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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Fim do caso "Beatles são mais populares que Jesus Cristo"
Em 1966, no auge da beatlemania, John Lennon disse a um jornal britânico a famosa frase: "Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo", acrescentando que não sabia qual iria morrer primeiro, se o cristianismo, se o rock. Estas afirmações - sobretudo a primeira - foram muito comentadas e criticadíssimas à época, nomeadamente pelo Vaticano, mas também nos EUA.Mais de 40 anos depois, a Santa Sé decidiu "perdoar" Lennon através de um artigo no seu órgão oficial, o diário L'Osservatore Romano. Na peça, publicada para assinalar os 40 anos do histórico Álbum Branco dos Beatles, e que elogia a banda e John Lennon, lê-se que o desabafo do músico foi uma forma de "exibicionismo, de gabarolice por parte de um jovem músico inglês pertencente às classes trabalhadoras, que havia crescido na era de Elvis Presley e do rock and roll, e alcançado um sucesso inesperado".
O artigo de meia página, ilustrado, diz ainda que os Beatles conseguiram "uma única e estranha alquimia de sons e palavras" e que demonstraram uma extraordinária capacidade de sobrevivência. Quanto ao Álbum Branco, é elogiado por ser "uma antologia musical mágica".
Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Wiley, este artigo é fruto de o L'Osservatore Romano ter um novo director, que começou a dar mais atenção o mundo do entretenimento nas suas páginas, bem como a assuntos de política internacional, para além da cobertura das actividades diárias do Papa e da publicação de discursos seus.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Vaticano proíbe filmagens em Roma do novo filme baseado em livro do autor de "O código Da Vinci"
ROMA - Os sacerdotes de Roma negaram permissão para que seja rodada na igrejas da cidade o novo filme do director americano Ron Howard "Anjos e demônios", adaptação do livro homônimo de Dan Brown (de "O Código Da Vinci", que, embora publicado posteriormente, chegou antes aos cinemas) que tem como protagonista o actor Tom Hanks.A informação foi divulgada pela revista semanal "Sorrisi e Canzoni", que estará disponível nas bancas a partir desta segunda-feira, e que neste domingo antecipou à imprensa a reportagem dedicada ao filme.
A revista afirma que a produção americana havia pedido há um ano as permissões ao Vicariato de Roma e ao Ministério do Interior italiano para poder rodar nas igrejas de Santa Maria del Popolo e Santa Maria della Vittoria, dois dos locais onde se desenvolve a história do livro. Mas a diocese romana negou a conceder as permissões.
"Concedemos frequentemente a entrada a nossas igrejas para filmes que tenham uma finalidade ou compatibilidade com o sentimento religioso, mas não àqueles que possam prejudicá-lo", disse à revista Marco Fibbi, um dos porta-vozes da Diocese de Roma.
Desta maneira, Howard, que começou rodar o longa há poucos dias em Roma, teve que se conformar em gravar só as cenas externas na Praça del Popolo ou na Praça da Rotunda, junto ao Panteão.
Diante da recusa, o director recriará na Reggia di Caserta (sul da Itália) alguns dos cenários do interior do Vaticano e das igrejas, enquanto o resto se reproduzirá nos estúdios de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A história, que se desenvolve principalmente em Roma e Cidade do Vaticano, conta com o actor americano Tom Hanks o protagonista, que interpretará o professor Robert Langdon, como fez em "O Código Da Vinci".
O papel da investigadora Vittoria Vetra será interpretado pelo israelita Ayelet Zurer, enquanto o britânico Ewan McGregor será o chefe de gabinete papal Carlo Ventresca.(X)
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
"Ministro" da Cultura do Vaticano critica Woody Allen
CIDADE DO VATICANO - "Woody Allen não é mais o mesmo". A crítica ao director norte-americano desta vez chega nas palavras do monsenhor Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho da Cultura do Vaticano, que dedicou um artigo ao cineasta no jornal Osservatore Romano.Ravasi afirma que "a nossa época não tem a coragem de olhar-se a si mesma no espelho da Palavra divina" e, em seguida, adverte: "Perder de vista as questões fundamentais da vida não faz bem aos artistas. Basta pensar em Woody Allen. Ele não é mais o mesmo; agora limita-se a leviandades, fogos de artifício", escreve o "ministro" da cultura do Vaticano.
"O sucesso do Festival de Cinema Espiritual na América Latina demonstra que a questão existe", acrescenta Ravasi. "Cineastas e roteiristas estão cansados de banalidades e lugares comuns; pedidos de seminários e colaborações chegam dos estúdios de Los Angeles e da New York Film Academy. Na Itália, (o cineasta italiano) Ermanno Olmi está a trabalhar num projecto sobre Jesus para (a rede de televisão) Rai 3".
"É árduo expressar a transcendência na arte, mas é o único desafio que a mantém viva", acrescentou o religioso. (X)
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