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sábado, 24 de outubro de 2009

Mostra em Londres retrata explosão musical dos anos 1960

Cilla Black
Uma exposição na National Portrait Gallery de Londres capta a década de 1960 na Grã-Bretanha através de fotos de grupos musicais, desde a apresentação dos Beatles na casa nocturna Cavern até a explosão psicodélica nos anos 1970.

A mostra de 150 fotos, capas de álbuns e de revistas, partituras e outros itens celebra a ascensão do pop britânico e de gigantes do rock como os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e Pink Floyd, ao lado de nomes norte-americanos da mesma época como Jimi Hendrix e Bob Dylan.

Os retratos clicados por fotógrafos aclamados como David Bailey, Cecil Beaton, Don McCullin e uma multidão de outros estão organizados em décadas, passando da inocência da juventude no início da década de 1960 para a psicodelia decadente, movida a drogas e a libertação sexual que caracterizaram o "verão do amor" de 1968 e os anos seguintes.

Os primeiros anos mostrados na exposição focam sobretudo os Beatles, Rolling Stones e grupos britânicos menos conhecidos fora do país, como Cilla Black e Cliff Richards, mas Rod Stewart aparece ao lado de Long John Baldry num retrato de grupo chamado Steampacket feito em 1964.

"Quisemos reflectir os maiores astros de cada ano", disse à Reuters na sexta-feira o curador da exposição, Terence Pepper.

Mas Pepper disse que a mostra também revela a rapidez com que os Beatles, Rolling Stones, David Bowie, Pink Floyd e Led Zeppelin transformaram a paisagem musical e conquistaram o mundo.

"Era tudo completamente novo, estava tudo a acontecer na época. A música pop nem sequer tinha chegado às rádios".

Alto-falantes tocam sucessos da década para intensificar o ambiente da exposição, que também inclui itens de moda originais dos anos 1960, de Biba e Mary Quant.

A mostra ressalta a rivalidade entre os Beatles e os Rolling Stones em imagens feitas por vários fotógrafos de primeira linha, que os ajudaram a criar e confirmar as suas imagens em transformação.

Pepper disse que o título da exposição ilustra como a década dominada pelos Beatles no seu início acabou por dar lugar a astros como David Bowie, que ganhou força no final dos anos 1960 e ainda mais nos anos 1970.

Outras secções são dedicadas à mini-invasão de astros norte-americanos, entre eles os Walker Brothers e, mais tarde, Jimi Hendrix, que se mudaram para a Inglaterra para lançar as suas carreiras.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

The Beatles: integral remasterizada e jogo hoje nas lojas

A edição integral das canções remasterizadas digitalmente dos Beatles chega hoje ao mercado, acompanhada por textos que contextualizam a evolução da banda e fotos inéditas, tal como o jogo de vídeo "The Beatles: Rock Band".

"A ideia que presidiu à feitura dos textos foi contextualizar historicamente cada álbum, isto é, dar a conhecer além da informação relacionada com o álbum, as outras coisas que os Beatles estavam a fazer como digressões, espectáculos para a rádio e para a televisão, digressões, etc..", disse Kevin Howlett, um dos autores dos textos.

Outro autor dos textos é Mike Heatley, que sublinhou que os "fabulous four" tinham "uma agenda cheia e eram muito solicitados, acrescentando a tudo isto o facto de terem gravado dois álbuns por ano".

"Procurou-se dar uma cronologia tão exaustiva quanto possível, e, por outro lado, às fotografias já conhecidas da edição de 1987 juntar mais fotografias, algumas inéditas", disse Heatley.

"O que fizemos foi tentar acompanhar o grupo, e há muito material de arquivo que permite perceber a sua evolução, até das canções, e logo ter um ideia mais próxima do seu modo de trabalhar", disse Howlett.

O investigador referiu que "há por exemplo as 'masters' de cada fase de gravação de uma canção, permitindo perceber assim como a foram construindo".

Para este trabalho "foi essencial o arquivo dos Beatles nos estúdios de Abbey Road, a cargo de Alan Ralph", disse Howlett.

