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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
Barack Obama - New Yorker na lista negra
A campanha do Obama vetou um repórter da revista New Yorker que queria acompanhar o candidato na viagem Europa-Médio Oriente. Segundo o jornal inglês The Guardian, o repórter Ryan Lizza, da sucursal da New Yorker em Washington, não conseguiu um lugar no avião de Obama, que está leva 50 jornalistas.Na semana passada, a revista saiu com uma capa que "desagradou" a campanha do Obama, para usar um eufemismo. A capa mostra o candidato e a sua mulher, Michelle, vestidos de terroristas muçulmanos no Salão Oval. Obama aparece de turbante e vestimentas árabes, fazendo o “cumprimento terrorista” com uma Michelle de cabelo black power e metralhadora AK-47 no ombro.
O potencial primeiro-casal é retratado num Salão Oval onde uma bandeira americana queima na lareira e uma foto de Osama Bin Laden está pendurada na parede. Segundo a revista, o objectivo da ilustração, chamada de “A política do medo”, era fazer uma sátira sobre os boatos que a direita espalha sobre Obama.
“A capa satiriza as tácticas do medo e desinformação usadas na eleição para desestabilizar a campanha de Barack Obama”, dizia um comunicado à imprensa.
Mas a campanha de Obama não achou nenhuma graça na piada. Bill Burton, um dos porta-vozes da campanha, divulgou o seguinte comunicado. “A revista New Yorker pode achar, como uma pessoa da equipe deles nos explicou, que essa capa é uma crítica humorística da caricatura do senador Obama que a direita tenta criar. Mas a maioria dos leitores vai encarar esta capa como uma coisa de mau gosto e ofensiva. E nós concordamos.”
A campanha do Obama argumenta que simplesmente não tinha lugar para o jornalista da New Yorker no avião. Uma blogger do Huffington Post, Rachel Sklar, aponta para o perigo desse tipo de retaliação contra coberturas negativas. Olho por olho, dente por dente. Se já estava difícil conseguir acesso à campanha, agora então...
Mas a campanha de Obama não achou nenhuma graça na piada. Bill Burton, um dos porta-vozes da campanha, divulgou o seguinte comunicado. “A revista New Yorker pode achar, como uma pessoa da equipe deles nos explicou, que essa capa é uma crítica humorística da caricatura do senador Obama que a direita tenta criar. Mas a maioria dos leitores vai encarar esta capa como uma coisa de mau gosto e ofensiva. E nós concordamos.”
A campanha do Obama argumenta que simplesmente não tinha lugar para o jornalista da New Yorker no avião. Uma blogger do Huffington Post, Rachel Sklar, aponta para o perigo desse tipo de retaliação contra coberturas negativas. Olho por olho, dente por dente. Se já estava difícil conseguir acesso à campanha, agora então...
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Obama minimiza importância de charge da New Yorker
WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, minimizou nesta terça-feira, 15, a importância de uma caricatura que o mostra como muçulmano e retrata a sua esposa, Michelle, como uma guerrilheira armada com uma metralhadora. "Trata-se de uma caricatura, e é por isso que temos a Primeira Emenda da Constituição (que protege a liberdade de expressão)", disse.
Em entrevista ao programa Larry King Live, da CNN, Obama afirmou que actualmente há problemas muito mais sérios que preocupam os americanos.
Entre eles, citou a crise no sistema bancário e no sistema imobiliário, o terrorismo e os conflitos no Iraque e no Afeganistão.
A caricatura, publicada na capa da revista New Yorker no último fim de semana, retrata o candidato democrata e sua esposa numa sala (provavelmente da Casa Branca) em que há um quadro de Osama bin Laden na parede e uma bandeira dos Estados Unidos em chamas na lareira.
"Os autores da caricatura talvez estimulem alguns conceitos equivocados, mas essa foi a sua decisão editorial", disse Obama.
A caricatura foi criticada tanto pelo Partido Democrata como pelo Republicano, e os dirigentes das campanhas de Obama e do seu rival, John McCain, afirmaram que a sua publicação foi ofensiva.
