama já foi comparado, muitas vezes, a John F. Kennedy. O próprio senador Ted Kennedy, falecido na semana passada, considerava Obama um herdeiro do legado político do seu irmão, assassinado quando era presidente dos E.U.A., e apoiou Obama na histórica campanha que o colocou à frente dos destinos da nação mais poderosa do mundo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Jimi Hendrix vai ter um "biopic"

Desta vez parece que nem a meia-irmã, Janie, vai impedir que a coisa avance (pelo menos até certo ponto): depois de vários projectos recusados pela entidade gestora do legado de Jimi Hendrix, presidida por Janie, a Legendary Pictures vai avançar com um "biopic" sobre aquele que foi o maior guitarrista "rock" de sempre ("Rolling Stone" dixit). Dados os exemplos do realizador John Hillman e da Dragonslayer Films, em 2006 (não conseguiram direitos da música), a ideia é inverter o processo: arrancar com o filme primeiro e conseguir autorização depois.

A chegar aos cinemas, segundo a "Variety", o filme deve retratar a vida do músico desde a sua passagem pelo exército norte-americano e o super-estrelato atingido em Woodstock até à morte, a sua pouco explicada morte num hotel de Londres em 1970, com compridos e álcool à mistura.

Depois dos planos abortados em anos recentes envolvendo músicos como Lenny Kravitz e Andre Benjamin dos Outkast, não houve ainda comentários sobre o elenco. Sabe-se apenas que Thomas Tull e Bill Gerber seriam os produtores e que o argumento é de Max Borenstein.

Mafalda tem estátua em Buenos Aires desde domingo

Uma escultura da popular Mafalda está instalada desde domingo no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, em homenagem ao criador da personagem, o desenhadar argentino Quino.

Mafalda está sentada num banco com uma altura de 80 centímetros, na rua Chile de San Telmo, onde decorria a história da personagem, a uns escassos metros do local onde vivia o seu criador, Joaquín Salvador Lavado (Quino).

A estátua, da autoria do escultor argentino Pablo Irrgang, celebra a curta vida de uma personagem que se tornou símbolo da contestação e do inconformismo nos anos 60 e 70.

Quino deu vida a esta criança céptica em 1964, numa série de tiras publicadas em três jornais até 1973, ano em que decidiu pôr fim à aventura.

O autor foi ser homenageado pelo governo argentino. De regresso a Buenos Aires, onde viveu vários anos e onde criou Mafalda, lamentou que a cidade se encontre arruinada e irreconhecível.

Quino nasceu em Mendoza em 1932 e reside actualmente em Itália.

O desenhador confessou que todas as personagens da Mafalda têm um pouco dele próprio, e que se identifica mais com Felipe, Miguelito e Libertad. Sublinhou que Mafalda é uma personagem feminina porque "as mulheres são muito mais astutas do que os homens".

Ainda que se sinta orgulhoso com o êxito internacional de Mafalda, Quino reconheceu que isso às vezes o assusta.

"Ter uma história fixa limita muito, porque fazer um desenho sempre com as mesmas personagens retira a liberdade de movimentos", concluiu.

Morte de ex-guitarrista dos Rolling Stones investigada novamente

A morte do antigo guitarrista dos Stones está a ser novamente analisada, noticia a BBC. Brian Jones, que morreu com 27 anos, foi encontrado no fundo duma piscina em Hartfield, em Sussex (Reino Unido), em 1969. Na altura, a investigação concluiu que a morte tinha sido acidental, excluindo os rumores de assassinato. No entanto, surgem agora novas provas que levam os investigadores a reapreciar o caso. A polícia afirma que é demasiado cedo para comentar o assunto.

Segundo o jornal “El Mundo”, há várias teses sobre a morte do músico, todas elas apontando para o cenário de homicídio. A primeira remete para o filme “Stoned” (2006), de Stephen Woolley, segundo o qual o músico tinha uma dívida de mais de 9000 euros (8000 libras na altura) para com um construtor chamado Frank Thorogood. Como forma de intimidação para que Jones pagasse a dívida, o construtor terá metido a cabeça do músico debaixo de água, acabando por afogá-lo.

A segunda teoria é de Trevor Hobley, fundador de um clube de fãs de Brian Jones, que compilou uma série de documentos, alegando serem provas de um homicídio. Segundo o jornal espanhol, Hobley assegura que os assassinos colocaram a cabeça de Jones dentro de um balde com água para o afogar, vestindo-o de seguida de fato de banho. No final, colocaram o corpo dentro da piscina. Todas estas teses foram ignoradas ao longo dos anos pelos responsáveis pela investigação, convictos de que a morte fora acidental.

Brian Jones foi um dos fundadores dos Rolling Stones e tocou com a banda durante a década de 60. Morreu pouco depois de ter abandonado o grupo de Mick Jagger, Keith Richards e Ian Stewart.