Os textos permitirão, segundo os investigadores, "conhecer algumas curiosidades da banda de Liverpool, e sistematizar a sua história".

Mike Heatley referiu que os álbuns editados pelos Beatles no reino Unido e na Europa eram diferentes dos editados nos Estados Unidos, "havendo variações por exemplo no alinhamento. Só a partir do álbum 'Sergent Peper's'[Junho de 1967] é que passaram a ser iguais".

Neste caso os Beatles não se distinguiram de outros artistas, pois segundo Heatley "isso acontecia frequentemente com outros artistas na década de 1960".

"Para se ser grande nos Estados Unidos é preciso ter-se um comportamento e atitude diferente da que se tem no seu país de origem", referiu o investigador.

Heatley deu ainda outros exemplos como singles editados nos Estados Unidos que não o foram no Reino Unido, caso de "Let it be", ou vice-versa.

A canção "Eight days a week", outro exemplo, foi single nos Estados Unidos, sem nunca ter entrado em qualquer álbum, contou.

A EMI e a Apple disponibilizam a discografia completa em duas caixas e também os CD avulso.

Uma caixa completa com a remasterização digital em estéreo, constituída por 16 CD, dois deles duplos, e um DVD, no valor de 230 euros, e outra, intitulada "The Beatles in Mono" que reúne todas as gravações do grupo que foram misturadas para edições em mono na década de 1960, e o DVD, com o custo de 270 euros.

Vendidos à unidade, os CD custarão cada um, 16.95 euros, enquanto os dois CD duplos, "White album" e "Past masters", 24.95.

Os dois investigadores concordam que "todas as gerações acabam à sua maneira por descobrir a música dos Beatles, que é de excelente qualidade. Se era boa na década de 1960, é também agora e será sempre"

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paul McCarney no mesmo telhado 40 anos depois

Paul McCartney apresenta-se no telhado do Ed Sullivan Theater em Nova York, nos EUA, na quarta-feira. Os Beatles fizeram sua estreia na televisão americana no mesmo local.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

McCartney nega que Michael quisesse ceder músicas dos Beatles

(John Lennon, um dos Beatles, morto em 1980)
O ex-Beatle Paul McCartney deu seu parecer nesta quarta-feira, 8, sobre as informações segundo as quais Michael Jackson queria entregá-lo a sua parte sobre os direitos das canções do grupo inglês, cujos 50% são de propriedade do "rei do pop" desde os anos 80.

Em declaração divulgada no seu site oficial, McCartney afirma que "há algum tempo, a imprensa apareceu com a ideia de que Michael Jackson iria deixar-me a sua parte sobre os direitos dos Beatles no seu testamento". Segundo o músico, essas informações "foram completamente inventadas".

"Agora a informação é de que estou desolado ao saber que não me deixou as canções. Isto é completamente falso. Não tinha pensado nem por um minuto que as primeiras informações fossem verdade e, portanto, as notícias de que estou desolado são também totalmente falsas. Não acreditem em tudo o que leem", escreveu o ex-Beatle.

Michael Jackson comprou a empresa Northern Songs, que era a proprietária da maioria das canções compostas por Paul McCartney e John Lennon como membros dos Beatles, em meados dos anos 80, em um leilão no qual ofereceu mais dinheiro do que o baixista do grupo.

Esses 50% sobre os direitos das músicas dos Beatles é um dos ativos mais rentáveis e com garantia de futuro do falecido cantor, já que o seu valor estimado está em torno dos US$ 480 milhões.

McCartney declarou que, embora a amizade que manteve com Jackson nos anos 80 tenha se debilitado ao longo do tempo, ambos nunca deixaram de se considerar amigos, e tem "uma lembrança carinhosa" do tempo que passaram juntos.

"Em momentos como este, a imprensa tende a inventar coisas. Portanto, de vez em quando sinto a necessidade de deixar as coisas claras", termina o comunicado.

quinta-feira, 12 de março de 2009

John Lennon completo

John Lennon (1940-1980) tinha um dom para a música que o levou muito mais à frente das suas raízes que ele próprio poderia ter sonhado. À frente dos Beatles, alcançou o feito raro de um artista britânico conquistar os americanos com um estilo americano de música, electrizando adolescentes com uma batida que cruzou continentes, culturas e classes. Mas era também um homem complexo, que teve uma relação conturbada com a família e os companheiros da banda.

