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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sete em cada dez americanos confiam em Obama, diz pesquisa

Pelo menos sete em cada dez americanos, 68% da população, dizem ter uma opinião positiva sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e 65% acreditam que o país estará melhor em quatro anos, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 11.
A pesquisa conjunta do jornal USA Today e da firma Gallup mostra que o nível de optimismo era menor quando o actual presidente, George W. Bush, foi eleito e quando o seu antecessor, Bill Clinton, chegou à Casa Branca, em 1993.
Em ambos os casos, a porcentagem de optimismo com as suas administrações era levemente superior a 50%. As expectativas são altas em todos os terrenos. Assim, oito em cada dez entrevistados afirmaram que Obama melhorará as condições das minorias e dos pobres, e 76% acreditam que aumentará o respeito aos EUA no mundo.
Além disso, sete em cada dez disseram que haverá melhorias na educação e no meio ambiente, e mais de 60% indicaram que o desemprego diminuirá, as tropas americanas sairão do Iraque, o sistema de saúde melhorará, haverá uma sólida recuperação econômica e o país estará seguro frente a ameaças terroristas.
"A recepção a ele (Obama) é algo que não tínhamos visto em décadas", disse ao USA Today Andrew Kohut, diretor do Pew Research Center, um grupo não partidário. Obama "tem expectativas muito altas a satisfazer", disse Kohut, acrescentando que a parte positiva é que as pessoas vão incentivar o novo presidente.
Quase dois terços dos participantes da pesquisa (64%) disseram que a principal prioridade de Obama deveria ser melhorar a economia. A maioria (60%) defendeu regulações mais estritas para as companhias financeiras e 51% disseram que Obama deveria oferecer algum tipo de ajuda aos proprietários que correm o risco de perder suas casas.

Governo Bush atinge rejeição recorde de 67%, diz pequisa

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 10, pela rede CNN, mostra que George W. Bush está a deixar a Casa Branca como o presidente mais impopular desde que as sondagens de aprovação de governo surgiram, há mais de seis décadas.
76% dos entrevistados pela CNN/Opinion Research Corporation desaprovam a gestão de Bush, que nesta segunda recebeu o seu sucessor, Barack Obama, no Salão Oval.
"A rejeição a nenhum outro presidente foi maior que 70%", afirmou o director de pesquisas da CNN, Keating Holland. Segundo ele, Bush atingiu a marca três vezes neste ano. "Isso significa que agora Bush é mais impopular que Richard Nixon quando ele renunciou a Presidência durante o escândalo Watergate, com 66% de desaprovação."
Antes de Bush, o recorde de rejeição era de Harry Truman, cuja gestão era desaprovada por 67% dos americanos em janeiro de 1952, o seu último ano na Casa Branca, informa a CNN.
Sobre a transição do poder para Obama, a pesquisa ainda mostra que 57% dos americanos acreditam que a transferência será fácil e sem tensões, enquanto 39% dizem que pode ser difícil.
"Quase um em cada quatro entrevistados acreditam que haverá muita tensão entre os assistentes de Bush e Obama nas próximas semanas. O sentimento é maior entre os democratas, mas mesmo entre eles, a maioria acredita que a transição será relativamente fácil", explica Holland.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Americano mais velho é negro e votou em Obama

Lelia LaRue mostra ao pai de 112 anos, George Francis, uma das edições dos jornais com o presidente dos Estados Unidos eleito, Barack Obama, na capa. Francis, o homem mais velho vivo de acordo com os registos do Centro de Pesquisas de Geriatria é a pessoa mais idosa a votar em Obama na eleição da última terça-feira, 4.

Efeito Obama no Quénia

O governo queniano ordenou que se colocasse energia eléctrica na aldeia onde reside a avó de Barack Obama, o Presidente eleito dos Estados Unidos da América.

