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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Filme de aninmação israelita candidato ao Oscar atrai árabes

H NASR - Valsa com Bashir não pode ser assistido legalmente no Líbano, mas é possível comprar cópias do filme antiguerra israelita, indicado ao Oscar, no distrito de Hamra, em Beirute, onde o director Ari Folman viu a sua vida mudar 26 anos atrás.

"É um dos maiores filmes que já vi na vida", disse Lokman Slim, activista da organização libanesa UMAM, que visa preservar as memórias de guerra do país exibindo filmes relacionados com as suas décadas de conflitos.

Valsa com Bashir - o título faz referência à aliança de Israel com o líder cristão libanês da época, Bashir Gemayel - mistura documentário e animação para mostrar o trauma da invasão israelita de 26 anos atrás para expulsar guerrilheiros palestinos.

O filme termina com o massacre de centenas de palestinos pelos aliados libaneses de Israel nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, em Beirute.

Num relato baseado nas recordações de antigos companheiros de farda, Folman mostra a guerra nas cores berrantes de um livro de quadrinhos - até os momentos finais, quando se vêem cenas chocantes e reais de pilhas de corpos.
Filme de Ari Folman trata do massacre de palestinos em Sabra e Shatila. Foto: Divulgação

Cerca de 600 mulheres, crianças e idosos palestinos em Sabra e Shatila foram massacrados sob a luz de foguetes de iluminação disparados sobre Beirute pela unidade do exército israelita do qual Folman fazia parte, que recebera a ordem de ajudar a milícia falangista cristã a impor a ordem nos campos.

Folman era um recruta de 19 anos na época. O seu filme recebeu o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira de 2008 e foi indicado ao Oscar 2009 também na categoria de melhor filme estrangeiro.

Proibido no Líbano

Valsa com Bashir
é proibido no Líbano devido às leis que impedem o comércio com Israel. Mas o interesse pelo filme é enorme.

Cópias em DVD pirateadas estão a ser vendidas por US$ 2 cada no distrito de Hamra, que aparece no filme como local de batalhas violentas entre guerrilheiros palestinos e a unidade de Folman no Exército.

Nem todos os libaneses estão satisfeitos com a versão de Folman da história.

"O filme mostra só uma parte da verdade. É como se o director dissesse 'nós, israelitas, não cometemos esse crime - foram os falangistas'", disse Ziad Moussa, professor aposentado em Ramallah, na Cisjordânia, onde Valsa foi exibido num centro cultural franco-alemão.

Mesmo assim, Moussa disse que o filme é "um passo na direção certa" para sanar o passado sangrento entre israelitas e palestinos.

O massacre de Sabra e Shatila suscitou ultraje mundial, e uma comissão de inquérito formada em Israel responsabilizou indirectamente o então ministro da Defesa Ariel Sharon, forçando-o a renunciar do seu cargo.

A comissão concluiu que Sharon, que mais tarde se tornaria primeiro-ministro, ignorou os avisos de que os falangistas massacrariam os refugiados palestinos para vingar-se da morte de centenas de civis cristãos por guerrilheiros palestinos no sul do Líbano, seis anos antes.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Paul McCartney tocará pela primeira vez em Israel

LONDRES - O cantor britânico Paul McCartney irá actuar pela primeira vez em Israel, onde a sua ex-banda, os Beatles, havia sido proibida há mais de 40 anos.
McCartney, de 66 anos, assinou um contrato no valor de US$500 mil para cantar ao vivo no próximo mês de setembro na cidade de Tel-Aviv.
Fontes próximas do cantor insistiram para que sejam tomadas fortes medidas de segurança por medo de ataques terroristas durante o show.
"Paul está desesperado para colocar Israel no mapa dos locais onde já tocou", declarou uma fonte próxima do cantor de Liverpool.
O governo de Israel proibiu em 1965 a entrada dos Beatles no país por considerar o grupo um "perigo para a moral pública", e se desculpou formalmente anos mais tarde.
McCartney, que este ano se separou formalmente da sua ex-esposa, a modelo e activista Heather Mills, irá tocar este fim de semana em Quebec, no Canadá.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Morte de soldado provoca susto na partida de Sarkozy de Israel

JERUSALÉM - Agentes de segurança encerraram bruscamente a visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a Israel depois de um guarda de fronteira aparentemente ter-se suicidado durante a cerimônia de despedida, informou a polícia israelita.
Sarkozy e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foram retirados às pressas do local. As primeiras informações sobre o episódio ainda são confusas, mas a polícia local assegura que não houve tentativa de assassinato contra nenhum dos dois líderes.
O tiro provocou pânico na cerimônia. A primeira-dama francesa, Carla Bruni, e o presidente francês correram em direcção às escadas do avião francês cercados por guarda-costas. O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, também foi levado rapidamente para um automóvel cercado por oficiais da segurança.
Segundo a rádio Israel, o soldado morto estava a cerca de 200 metros do avião. Duas mulheres que integravam as tropas e presenciaram o tiro desmaiaram e foram atendidas no local.(X)