Eis o perfil que sobressai do livro John Lennon - A Vida, de Philip Norman. Um tijolaço que, se não traz nenhuma revelação bombástica, aprofunda questões controversas como a quase relação sexual que manteve com a mãe, a diversão que tirava de deficientes físicos, o uso das drogas iniciado com o baseado fumado com Bob Dylan. Mas também retrata a parceria com Paul McCartney, com quem criou o mais rico acervo existente de músicas universalmente adoradas. Sobre esse homem que foi assassinado à queima roupa, Norman conversou por telefone com o jornalista Ubiratan Brasil.

Veja mais aqui: John Lennon completo

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fim do caso "Beatles são mais populares que Jesus Cristo"

Em 1966, no auge da beatlemania, John Lennon disse a um jornal britânico a famosa frase: "Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo", acrescentando que não sabia qual iria morrer primeiro, se o cristianismo, se o rock. Estas afirmações - sobretudo a primeira - foram muito comentadas e criticadíssimas à época, nomeadamente pelo Vaticano, mas também nos EUA.


Mais de 40 anos depois, a Santa Sé decidiu "perdoar" Lennon através de um artigo no seu órgão oficial, o diário L'Osservatore Romano. Na peça, publicada para assinalar os 40 anos do histórico Álbum Branco dos Beatles, e que elogia a banda e John Lennon, lê-se que o desabafo do músico foi uma forma de "exibicionismo, de gabarolice por parte de um jovem músico inglês pertencente às classes trabalhadoras, que havia crescido na era de Elvis Presley e do rock and roll, e alcançado um sucesso inesperado".


O artigo de meia página, ilustrado, diz ainda que os Beatles conseguiram "uma única e estranha alquimia de sons e palavras" e que demonstraram uma extraordinária capacidade de sobrevivência. Quanto ao Álbum Branco, é elogiado por ser "uma antologia musical mágica".


Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Wiley, este artigo é fruto de o L'Osservatore Romano ter um novo director, que começou a dar mais atenção o mundo do entretenimento nas suas páginas, bem como a assuntos de política internacional, para além da cobertura das actividades diárias do Papa e da publicação de discursos seus.

Álbum raro dos Beatles é vendido por 24 mil euros

O professor britânico e coleccionador de discos Andrew Milton vendeu por 24.550 euros um álbum raro dos Beatles pelo site eBay. A raridade é o disco de vinil White Album, cujo número de série é 0000005.
De acordo com o coleccionador, os primeiros quatro exemplares, de 33 rotações, estão nas mãos de membros das famílias dos integrantes da banda. Depois de conseguir um óptimo preço pelo álbum, Milton afirmou que poderá vender outros exemplares raros da sua colecção, como o número 18 do mesmo White Album.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

28 anos depois, o assassino de John Lennon confessa-se arrependido

Mark Chapman, o assassino de John Lennon, revelou novos pormenores da morte do ex-Beatle, quando tentou pela quinta vez a liberdade condicional, que não lhe foi concedida. Ao contrário da versão que sempre foi noticiada nas páginas dos jornais de todo o mundo, Chapman negou ter chamado John Lennon quando este e Yoko Ono regressavam a casa, a 8 de Dezembro de 1980, antes de o ter assassinado. "Acho que isso foi tudo uma invenção da imprensa, não aconteceu. Ele não se voltou. Eu disparei pelas costas", revelou ao júri que negou a sua liberdade condicional.


O pedido de Chapman foi feito no dia 12 de Agosto, mas só na terça-feira passada é que as autoridades norte-americanas revelaram pormenores do processo, onde Mark Chapman confessou estar "envergonhado" pelo crime que cometeu. "Estou arrependido do que fiz. Reconheço que aquele homem de 25 anos não tinha consciência do valor da vida que levava", terá explicado. Esta foi a primeira vez que Chapman revelou o seu arrependimento pela morte de John Lennon, mas nem isso mudou a posição das autoridades, que continuam a considerar o norte-americano, agora com 53 anos, um perigo para a sociedade. Chapman voltou a contar que foi duas vezes a Nova Iorque para assassinar o ex-Beatle e que comprou a arma do crime a um amigo, no estado da Geórgia. As razões do assassínio foram novamente repetidas. "Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém".