Obama inaugura América pós racial

Não foi um negro que foi eleito. Foi um americano, que tem a circunstância de ser negro, que foi eleito Presidente. Obama fez com que os seus compatriotas se convencessem de que a raça não é importante Entre a multidão de Chicago que, nos jardins vizinhos ao lago Michigan, celebrava a América, na madrugada passada, as câmaras de televisão detiveram-se na cara de um senhor negro e famoso que chorava. Era o reverendo Jesse Jackson. Ele é filho dos anos 60 que garantiram os direitos cívicos para os negros. "Rosa Parks sentou-se para que Luther King pudesse marchar, que marchou para que Obama pudesse voar", foi uma frase muito dita por estes dias, definindo as etapas encetadas pela senhora negra de Montgomery, Alabama, sentando-se num banco de autocarro só para brancos, e que chegaram agora à celebração do primeiro Presidente americano negro. Jackson chorava de alegria por esse sobressalto que permitia que na vida de um só homem se pudesse ter visto tanto.


Mas o reverendo podia também chorar por ter sido ultrapassado pela História. Ele, que também concorreu para a nomeação democrata nas primárias de 1984 e 1988, e não foi longe, reconhecia que o homem daquela madrugada, Barack Obama, era de outro campeonato, o dos vencedores, e não só o dos predicadores. Jackson notabilizou--se nas campanhas pelos direitos cívicos, integrou organizações negras, lançou a sua candidatura em igreja negra - ele era filho de uma geração em que os passos eram esses. Mas colar-se a uma minoria (os negros são 12,8% da população dos EUA) não pode ser táctica ganhadora numa corrida eleitoral. Ainda ontem, um jovem político negro, que pretende agora concorrer ao lugar de senador pelo Ilinóis, deixado em aberto por Obama ir para a Casa Branca, definiu assim o novo Presidente: "Ele não é um afro-americano que foi eleito, ele é um americano, que tem a circunstância de ser afro-americano, que foi eleito." Curiosamente, o jovem chama-se Jesse Jackson Jr. e é filho do reverendo que chorava.


Há semanas, em Nova Iorque, num jantar público que fez com John McCain e em que era suposto os discursos usarem o humor, Obama riu--se de si próprio: "Quem me baptizou Barack Hussein estava a torpedear-me a carreira política..." Estava e não estava. Mestiço e com tais nomes muçulmanos, ele poderia assumir a condição minoritária ou, pior, adoptar a condição muito comum nos afro- -americanos de não singrar na vida porque a História cometeu contra eles o pecado mortal da escravatura. O queixume como modo de vida deu cabo de muita carreira num país que reconhece como das virtudes maiores o saber lutar contra o destino. Mas Obama não foi por aí. A provocação dos seus nomes, Barack Hussein, como que serviu de aguilhão para não se desculpar.


Deitando fora o colete-de-forças que pretendia fazê-lo só um afro-americano, Obama descobriu-se, afinal, um legítimo filho da América moderna. Pai queniano e mãe branca do Kansas, e nascido no Havai, de tão diversificado, bebia na corrente de fundo que faz a América de hoje - ele é muito mais comum que, por exemplo, um mórmon como Mitt Romney, que esteve para ser o candidato republicano.


É verdade que Obama teve 95% dos votos negros. Mas teve também mais votos brancos que o precedente candidato democrata John Kerry (2004). Nas sondagens à boca das urnas, nove em dez votantes disseram que a raça não tinha sido importante nestas eleições. O facto dado como adquirido, os hispânicos não gostam de políticos negros, virou mito: Obama ganhou mais de metade dos votos hispânicos.


Essa situação de facto e a vontade ideológica de assumir a tradição americana fizeram a força de fundo, aliada ao talento natural (tornem a ouvir o discurso da madrugada de ontem e reconheçam esse talento). Quando lançou a sua candidatura, Obama escolheu as escadarias do Capitólio de Springfield, Ilinóis, a casa de Abraham Lincoln. E no discurso de ontem, a figura invocada foi de novo Lincoln.
Barack Obama é um conservador que rega as tradições americanas. Se não quiserem enganar-se, vejam nele o essencial: Barack Hussein Obama, um homem da América.

