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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Guebuza ao som de "Felizminha" de Stewart Sukuma

Presidente Guebuza de Moçambique dando uns passos de dança num almoço, dia 19, na Ponta Vermelha (Maputo) na homenagem a Samora Machel, em que tomaram parte os seus homólogos da Africa do Sul (Jacob Zuma) e do Botswana (Ian Kama)

Há dança para lá da política: Guebuza, Zuma, Mugabe e Kama mostraram o que vale ao som de Stewart


(Presidente Guebuza dando uns passos de dança com um dos seus pares/Foto MFerhat)

Os presidentes africanos e outros altos convidados que estiveram na festa do 25/o aniversário da morte do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, mostraram que não só se dedicam a política para levar os destinos dos seus países a bom termo, mas também ao cultivo de virtudes que os tornam sociais.

A prova mais recente foi dada na tarde de quarta-feira no Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial do Chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, na recepção servida aos líderes africanos e outros altos convidados que se juntaram a festa, marcada pela inauguração da majestosa estátua em sua homenagem.

A recepção, que incorporou uma diversidade de pratos típicos da gastronomia moçambicana e de outros países, teve um momento cultural cujo artista de cartaz foi o músico e compositor, Stewart Sukuma, que acompanhado pela sua banda “Nkuvu”, ambientou os convidados com vários números do seu reportório discográfico.

A banda tocou e os convidados não resistiram, aos poucos foram se juntar no local defronte da tenda onde Guebuza e os seus convidados de honra estavam todos sentados.

O dono da casa levantou-se em direcção ao relvado, Jacob Zuma da África do Sul, Ian Kama do Botswana, Graça Machel e vários outros se juntaram ao momento.

A banda Nkuvu tocava e os dirigentes dançavam, trazendo um ambiente de festa típico dos convívios africanos, em que os corações de todos os convidados estão estavam revestidos de alegria imensurável, até porque o bom gosto da comida fazia muitos deles lamberem os beiços de tanto degustar.

Armando Guebuza, Jacob Zuma, Ian Kama, Graça Machel e alguns filhos do herói nacional presentes na festa dançavam e, como não podia deixar de ser, os demais convidados se fizeram a relva para mostrar os seus dotes na dança, facto que impressionou muitos e, como resposta, todos irradiavam alegria.

Se a festa dos 25 anos da trágica morte de Machel teve muitos aspectos marcantes como a visita da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o momento recreativo da recepção será, sem dúvida, outro grande momento de relevo registado na memória da história da efeméride.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Afonso Dhlakama ameaça dividir Moçambique «em pedacinhos»

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, afirmou que Moçambique pode ser «dividido em pedacinhos» se a FRELIMO não aceder à sua proposta de um governo de transição para o país, e disse ser essa situação «um mal pequeno».

«O governo de transição vai ter como tarefa despartidarizar as instituições do Estado. Hoje, até para um aluno passar de classe tem que ir ao comício do (Presidente da República, Armando) Guebuza. Queremos parar com esta situação pacificamente e, se não aceitarem, Moçambique vai ser dividido ao meio, acabou», ameaçou Dhlakama numa entrevista à agência de notícias portuguesa, Lusa, em Quelimane, capital da província da Zambézia.

O líder do maior partido da oposição falava antes de iniciar uma digressão por aquela província, que já foi uma praça-forte da RENAMO mas que hoje vota maioritariamente na FRELIMO.

Leia a entrevista na íntegra de Afonso Dhlakama

+ 'Se a FRELIMO não ceder, Moçambique pode ser dividido'

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mia Couto: seria desastre nacional se alguma vez Afonso Dlakhama chegasse ao poder em Moçambique

O escritor Mia Couto analisa o recente processo eleitoral em Moçambique e os caminhos trilhados pela jovem nação africana até a conquista de um Estado democrático pleno

O escritor e biólogo moçambicano Mia Couto vê com cepticismo as possibilidades de o actual processo eleitoral no seu país induzir o renascimento das utopias que animaram o processo revolucionário moçambicano na década de 1970 e a consolidação de um projecto de nação que ele ajudou a construir. No entanto, não deixa de ressaltar o papel fundamental da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) – actual partido governista e elementar no processo de redemocratização como grupo revolucionário – na estabilidade do país e na continuidade do processo de construção nacional.