Hoje Chapman considera-se um homem diferente. "Aos 53 anos de-senvolvi um profundo entendimento do que é a vida humana, mudei muito", revelou

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tribunal nega liberdade condicional ao assassino de John Lennon

A Junta de Liberdade Condicional do estado de Nova Iorque negou ontem, pela quinta vez, a liberdade condicional ao assassino do músico britânico John Lennon, Mark David Chapman, que deverá passar pelo menos outros dois anos na prisão.
O assassino do ex-membro dos Beatles compareceu hoje perante a Junta de Liberdade Condicional, que negou o pedido perante "preocupações pela segurança e o bem-estar público".
Chapman, de 53 anos, foi condenado a 20 anos e prisão perpétua por um crime de assassinato em segundo grau, após matar o ex-membro do grupo britânico The Beatles em dezembro de 1980, às portas do edifício Dakota junto ao Central Park de Nova Iorque.
A Junta de Liberdade Condicional recordou no texto da decisão que Chapman "disparou cinco tiros em John Lennon, dos quais quatro o atingiram, causando a sua morte".
Este organismo acrescentou que, durante o seu comparecimento, Chapman disse que planeou e realizou de forma consciente o assassinato de John Lennon, uma morte que "impactou muitos indivíduos".
O assassino do ex-Beatle está preso numa unidade especial da prisão de Attica e separado do resto dos detidos para a sua própria segurança.
Esta é a quinta vez que a Junta de Liberdade Condicional de Nova Iorque nega a Chapman a liberdade condicional desde que pôde solicitá-la pela primeira vez, em 2000, após cumprir 20 anos da sentença.
Chapman poderá voltar a apresentar outra solicitação dentro de 24 meses, em agosto de 2010, informou ao condenado a Junta de Liberdade Condicional.
A Junta de Liberdade Condicional de Nova Iorque recebeu 50 cartas e um pedido com mil assinaturas contrário a que se conceda a Chapman a liberdade condicional e só três mensagens a favor, segundo o Daily News.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Beatles: Gravações inéditas

Uma fita de 30 minutos com gravações nunca lançadas pelos Beatles foram encontradas no sótão de uma casa em Liverpool, na Inglaterra, na última quarta-feira. O "achado" foi descoberto por um homem que limpava a casa do pai. Entre as versões inéditas estão músicas como I Fell Fine e I’m A Loser.
De acordo com o site da revista inglesa New Music Express, a fita teria sido gravada pelo quarteto em 1964, para o programa Top Gear, da rede britânica BBC. Ninguém sabe o motivo da fita ter ido parar no sótão da casa de um idoso, mas a relíquia será leiloada em agosto, e o dono espera receber o equivalente a até 37.000 reais.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Paul McCartney tocará pela primeira vez em Israel

LONDRES - O cantor britânico Paul McCartney irá actuar pela primeira vez em Israel, onde a sua ex-banda, os Beatles, havia sido proibida há mais de 40 anos.
McCartney, de 66 anos, assinou um contrato no valor de US$500 mil para cantar ao vivo no próximo mês de setembro na cidade de Tel-Aviv.
Fontes próximas do cantor insistiram para que sejam tomadas fortes medidas de segurança por medo de ataques terroristas durante o show.
"Paul está desesperado para colocar Israel no mapa dos locais onde já tocou", declarou uma fonte próxima do cantor de Liverpool.
O governo de Israel proibiu em 1965 a entrada dos Beatles no país por considerar o grupo um "perigo para a moral pública", e se desculpou formalmente anos mais tarde.
McCartney, que este ano se separou formalmente da sua ex-esposa, a modelo e activista Heather Mills, irá tocar este fim de semana em Quebec, no Canadá.

