RÁDIO MOÇAMBIQUE

RÁDIO MOÇAMBIQUE
CLICA NA IMAGEM. NOTÍCIAS ACTUAIS DO PAÍS
Mostrar mensagens com a etiqueta Espectáculos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espectáculos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de julho de 2009

Espectáculos: para ver e não para ouvir

Edmundo Galiza Matos

"Os músicos podem ser muito diferentes mas o objectivo é sempre o mesmo: tocar as pessoas emocionalmente através do som”.
Brandford Marsalis, “Público”

Amigos meus e ocasionais ouvintes do “Clube dos Entas” têm estranhado o facto de nunca me terem enxergado nos espectáculos de música realizados nas cidades de Maputo e Matola. Consideram até que, sendo eu produtor de um programa de rádio, mais virado para a música e para factos com ela relacionados, seria natural que me interessasse também pelos eventos que amiúde têm lugar nas duas cidades. Até para me documentar e informar sobre a quantas anda a nossa música...

Porque nunca fui capaz de lhes satisfazer a curiosidade, não lhes restou outra alternativa senão conjunturar que o meu alheamento só podia residir ou num absurdo pedantismo ou então que a idade já não me permitia passar pelos excessos, habituais entre nós, sobretudo em eventos musicais. Logo eu, um credenciado noctívago e cervejeiro ajuramentado... É mesmo estranho, não encaixa.

“Pedantismo” ou “velhice”, em qual das duas categorias me situo? eis uma questão sobre a qual nunca procurei dar uma reposta, mesmo para comigo próprio, pese embora este “comportamento desviante” me azucrine a cachola, sempre que se anuncia mais um espectáculo.

Hoje, muito embora não se conheça para breve qualquer evento cultural musical, não resisti à tentativa de procurar uma resposta para o enigma, “clicada” após a leitura de uma entrevista de Brandford Marsalis, esse grande saxofonista norte-americano, conceddida à jornalista Cristina Fernandes, do jornal português “Público”, no passado dia 10.

No excerto dessa intervenção do Brandford, que a seguir transcrevo, julgo que pode estar a residir uma das razões porque ando na contra-mão da “moda” dos espectáculos: Em muitas sociedades, como é o caso da norte-americana, as pessoas ainda vão aos concertos para ver e não tanto para ouvir. É por isso que quando se fala do Michael Jackson os temas são as luvas, as jaquetas, o seu comportamento ou as coisas estranhas da vida dele, mas há muito pouca discussão sobre a voz”.

Ora aí está: Haverá por aí quem possa desmentir esta leitura de um dos rebentos da família Marsalis? Ninguém, pelo simples facto de que as grandes assistências dos nossos eventos culturais serem movidas por outros motivos que não os estritamente culturais. Ou seja: pretexto para a troca de copos, fuga a uma realidade cada vez mais incontrolável, exibição das mais extravagantes futilidades, para não dizer quinquilharias (telefones, vestuário, carros, etc)

Objectivamente, está-se perante mais um fénomeno de alienação das multidões e não do que devem ser os eventos culturais dignos desse nome.

De outra faceta tão interessante quanto aquela se revestem os espectáculos musicais que se realizam entre nós, mormente os que se dizem de Jazz, a maioria dos quais, tendo como cabeças de cartaz nomes nacionais e uns tantos estrangeiros.

Confesso o receio de parecer pedante mas não posso esconder o meu desacordo quanto a esta matéria, sobretudo quando os nossos promotores de espectáculos, erradamente, atribuem a este ou aquele artista ou grupo, a qualidade de executantes do género Jazz.

Se me pedirem uma definição do que é Jazz direi sem rodeios que não a tenho. De uma coisa porém estou certo: Jazz, meus senhores, pode ser tudo, menos o que se ouve em qualquer “Senta Baixo” deste país e, na melhor das hipóteses, nos momentos que antecedem a chegada dos recém-casados aos tradicionais “copos d’Agua”. Bob James e o seu “Four Play” e Jimmy Dludlu, só para citar dois nomes conhecidos, entre uma garfada e outra, sabem muito bem aos comensais esfomeados que pululam as nossas festas. O Jazz não cabe neste esquema. Tenho dito.

sábado, 9 de agosto de 2008

Roberto Carlos poderá tocar para os excluídos. Um sonho nunca concretizado

SÃO PAULO - A Globo pretende realizar um megashow com Roberto Carlos numa grande favela do Rio de Janeiro.
Entre as possibilidades estão a Favela da Rocinha e o Complexo do Alemão.

A idéia, apresentada pelo director dos especiais do Rei, Roberto Talma, ainda tem de passar pela aprovação da direcção da Globo, mas já encontrou simpatia por parte do cantor.

Há tempos Roberto Carlos sonha em fazer uma apresentação assim, mas nunca obteve apoio e infra-estrutura para isso.

Se aprovado, o projecto segue para uma fase complicada, que é localizar, dentro da favela, uma área grande, que possa comportar com segurança uma platéia gigantesca. Procurada, a Globo diz que ainda não tem a confirmação do show na favela.

Roberto Carlos e a Globo, aliás, começaram a conversar sobre o processo de renovação do seu contrato, que termina em dezembro.

Uma das idéias da emissora é preparar um show especial em 2009 em comemoração aos 50 anos da carreira do Rei. O especial pode ser uma viagem por suas várias fases musicais, reunindo grandes nomes, inclusive o pessoal da Jovem Guarda.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Paul McCartney tocará pela primeira vez em Israel

LONDRES - O cantor britânico Paul McCartney irá actuar pela primeira vez em Israel, onde a sua ex-banda, os Beatles, havia sido proibida há mais de 40 anos.
McCartney, de 66 anos, assinou um contrato no valor de US$500 mil para cantar ao vivo no próximo mês de setembro na cidade de Tel-Aviv.
Fontes próximas do cantor insistiram para que sejam tomadas fortes medidas de segurança por medo de ataques terroristas durante o show.
"Paul está desesperado para colocar Israel no mapa dos locais onde já tocou", declarou uma fonte próxima do cantor de Liverpool.
O governo de Israel proibiu em 1965 a entrada dos Beatles no país por considerar o grupo um "perigo para a moral pública", e se desculpou formalmente anos mais tarde.
McCartney, que este ano se separou formalmente da sua ex-esposa, a modelo e activista Heather Mills, irá tocar este fim de semana em Quebec, no Canadá.