Leia mais aqui: www.rm.co.mz

"Seria um desastre nacional se alguma vez Afonso Dlakhama, da Renamo, chegasse ao poder. Já Deviz Simango, jovem engenheiro que saiu em ruptura com a Renamo e que ainda é prefeito da cidade da Beira (a segunda cidade de Moçambique) fez um bom trabalho em prol da cidade. Mas é preciso dizer que a oposição é algo que está em processo de criação. E é urgente que se crie uma oposição capaz, uma oposição construtora de alternativas e que abra caminhos e ideias novas." (Mia Couto)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Matias Mboa: “A luta pela independência foi uma escola”, afirma autor de um livro sobre a epopeia libertadora

“Memórias da Luta Clandestina” é o mais recente livro de um combatente pela independência de Moçambique a ser lançado no país, num acto que teve lugar ontem em Maputo.

O seu autor é o ex-preso político Matias Mboa, líder da 4ª Região Militar da luta armada de libertação nacional (operando no sul do país), que foi preso pela polícia política portuguesa, PIDE, em 1964, e acabou nas celas da cadeia da Machava.

O lançamento desta obra contou com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, também ele veterano da guerra que, desencadeada em 1964 pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), viria a culminar com a assinatura dos Acordos de Lusaka (7 de Setembro de 1974) e dando espaço à proclamação da independência nacional em 1975.

Guebuza é, aliás, o autor do prefácio desta obra que ele considera cativante para o leitor a embrenhar-se no passado de heroicidade dos destemidos combatentes pela luta de libertação nacional.

A luta clandestina a que se refere Matias Mboa no seu livro corresponde à forma que caracterizou o engajamento dos moçambicanos pela independência nacional no sul do país.
As outras vertentes desta luta foram o combate militar, levado a cabo no norte e centro do país, e a luta diplomática, que consistia na angariação de apoios junto de nações estrangeiras para a causa dos moçambicanos.

Para o Presidente Guebuza, estes relatos de heroicidade contidos em “Memórias da Luta Clandestina” constituem “importantes referências e fontes de orgulho e de inspiração e fontes de orgulho para continuarmos a enfrentar, com o mesmo sucesso de ontem os desafios do presente e do futuro”.

Por sua vez, o autor, que foi parco em palavras, referiu-se ao modo como foi desenvolvido o combate pela independência como “uma escola”, uma vez que inspirou vários grupos de jovens a abraçar a causa dos moçambicanos nos tenebrosos anos de 1960.

Matias Mboa começa o seu livro com um poema que escreveu durante os tempos que passou na cadeia da Machava. Pelas sevícias por que passou nas mãos da temível PIDE, o ex-preso político refere-se à cadeia da Machava como algo de que se quer esquecer para “apagar as tristes recordações” que teimam em continuar a habitar a sua memória. Todavia, no mesmo poema, o autor refere que essas memória são indeléveis, pelo que delas não se desenvencilha.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

1 de Agosto de 2009 - Moçambique mais moçambicano


"E agora, conseguimos concretizar esse grande sonho de todos nós ... os 20 milhões de moçambicanos ... este grande sonho de unir o país fisicamente, a partir de Caia e Chimuarapalavras proferidas aos microfones da RM pelo Engenheiro Elias Paulo, esse moçambicano dirigiu as obras daquele que a partir de amanhã, 1 de agosto, ostentará o nome de um outro símbolo: Armando Emílio Guebuza

A imperiosidade da construção de uma ponte sobre o Rio Zambeze sempre esteve presente desde que Moçambique se tornou independente em junho de 1975. Não apenas por motivos meramente económicos mas, e sobretudo, porque a remoção daquele obstáculo natural à livre circulação de pessoas e bens, era e é visto como um factor importante a acrescentar ao projecto de criação de um Moçambique verdadeiramente unido, do Rovuma ao Maputo.

Trinta e quatro anos depois da conquista e proclamação da soberania dos moçambicanos, eis pois que o sonho se vai tornar realidade quando amanhã, 1 de agosto, o Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, atravessar num veículo os 2.376 metros desta infra-estrutura erguida alguns metros acima do caudaloso canal Rio Zambeze.

Para a história ficará então o registo do 1 de Agosto de 2009 como um marco inigualável em que os moçambicanos lograram atingir mais uma vitória, com a qual a independência e a unidade da nação fica mais cimentada.

O povo moçambicano está assim perante a mais importante obra de engenharia construída desde 1975, pondo fim a toda a uma série de constrangimentos que obstaculizavam os esforços de desenvolvimento visando acabar com a pobreza de milhões de pessoas.

“E agora, conseguimos concretizar esse grande sonho de todos nós ... os 20 milhões de moçambicanos ... este grande sonho de unir o país fisicamente, a partir de Caia e Chimuara” – palavras proferidas aos microfones da Rádio Moçambique pelo Engenheiro Elias Paulo, esse moçambicano que, dia e noite, ombro a ombro com outros compatriotas seus, dirigiu as obras deste símbolo nacional que a partir de amanhã, 1 de agosto, ostentará o nome de um outro símbolo: Armando Emílio Guebuza.