Bento XVI ataca o consumismo

O papa Bento XVI criticou o consumismo da sociedade contemporânea e o culto às celebridades da indústria do entretenimento num encontro com dezenas de milhares de jovens católicos nesta quinta-feira, em Sydney, na Austrália. No primeiro grande evento das Jornadas Mundiais da Juventude, ele também falou sobre a questão ambiental, criticando o desperdício de recursos naturais.
"O nosso mundo ficou cansado da ganância, da exploração e da divisão, do tédio dos falsos ídolos, da dor das falsas promessas", disse o papa. Segundo ele, há sinais de sobra de que falta algo importante na sociedade moderna - citou o alcoolismo e o vício em drogas como exemplos dos males modernos. Também criticou a internet e a televisão, que segundo ele, promovem o sexo e violência como diversão.
"Às vezes me pergunto: como alguém poderia encarar as pessoas que sofrem com a violência e exploração sexual e explicar como essas tragédias são consideradas uma diversão quando são apresentadas na forma virtual?"
Ao tratar da questão ambiental, o papa falou das "cicatrizes da superfície da Terra": "erosão, desmatamento, o esgotamento dos recursos naturais e hídricos para alimentar um insaciável consumismo".
Reconciliação
Antes do encontro com os jovens, o papa Bento XVI participou numa cerimônia na Casa de Governo da Austrália. Elogiou a "decisão corajosa" do governo local de procurar a reconciliação com os aborígines, que sofreram séculos de injustiças durante a colonização branca. Foram as suas primeiras palavras ao iniciar a sua visita oficial a Sydney. "Graças a essa decisão, há passos concretos para alcançar a reconciliação baseada no respeito mútuo", disse ele sobre os aborígines.
O pontífice destacou a necessidade de "procurar acabar com a distância entre australianos indígenas e não indígenas, com relação à expectativa de vida, à educação e às oportunidades econômicas". Para ele, a tentativa de reconciliação "dá esperança" a outros lugares do mundo "que procuram ver os seus direitos ratificados".
Na sua mensagem inicial, o Papa também fez um apelo para "a necessidade de se proteger o ambiente" e de se garantir o "diálogo inter-religioso".
Pelo menos 215.000 jovens peregrinos, sendo 125.000 estrangeiros, participam no encontro da juventude, o segundo sob o pontificado de Bento XVI, após as Jornadas de Colônia, na Alemanha, há três anos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Produtor dos Beatles recebe prêmio por conjunto da obra

Estrelas do mundo da música e as viúvas de John Lennon e George Harrison prestaram no sábado uma homenagem ao produtor musical George Martin pela passagem de seus 82 anos.
Martin, que assinou arranjos e produziu a maioria dos discos dos Beatles, ganhou da Fundação Grammy um prêmio pelo conjunto da obra.
Após recebê-lo, Martin encarregou o seu filho e parceiro musical Gilles de falar com os jornalistas presentes ao evento.
Yoko Ono falou da primeira vez que viu o produtor, supreendendo-se com a sua sofisticação e com o facto de o inglês Martin ser, antes de tudo, um músico vinculado à tradição clássica.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pele de bateria dos Beatles e letras de Lennon estrelam leilão

A pele de bateria pintada à mão que apareceu na capa do histórico álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, foi vendida por US$1,1 milhão em um leilão nesta quinta-feira, 10, preço quatro vezes maior que o esperado.
Anunciada como "a pele de bateria mais famosa do mundo", a peça foi a estrela do leilão de itens históricos do rock e do pop da Christie's em Londres, ofuscando o outro destaque, a letra da música Give Peace a Chance escrita à mão por John Lennon. O manuscrito foi vendido por US$ 834 mil, preço bem acima do esperado, que girava em torno de US$ 500 mil.
A peça foi vendida pela apresentadora e escritora Gail Renard, que tinha 16 anos quando Lennon e sua esposa Yoko Ono promoveram o seu famoso Bed-In, um protesto contra a guerra no qual o casal ficou numa cama de um quarto de hotel em Montreal em 1969.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ringo Starr comemora aniversário na rua

O ex-beatle Ringo Starr promoveu uma festa ao estilo "paz e amor" para comemorar o seu aniversário de 68 anos, na segunda-feira, nos Estados Unidos.
Ao meio-dia (horário local), cerca de 300 pessoas ergueram os braços e fizeram com os dedos o sinal da paz.
Logo depois, todas cantaram "Parabéns a Você" em coro. O evento foi realizado em frente ao Hard Rock Hotel, em Chicago.
Algumas pessoas conseguiram chegar perto o suficiente para ver Starr e ainda tiveram a sorte de pegar os minibolinhos de aniversário, servidos pelo ex-beatle e por sua mulher Barbara.