A New Yorker justificou a publicação da caricatura dizendo que ela tinha como objectivo satirizar os conceitos errôneos que os eleitores têm sobre Obama.
Em entrevista ao programa Larry King Live, da CNN, Obama afirmou que actualmente há problemas muito mais sérios que preocupam os americanos.
Entre eles, citou a crise no sistema bancário e no sistema imobiliário, o terrorismo e os conflitos no Iraque e no Afeganistão.
A caricatura, publicada na capa da revista New Yorker no último fim de semana, retrata o candidato democrata e sua esposa numa sala (provavelmente da Casa Branca) em que há um quadro de Osama bin Laden na parede e uma bandeira dos Estados Unidos em chamas na lareira.
"Os autores da caricatura talvez estimulem alguns conceitos equivocados, mas essa foi a sua decisão editorial", disse Obama.
A caricatura foi criticada tanto pelo Partido Democrata como pelo Republicano, e os dirigentes das campanhas de Obama e do seu rival, John McCain, afirmaram que a sua publicação foi ofensiva.
A New Yorker justificou a publicação da caricatura dizendo que ela tinha como objectivo satirizar os conceitos errôneos que os eleitores têm sobre Obama.
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Capa de revista caricaturiza Obama como radical islâmico
NOVA YORK - A última edição da revista americana The New Yorker, que chega às bancas no próximo dia 21, causou controvérsias antes mesmo da distribuição. A capa traz uma caricatura do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, usando um turbante e cumprimentando a mulher, Michelle, que veste roupas militares e carrega uma arma AK-47, no salão Oval da Casa Branca.A revista explicou que o artista Barry Blitt, autor do desenho, quis "satirizar o uso de desinformações e do medo na campanha eleitoral para prejudicar a campanha de Obama". Os simpatizantes do senador não viram graça na ilustração, que mostra o candidato vestido como muçulmano e mostra um quadro de Osama bin Laden na Casa Branca, além de uma bandeira americana queimada na lareira.
A campanha do democrata afirmou que a satírica capa da revista é de mau gosto e ofensiva. "A New Yorker pode pensar, como um de seus funcionários explicou para nós, que a capa deles é uma sátira da caricatura que os críticos de direita do senador Obama tentam criar", disse Bill Burton, porta-voz da campanha do democrata. "Mas a maioria dos leitores verão isso como de mau gosto e ofensivo. E nós concordamos."
A campanha do rival republicano, John McCain, se solidarizou com o senador de Illinois, e afirmou em um e-mail que está de acordo com o porta-voz democrata: a capa "é de mau gosto e ofensiva".
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a revista alegou que a capa "combina várias imagens fantásticas sobre os Obama e mostra as óbvias distorções que elas são". A bandeira queimando seria referência às críticas pela falta de patriotismo de Obama, o turbante sobre as falsas afirmações dele ser muçulmano. "A sátira é parte do que nós fazemos, e ela deve trazer coisas para o público, colocar um espelho que reflita o preconceito, o ódio e o absurdo. E esse é o espírito dessa capa", alegou o texto distribuído pela New Yorker. A nota também lembrou os dois textos assinados por Obama na mesma edição, qualificando-os como "muito sérios".
A capa da New Yorker repercute uma polêmica surgida em fevereiro quando foi divulgada uma fotografia na qual Obama está vestido de trajes típicos da Somália. A foto, tirada em 2006 durante uma viagem de Obama ao Quênia, o país natal de seu pai, mostra o senador vestido com um turbante e uma túnica branca. Também houve rumores de que Obama seria muçulmano, algo que o próprio senador desmentiu várias vezes
A imagem também causou controvérsia na internet. O Huffington Post, um blog de esquerda, afirmou: "Qualquer um que tentou descrever Obama como um muçulmano, qualquer um que tentou retratar Michelle como uma raivosa ou secreta revolucionária com a intenção de pegar os 'branquelos', qualquer um que questionou o patriotismo deles - bem, aqui está sua imagem."
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
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