Especificações técnicas da ponte

A luta contra este grande obstáculo que “cortava profundamente” o país entre o sul e o norte do país, houve uma primeira tentativa interrompida no início da década de 1980 do século passado com o recrudescer da guerra de desestabilização protagonizada pelos regimes anacrónicos da então Rodésia do Sul e do apartheid na África do Sul.

Tendo como principal patrono o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, conseguiu-se erguer os dois encontros e alguns pilares da futura ponte, entretanto destruídos quando o projecto foi revisto para dar lugar ao actual.

A ponte que vai entrar finalmente em funcionamento a partir deste 1 de agosto, cujo custo foi de 76 milhões de euros, está dividida em duas partes, designadamente a chamada “Ponte Principal” que atravessa o Canal do Zambeze, onde os pilares são diferentes dos erguidos nos viadutos de aproximação sobre a planície de inundação do rio.

Note-se que por altura das cheias, o rio Zambeze inunda a planície junto da ponte, saindo do seu leito por cinco quilómetros, situação que condicionava a travessia de pessoas e seus haveres entre uma margem e outra.

As distancias entre os pilares da ponte principal atingem os 135,5 metros, assim dimensionados para permitir a navegabilidade do rio. Já os vãos na ponte de aproximação estão distanciados entre si por 56 metros, o que permitirá uma segura circulação de viaturas em casa de inundações.

A estrutura da ponte em betão armado tem 2.376 metros e, o conjunto de toda a infra-estrutura – entre Caia (Sofala) e Chimuara (Zambézia) – atinge os cerca de 4.9 km.

A ponte tem 16 metros de largura com duas faixas de rodagem que permitirão a circulação de veículos nos dois sentidos, duas bermas para estacionamento das máquinas em caso de avarias e a circulação de motociclos e ciclistas, para além de dois passeios para os peões.

Na margem sul do empreendimento, do lado da província de Sofala (Caia) foi instalada uma portagem que servirá igualmente para prevenir eventuais embaraços no normal fluir do tráfego de veículos.

A circulação nos dois sentidos vai ocorrer sem limitações temporais ou de peso dos veículos.

Em duas ocasiões as obras de construção da ponte foram abaladas por cheias – 2006/7 e 2007/8 – causando alguns constrangimentos para o cumprimento dos prazos de execução do empreendimento.

Em função disso decidiu o governo conceder ao empreiteiro mais 80 dias para além do prazo inicialmente estabelecido para conclusão da obra e evitando-se que tal só se verificasse para além de 2009.

Recorde-se que o primeiro projecto desta ponte, concebida em 1978, previa um tabuleiro com pouco mais de 9 metros de largura, uma dimensão que hoje estaria largamente desajustada em função do actual parque automóvel do país.

“Infelizmente, morreram dois trabalhadores”, Eng. Elias Paulo

Para o Engenheiro de Construção Civil, Elias Paulo, Director do Projecto, a primeira ilação que se tira após a conclusão da obra, foi a criação da interacção entre o dono da obra (governo), a fiscalização e o empreiteiro, três partes que, em algumas fases da obra, funcionaram como um único corpo e coeso, cuja missão era construir a ponte dentro do prazo estabelecido.

“Esta postura das partes permitiu que as obras ficassem concluídas nos três anos aprazados”, considera o Eng. Paulo, um homem satisfeito também pelo facto de não se ter registado sequer uma greve ou qualquer outra manifestação que pudesse colocar em causa o objectivo almejado.

A aposta na mão-de-obra local, ou seja, a não “importação” de trabalhadores de outros pontos do país para a execução da empreitada, foi, no entender do director do projecto, um ganho de dimensões incomensuráveis para as comunidades de Caia e Chimuara.

“Até os conflitos e instabilidade conjugais, que muito bem poderiam ser causados por trabalhadores-solteiros (as) de outras paragens, foram evitadas”, sustenta.

O princípio bem sucedido em Moçambique de envolver as comunidades nos planos de desenvolvimento foi fundamental para o bom andamento das obras, de acordo com o engenheiro Elias Paulo.

“Até os problemas sociais que amiúde surgem no seio das comunidades e que de alguma forma poderiam afectar o bom andamento da obra, eram discutidos e encontradas as necessárias soluções”.

Outro ganho inquestionável foi o facto de a Ponte Armando Emílio Guebuza ter formado operários locais qualificados que, a determinada altura da obra, tomaram “conta do recado” sem que os especialistas (supervisores) estivessem a controlá-los.