Starr vai apresentar-se em Chicago com sua banda no próximo domingo, 13.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Filme mostra "reunião" dos Beatles com Cirque de Soleil

SILVER SPRING, EUA - Paul McCartney e Ringo Starr aparecem ao lado de Yoko Ono e Olivia Harrison, viúva de George Harrison, num novo filme sobre os Beatles, que conta também com a participação do produtor Sir George Martin.
O encontro serviu para, além de superar um histórico de desavenças, colaborar num grande show ao lado do Cirque de Soleil.
O filme, chamado "All Together Now" (todos juntos agora), mostra os cinco reunidos para remixar a música do grupo para a produção "Love" do Cirque de Soleil, que estreou em Las Vegas em 2006.
"Eu quis contar a história dessas pessoas que são mitos. Trata-se de personagens míticos", disse o director do filme, Adrian Wills, que é canadiano. "Isso representou para eles uma forma de enfrentar o passado ainda no presente."
O filme estreou nos EUA na semana passada, no festival de documentários Silverdocs, e ganhou uma nova exibição na segunda-feira por exigência da platéia. O executivo Jonathan Clyde, da Apple, disse que o filme não deve entrar em cartaz, mas que será lançado em DVD dentro em breve.
"Love" é um show de 180 milhões de dólares realizado num teatro construído especialmente para a apresentação dentro do Mirage Hotel. O Cirque du Soleil usa dança, shows de acrobacia e representações para contar a história dos Beatles, do pop contagiante até a psicodelia, actualizando a imagem de 41 anos do Sgt. Pepper com um vigor high-tech.
A idéia nasceu da amizade do Beatle George Harrison, que morreu em 2001, com o fundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté.
Wills já havia registado outros shows do Cirque, e "All Together Now" deveria ser, a princípio, um pequeno filme promocional. O director, no entanto, sempre foi um fã dos Beatles e disse que sabia estar a testemunhar um raro momento em vista da amargura que cercou o fim da banda, em 1970. Eles estavam a criar alguma coisa nova.

REGISTANDO A HISTÓRIA

"Aquilo não seria definitivo, mas era algo novo em que estavam a trabalhar. E eu acho que aquilo os empolgou", afirmou Wills.
"A gente sabia que estava registando a história." Wills enfrentou dificuldades quando tentou gravar as imagens dos Beatles. Ele disse ter filmado à distância com lentes de longo alcance e ter colocado microfones em todo mundo. O director conseguiu realizar entrevistas com Ringo e com Paul somente depois de ter conquistado a confiança de Ono e Harrison.
"Nós meio que roubamos o filme", afirmou. Há alguns breves momentos de desacordo. Ono aparece estressada devido à versão de "Come Together", e nesse instante as telas mostram dançarinos vestidos de negro rodopiando no palco. A versão parecia "leve" demais se comparada com o que o marido dela, John Lennon, tinha em mente ao criar essa canção de cunho político, reclamou Ono.
Mas, na sua maior parte, o filme mostra McCartney, Starr, Harrison e Ono cooperando intimamente com Martin e o Cirque, e revivendo uma época na qual os Beatles dominavam a cultura popular. (X)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Beatles podem aparecer em novo videogame

A Activision e a MTV Games, fabricantes dos games Guitar Hero e Rock Band, estão a negociar com representantes dos Beatles a produção de um novo jogo inspirado na banda britânica. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Financial Times, o acordo, que envolve milhões de dólares, pode ser fechado em algumas semanas.
Para que a criação do jogo comece, a Apple Corps, empresa que cuida dos interesses comerciais dos Beatles, e a EMI, companhia proprietária das gravações da banda, precisam dar o sinal verde.(X)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