Uma eleição histórica e que traz esperança

A crise internacional será o grande desafio a enfrentar de imediato por Barack Obama, o primeiro negro a ser eleito Presidente dos Estados Unidos. E cujo triunfo foi recebido um pouco por todo o mundo com palavras como "mudança", "histórico" e "esperança".
As reacções à clara vitória sobre John McCain foram entusiasmadas, tanto nos Estados Unidos, onde a mobilização eleitoral foi surpreendente, como no exterior, sobretudo entre os aliados europeus. Mas também por parte de países como Cuba ou Irão, que surgem na lista dos tradicionais inimigos dos americanos.
E o discurso de vitória, celebrado em Chicago perante centenas de milhares de apoiantes entusiasmados, correspondeu às expectativas. Não só pelo tom, cativante como sempre, mas sobretudo pelo conteúdo: Obama prometeu relançar a economia, combater a crise financeira, retirar as tropas responsavelmente do Iraque e investir o potencial militar dos Estados Unidos na luta à Al-Qaeda e aos seus aliados talibãs no Afeganistão.
Foi um discurso de mudança, cheio de sentido histórico e com uma mensagem de esperança, a reflectir a forma como foi acolhido pelo mundo. Depois de uma era Bush marcada pelo unilateralismo - em que a invasão do Iraque sem o aval da ONU foi a marca mais visível - Obama promete agora uma América dialogante, capaz, porém, de se mostrar forte também quando for preciso.
O derrotado McCain, candidato republicano, reconheceu a derrota sem demoras e amargura, ao contrário do que sucedeu há oito e há quatro anos por parte dos democratas. E prometeu colaboração com o adversário, apesar da diferença de opiniões que se revelou durante a campanha.
Mesmo George W. Bush, que termina sem glória uma passagem pela Casa Branca que também começou de forma cinzenta (com a polémica vitória de 2000 sobre Al Gore na Florida, que teve mais votos populares a nível nacional), prepara-se para apoiar o seu jovem sucessor neste momento delicado de transição que se arrastará até à tomada de posse a 20 de Janeiro, em Washington.
Da América e destas eleições sai ainda uma tremenda mensagem. O racismo que era desmentido há décadas pelos inquéritos sociológicos, mas que subsistia nas diferenças sociais e económicas, foi agora derrotado sem hesitações nas urnas.
Os americanos - que, apesar de Thomas Jefferson ter proclamado que todos os homens nasceram iguais, tardaram um século a abolir a escravatura e outro a reconhecer direitos cívicos aos negros - mostraram na terça-feira serem capazes de ter heróis negros. Já não um basquetebolista , um cantor ou uma apresentadora de televisão, mas um político. Isso é um passo gigantesco.
Sobretudo, porque o futuro inquilino da Casa Branca se chama Barack Hussein Obama e é filho de um imigrante do Quénia e de uma branca do Kansas. Um homem do mundo.

Novas tecnologias na emissão da CNN

Wolf Blitzer gosta de apresentar o conjunto de jornalistas e comentadores que consigo colaboram no programa The Situation Room, da CNN, como a "melhor equipa política da televisão". A excelência do programa dá-lhe razão. Palavras simples e directas, explicações claras e sucintas, uma postura sóbria, mas informal, dos apresentadores e convidados, fazem da sua Situation Room um raro exemplo de aplicação das melhores opções e linguagens da cultura televisiva ao serviço da informação. Na noite eleitoral a mesma equipa contou em estúdio com a contribuição de uma série de trunfos tecnológicos.A mais "vistosa" das novidades foi o recurso, pela primeira vez em directo, a hologramas durante entrevistas. O sistema foi "testado", em directo, com uma jornalista a partir de Chicago. E, minutos mais tarde, num outro directo, novamente de Chicago, com o músico Will.i.Am. O sistema usa perto de 35 câmaras, que captam uma imagem tridimensional dos entrevistados para assim criar o seu corpo virtual holográfico. Um outro holograma permitiu a projecção, numa mesa, do Capitólio, sobre o qual foram apresentadas as mudanças esperadas no Senado e na Câmara dos Representantes.Outra das maravilhas tecnológicas usadas na emissão da CNN (mas já bem conhecida das primárias) foi o ecrã interactivo, como sempre manipulado pelos dedos de John King. Entrando estados dentro, espreitando a votação condado a condado, comparando resultados com a eleição de 2004, o ecrã permitiu leituras sobre o comportamento dos eleitores e a sugestão de tendências de voto. Num outro ecrã digital, Bill Schneider explicou comportamentos de voto segundo características demográficas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Barack Obama - New Yorker na lista negra

