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sábado, 5 de setembro de 2009

Columbia Records editou (o seu) Miles Davis completo

Uma caixa monumental que inclui todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos "Round Midnight" (1955) e "Filles de Kilimanjaro" (1968)

Agosto foi o mês em que se assinalou o cinquentenário da edição de "Kind of Blue", o álbum gravado pela Columbia Records e lançado no dia 17 de Agosto de 1959 que com o tempo se tornou na mais vendida gravação em estúdio da história do jazz, para além de ser considerado um dos melhores discos da história da música. Mas este vai ser também o ano em que a etiqueta americana marca a celebração da arte de Miles Davis (1926-1991) com a edição de uma caixa monumental - pela extensão, mas principalmente pelo conteúdo -, que incluirá todo o Miles gravado na Columbia, entre os discos "Round Midnight" (1955) e "Filles de Kilimanjaro" (1968).

A caixa, intitulada "The Complete Album Collection"/Columbia Legacy, contem 70 CDs com todas as gravações conhecidas e inéditas do genial compositor e trompetista (entre as últimas, está o concerto de Miles no Festival da Ilha de Wight em 1970). Mas a "pièce de résistance" é um DVD também absolutamente inédito, "Live in Europe'67". E como bónus, um livro de 250 páginas...

Toda esta informação foi avançada pelo "site" de música Pitchfork Media, que anuncia o lançamento para 10 de Novembro, especificando que a caixa só poderá ser adquirida via Amazon. Custa tudo 369,98 dólares (pouco mais de 258 euros), o que Tom Breihan, autor da notícia, considera "uma pechincha". E é! E será também, certamente, uma edição para fazer história, como a de "Kind of Blue".(X)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Miles Davis: Os 50 anos do "Kind Of Blue"

"Kind of Blue," de Miles Davis, pode não ser o álbum mais vendido de todos os tempos, mas influenciou várias gerações de jazzistas e outros músicos. O clássico, prestes a comemorar os seus 50 anos, vai ganhar uma versão de luxo.

A obra de 1959 vendeu mais de 3 milhões e cópias e ficou em 12o lugar da lista feita pela revista Rolling Stone dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos de qualquer gênero. O trompete de Miles Davis silenciou há 17 anos, mas basta mencionar as cinco faixas do álbum - "So What", "Freddie Freeloader", "Blue in Green", "All Blues" e "Flamenco Sketches" -, e qualquer fã do jazz voltará a ouvir o seu som marcante outra vez.

Para comemorar o 50 aniversário do disco, a Columbia/Legacy, uma divisão da Sony, vai lançar uma edição de luxo para colecionadores que inclui dois CDs do álbum original, mais versões alternativas, faixas gravadas que não saíram no álbum, um documentário em DVD e outros bônus.

Há também uma exposição Miles Davis prevista para o complexo Cité de la Musique, em Paris, e uma longa metragem em que Don Cheadle faz o papel do músico, célebre pelas suas idiossincrasias.

Vince Wilburn Jr., sobrinho de Davis e administrador da sua herança, disse que o álbum já foi remasterizado e relançado várias vezes, tendo vendido 2 milhões de cópias desde que Davis morreu, em 1991.

"Kind of Blue" traz Miles Davis e a sua banda: Julian 'Cannonball' Adderley no sax alto, John Coltrane no sax tenor, Bill Evans ou Wynton Kelly ao piano, Paul Chambers no baixo e o baterista Jimmy Cobb, único sobrevivente do grupo.

Wilburn disse que ainda há muita música de Miles Davis para ser lançada no futuro. "Há pilhas de material - sessões informais, horas incontáveis de música. O difícil é decidir o que lançar. A qualidade está ali, mas é questão de respeitar a música", disse Wilburn, que tocou bateria na banda nos últimos anos de vida do seu tio.

A influência de Miles Davis ainda pode ser ouvida na música de hoje. "Todo mundo que encontro foi influenciado por Miles: Sting, Keith Richards, Q-Tip e Nazz, Joni Mitchell", explicou Wilburn. "Todo o mundo foi tocado por Miles. Seu espírito sobrevive."

Eis as faixas do “Kind Of Blu”

1. So What (09:22)
2. Freddy Freeloader (09:46)
3. Blue in Green (05:37)
4. All Blues (11:33)
5. Flamenco Sketches (09:26)
6. Flamenco Sketches [Alternative Take] (09:32)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Miles Davis: Que relação teve com Moçambique?



Estão aí duas obras extraordinárias de Miles Davis: "Get Up With It" de 1970/74 e "Amandla" de 1989.
Ambos os discos têm faixas com nomes bem Moçambicanos: "Calypso Frelimo" ("Get Up...") e "Catembe" ("Amandla").
Já investiguei em tudo o que lugar na Net (biografia, discografia, artigos, estudos, comentários, resenhas, etc) à cata de informação sobre qual a relação daquelas referências moçambicanas com o Miles. Não encontrei nada até agora.
"Frelimo" (de Calypso Frelimo) é Frente de Libertação de Moçambique, hoje partido político que governa Moçambique, e que, após a sua fundação em 1962 na Tanzania, desencadeou em 1964 a luta armada contra o regime colonial português até obter a independência em 1975.
"Catembe" (em Amandla) é uma pequena vila posicionada na baía de Maputo, 7/10 minutos de Ferry-boat e, partir da qual, se tem uma lindissíma imagem da cidade de Maputo, a capital de Moçambique.
Tanto quanto sei, Miles Davis nunca esteve em Moçambique.
Desconheço igualmente porque David Sanborn e Bob James fazem referência a Maputo num dos seus albuns. O mesmo em relação a Bob Dylan que, numa das suas obras, tem uma faixa musical intitulada "Mozambique", e na qual se refere às paradisiacas praias do meu país, sem nunca se ter alguma vez banhado nelas.
Alguém, por favor, me poderá dar alguma informação sobre estes factos?
Consultei somdubaum.blogspot.com. Encontrei apenas as obras de Miles postadas. Apenas isso e mais nada.