No turbulento mês de maio de 1968, a música teve um dos seus momentos de ouro

1968 pode não ter representado um divisor de águas na música internacional como 1967, ano da inovação trazida pelos Beatles em "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", ou os dias de 1977 da explosão do punk. Mas trouxe artistas dentro de sua maturidade criativa e obras extraordinárias, caso dos mesmos Beatles com o "Álbum Branco" ou Jimi Hendrix e o seu ambicioso "Electric ladyland". Estes dois álbuns, considerados actualmente peças fundamentais na história do pop, são apenas os primeiros de uma fila de discos que foram lançados em 1968 e permanecem relevantes até hoje.
O ano de 1968 foi agitado em todo o mundo. Nos Estados Unidos havia movimentos pacifistas (contra a guerra do Vietnam) e contra o racismo. Na Europa, estudantes rebelaram-se contra as autoridades.

Stones e Beatles
De uma forma geral, o período trouxe obras que têm repercussões ainda presentes. Os Rolling Stones lançaram "Beggars banquet", considerado uma volta à forma após a tentativa de embarcar na onda da psicodelia, e também trouxeram como compacto a poderosa "Jumpin' jack flash". Os Beatles também fizeram um movimento similar, com "Hey Jude" no lado A e "Revolution" no lado B, faixa em que Lennon declarava que "todos nós queremos mudar o mundo".
Foi o ano também em que Simon & Garfunkel gravaram a trilha sonora de "A primeira noite de um homem", alavancada por "Mrs. Robinson", que Elvis Presley fez num retorno triunfal num especial de fim de ano, salvando uma carreira em declínio, e quando o Led Zeppelin se formaria para se tornar poucos anos mais tarde "a maior banda do mundo". 1968 foi o período em que os grandes nomes já haviam experimentado bastante (em vários sentidos) e agora já tinham uma noção mais bem definida de quais caminhos poderiam tomar - mesmo que isso acontecesse de forma mais instintiva ou inconsciente.
Ideologicamente, as duas principais bandas da época se encaminhavam para lados diferentes. Lennon falava em paz, depois de uma temproada na Índia, e Mick Jagger se empolgava com a rebelião nas ruas. A já citada "Revolution", dos Beatles, dizia que "quando você fala sobre destruição, você já não pode contar comigo". Jagger escreveu os versos de "Street fighting man" (algo como homem das lutas de rua) inspirado na turbulência política de 1968.
A Guerra do Vietnam também já motivava pessoas, em pleno ápice do movimento hippie e da contracultura, o que estimulou uma série de composições de protestos.
E no Brasil, como foi?
Maturidade não era exactamente a palavra que vinha instantaneamente à cabeça quando era necessário descrever o que se passava no Brasil de então. Era uma época de experiências e de controvérsia quanto a qualquer tipo de proposta.
A jovem guarda entrava em decadência, mas Roberto Carlos brilhava cada vez mais como estrela - seria o vencedor do festival de San Remo, na Itália -, e logo não se vincularia a qualquer grupo específico. Dentro de pouco seria coroado como o maior cantor do país.
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Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores (Caminhando)
Geraldo Vandré
Caminhando e Cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e Cantando e seguindo a canção
[refrão:]
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordoes
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
[refrão]
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quarteis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

[refrão]
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a historia na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
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Os festivais
Mas a grande efervescência estava nos festivais e na chegada do movimento tropicalista. Os fãs da música e os militantes políticos envolviam-se em embates durante as eliminatórias. A ditadura militar engrossava o chumbo e havia muita agitação, divisão e patrulha ideológica.
Caetano Veloso e os Mutantes conclamavam "É proibido proibir", e dois nomes hoje institucionalizados da música brasileira, Chico Buarque e Tom Jobim, eram vaiados porque sua "Sabiá" era escolhida pelo júri do Festival de 68 em detrimento da engajada "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré.
Era também a época em que a guitarra elétrica na música brasileira foi considerada uma heresia para muitos, tornando o tropicalismo, com a sua união de brasilidade e não-brasilidade, motivo de discórdia. Outros viam neles falta de engajamento político.(X)