A campanha do Obama vetou um repórter da revista New Yorker que queria acompanhar o candidato na viagem Europa-Médio Oriente. Segundo o jornal inglês The Guardian, o repórter Ryan Lizza, da sucursal da New Yorker em Washington, não conseguiu um lugar no avião de Obama, que está leva 50 jornalistas.
Na semana passada, a revista saiu com uma capa que "desagradou" a campanha do Obama, para usar um eufemismo. A capa mostra o candidato e a sua mulher, Michelle, vestidos de terroristas muçulmanos no Salão Oval. Obama aparece de turbante e vestimentas árabes, fazendo o “cumprimento terrorista” com uma Michelle de cabelo black power e metralhadora AK-47 no ombro.
O potencial primeiro-casal é retratado num Salão Oval onde uma bandeira americana queima na lareira e uma foto de Osama Bin Laden está pendurada na parede. Segundo a revista, o objectivo da ilustração, chamada de “A política do medo”, era fazer uma sátira sobre os boatos que a direita espalha sobre Obama.
“A capa satiriza as tácticas do medo e desinformação usadas na eleição para desestabilizar a campanha de Barack Obama”, dizia um comunicado à imprensa.
Mas a campanha de Obama não achou nenhuma graça na piada. Bill Burton, um dos porta-vozes da campanha, divulgou o seguinte comunicado. “A revista New Yorker pode achar, como uma pessoa da equipe deles nos explicou, que essa capa é uma crítica humorística da caricatura do senador Obama que a direita tenta criar. Mas a maioria dos leitores vai encarar esta capa como uma coisa de mau gosto e ofensiva. E nós concordamos.”
A campanha do Obama argumenta que simplesmente não tinha lugar para o jornalista da New Yorker no avião. Uma blogger do Huffington Post, Rachel Sklar, aponta para o perigo desse tipo de retaliação contra coberturas negativas. Olho por olho, dente por dente. Se já estava difícil conseguir acesso à campanha, agora então...

sábado, 19 de julho de 2008

Colin Powell seria o melhor vice para Obama, diz pesquisa

Uma pesquisa do Instituto Zogby divulgada nesta sexta-feira, 18, mostra que 42% dos eleitores americanos estariam mais propensos a votar no candidato democrata à presidência Barack Obama se ele indicasse o ex-secretário de Estado Colin Powell para vice-candidato de sua chapa.
Entre os republicanos, 27% disseram que poderiam votar no candidato John McCain se seu rival nas primárias Mike Huckabee fosse indicado para o cargo de vice-presidente, enquanto 26% poderiam apoiar o senador republicano se ele incluísse Mitt Romney na chapa.
Democratas
Considerando os independentes, o número sobe ligeiramente - 43% disseram que votariam em Obama se ele incluísse Powell na sua candidatura. A sondagem indica ainda que se o senador escolhesse a ex-rival pela indicação do partido Hillary Clinton para ser sua colega de chapa, 30% dos eleitores americanos votariam no democrata.
De acordo com a mostra, o índice de reprovação de Hillary é de 25%, enquanto o de Powell é de 10%.
Mas, levando em conta apenas os eleitores democratas, a "chapa dos sonhos", tem um desempenho melhor - 47% afirmaram que poderiam votar em Obama se Hillary fosse sua vice-candidata.
Ex-secretário do Estado americano durante o primeiro governo do presidente George W. Bush, Colin Powell é um dos dirigentes republicanos mais respeitados nos EUA. Em junho, ele disse que o facto de ser republicano não o obriga a "votar automaticamente" em McCain, deixando em aberto um possível apoio à candidatura de Obama.
Republicanos
Apesar da ligeira vantagem de Huckabee, segundo a pesquisa ele é o possível vice-candidato que enfrenta a maior rejeição dos eleitores - 13% disseram que poderiam não votar em McCain se ele fosse seu colega de chapa. Se o escolhido fosse Romney, a rejeição diminuiria para 11%.

Obama rejeita idéia de fazer discurso no Portão de Brandemburgo


WASHINGTON - O candidato democrata a presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu não discursar diante do Portão de Brandemburgo, em Berlim, disseram os seu assessores na sexta-feira.
"Barack deixou claro para nós desde o começo que não achava que fazia sentido algum para ele falar no Portão de Brandemburgo, o que ele achava que talvez fosse presunçoso demais", disse Denis McDonough, seu consultor político.
Obama viaja na próxima semana a Jordânia, Israel, Grã-Bretanha, França e Alemanha, e também provavelmente a Iraque e Afeganistão.
O discurso em Berlim será um dos pontos altos da viagem, sobre a qual há escassos detalhes divulgados - sabe-se, por exemplo, que na quinta-feira ele vai encontrar-se com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Alguns assessores de Obama cogitavam um discurso de Obama no Portão de Brandemburgo, um símbolo da unidade alemã. Por meio de um porta-voz, Merkel fez saber que não via com bons olhos a realização de um evento "eleitoreiro" num lugar tão importante.
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que o seu rival estava a viajar para fazer "um comício no exterior".
Obama é muito popular na Europa, e o seu discurso em Berlim deve atrair uma multidão.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

De esquerda ou de direita, o próximo presidente americano será canhoto

O próximo presidente dos Estados Unidos, seja John McCain ou Barack Obama, será novamente um canhoto, como inúmeros chefes da Casa Branca, de Ronald Reagan a Bill Clinton, uma estatística singular que intriga a imprensa americana.
Desde 1974, os Estados Unidos tiveram quatro presidentes canhotos: Gerald Ford, Ronald Reagan, George Bush pai e Bill Clinton, destacou recentemente o New York Sun.
Mesmo entre os vice-presidentes ou candidatos infelizes, o número de canhotos é super-representado com Al Gore, Robert Dole, John Edwards ou Ross Perot.
A proporção de canhotos na sociedade americana é de 10% a 12% aproximadamente o que torna ainda mais misterioso o grande número de líderes políticos de esquerda durante as últimas décadas.
"A presidência esteve nas mãos de canhotos durante 22 anos nos últimos 34 anos", revelou o Washington Post.
Os canhotos que usam mais o hemisfério direito de sua cérebro seriam mais aptos a "visualizar o conjunto de um problema, a fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a dar provas de criatividade", comentou o New York Daily News.
Matemáticos, artistas, arquitetos seriam com mais freqüência canhotos, dizem os jornais, citando como exemplo Michelangelo, Leonardo da Vinci, Albert Einstein e Marilyn Monroe.
Os de gerações mais antigas, por terem sofrido pressões para entrar na norma de uma sociedade dominada por destros, têm mais perseverança, chave do sucesso em política, afirmou ainda o Washington Post. O jornal destacou que um canhoto nascido antes dos anos 1950 como John McCain tinha dificuldades porque enfrentavm as pressões dos professores na escola. Em 1900, a proporção dos que ousavam se dizer canhotos era apenas 3% na sociedade americana, segundo uma pesquisa da National Geographic.
Ainda na nossa época, ser canhoto ainda não é bem visto, enquanto que na história a utilização da mão esquerda era associada ao mal e à falta de educação.
Em 1988, um artigo do Washington Post questionava a candidatura de George Bush pai: "Queremos um presidente canhoto?, dizia o título. Mais tarde, quando o presidente cuidava de um descontrole da tireóide, comentaristas brincavam que os canhotos seriam mais propensos a doenças auto-imunes da tireóide".
"Este ano, após a eleição de novembro, eles devem trocar as tesouras e os abridores de garrafa da Casa Branca", concluiu o New York Daily News.
Mas "cientificamente falando, o que este país precisa, é de um líder ambidestro", resumiu o Washington Post.