RÁDIO MOÇAMBIQUE

RÁDIO MOÇAMBIQUE
CLICA NA IMAGEM. NOTÍCIAS ACTUAIS DO PAÍS
Mostrar mensagens com a etiqueta New Yorker. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta New Yorker. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"Vanity Fair" ironiza "New Yorker" e faz capa com McCain

A revista americana Vanity Fair ironiza em uma capa fictícia (apenas para a internet) a polêmica capa da The Yorker da semana passada que traz uma caricatura do candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, e sua mulher Michelle vestidos como fundamentalistas islâmicos.

"Nós estamos a manter a nossa rivalidade afectuosa com os nossos vizinhos de The New Yorker. Nós competimos pelas mesmas causas, jogamos softball todos os anos e dividimos o mesmo elevador" diz a edição online da revista nesta terça-feira, 22.

Em resposta à capa da New Yorker, que é da mesma editora da Vanity Fair, a revista traz uma caricatura com John McCain como um idoso apoiado num andador e auxiliado pela sua mulher Cindy, com frascos de remédios nas mãos. Na parede, um quadro tem a imagem de George Bush e uma constituição dos Estados Unidos queima na lareira.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Barack Obama - New Yorker na lista negra

A campanha do Obama vetou um repórter da revista New Yorker que queria acompanhar o candidato na viagem Europa-Médio Oriente. Segundo o jornal inglês The Guardian, o repórter Ryan Lizza, da sucursal da New Yorker em Washington, não conseguiu um lugar no avião de Obama, que está leva 50 jornalistas.
Na semana passada, a revista saiu com uma capa que "desagradou" a campanha do Obama, para usar um eufemismo. A capa mostra o candidato e a sua mulher, Michelle, vestidos de terroristas muçulmanos no Salão Oval. Obama aparece de turbante e vestimentas árabes, fazendo o “cumprimento terrorista” com uma Michelle de cabelo black power e metralhadora AK-47 no ombro.
O potencial primeiro-casal é retratado num Salão Oval onde uma bandeira americana queima na lareira e uma foto de Osama Bin Laden está pendurada na parede. Segundo a revista, o objectivo da ilustração, chamada de “A política do medo”, era fazer uma sátira sobre os boatos que a direita espalha sobre Obama.
“A capa satiriza as tácticas do medo e desinformação usadas na eleição para desestabilizar a campanha de Barack Obama”, dizia um comunicado à imprensa.
Mas a campanha de Obama não achou nenhuma graça na piada. Bill Burton, um dos porta-vozes da campanha, divulgou o seguinte comunicado. “A revista New Yorker pode achar, como uma pessoa da equipe deles nos explicou, que essa capa é uma crítica humorística da caricatura do senador Obama que a direita tenta criar. Mas a maioria dos leitores vai encarar esta capa como uma coisa de mau gosto e ofensiva. E nós concordamos.”
A campanha do Obama argumenta que simplesmente não tinha lugar para o jornalista da New Yorker no avião. Uma blogger do Huffington Post, Rachel Sklar, aponta para o perigo desse tipo de retaliação contra coberturas negativas. Olho por olho, dente por dente. Se já estava difícil conseguir acesso à campanha, agora então...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Obama minimiza importância de charge da New Yorker

WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, minimizou nesta terça-feira, 15, a importância de uma caricatura que o mostra como muçulmano e retrata a sua esposa, Michelle, como uma guerrilheira armada com uma metralhadora.
"Trata-se de uma caricatura, e é por isso que temos a Primeira Emenda da Constituição (que protege a liberdade de expressão)", disse.
Em entrevista ao programa Larry King Live, da CNN, Obama afirmou que actualmente há problemas muito mais sérios que preocupam os americanos.
Entre eles, citou a crise no sistema bancário e no sistema imobiliário, o terrorismo e os conflitos no Iraque e no Afeganistão.
A caricatura, publicada na capa da revista New Yorker no último fim de semana, retrata o candidato democrata e sua esposa numa sala (provavelmente da Casa Branca) em que há um quadro de Osama bin Laden na parede e uma bandeira dos Estados Unidos em chamas na lareira.
"Os autores da caricatura talvez estimulem alguns conceitos equivocados, mas essa foi a sua decisão editorial", disse Obama.
A caricatura foi criticada tanto pelo Partido Democrata como pelo Republicano, e os dirigentes das campanhas de Obama e do seu rival, John McCain, afirmaram que a sua publicação foi ofensiva.
A New Yorker justificou a publicação da caricatura dizendo que ela tinha como objectivo satirizar os conceitos errôneos que os eleitores têm sobre Obama.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Capa de revista caricaturiza Obama como radical islâmico

NOVA YORK - A última edição da revista americana The New Yorker, que chega às bancas no próximo dia 21, causou controvérsias antes mesmo da distribuição. A capa traz uma caricatura do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, usando um turbante e cumprimentando a mulher, Michelle, que veste roupas militares e carrega uma arma AK-47, no salão Oval da Casa Branca.

A revista explicou que o artista Barry Blitt, autor do desenho, quis "satirizar o uso de desinformações e do medo na campanha eleitoral para prejudicar a campanha de Obama". Os simpatizantes do senador não viram graça na ilustração, que mostra o candidato vestido como muçulmano e mostra um quadro de Osama bin Laden na Casa Branca, além de uma bandeira americana queimada na lareira.

A campanha do democrata afirmou que a satírica capa da revista é de mau gosto e ofensiva. "A New Yorker pode pensar, como um de seus funcionários explicou para nós, que a capa deles é uma sátira da caricatura que os críticos de direita do senador Obama tentam criar", disse Bill Burton, porta-voz da campanha do democrata. "Mas a maioria dos leitores verão isso como de mau gosto e ofensivo. E nós concordamos."

A campanha do rival republicano, John McCain, se solidarizou com o senador de Illinois, e afirmou em um e-mail que está de acordo com o porta-voz democrata: a capa "é de mau gosto e ofensiva".

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a revista alegou que a capa "combina várias imagens fantásticas sobre os Obama e mostra as óbvias distorções que elas são". A bandeira queimando seria referência às críticas pela falta de patriotismo de Obama, o turbante sobre as falsas afirmações dele ser muçulmano. "A sátira é parte do que nós fazemos, e ela deve trazer coisas para o público, colocar um espelho que reflita o preconceito, o ódio e o absurdo. E esse é o espírito dessa capa", alegou o texto distribuído pela New Yorker. A nota também lembrou os dois textos assinados por Obama na mesma edição, qualificando-os como "muito sérios".

A capa da New Yorker repercute uma polêmica surgida em fevereiro quando foi divulgada uma fotografia na qual Obama está vestido de trajes típicos da Somália. A foto, tirada em 2006 durante uma viagem de Obama ao Quênia, o país natal de seu pai, mostra o senador vestido com um turbante e uma túnica branca. Também houve rumores de que Obama seria muçulmano, algo que o próprio senador desmentiu várias vezes

A imagem também causou controvérsia na internet. O Huffington Post, um blog de esquerda, afirmou: "Qualquer um que tentou descrever Obama como um muçulmano, qualquer um que tentou retratar Michelle como uma raivosa ou secreta revolucionária com a intenção de pegar os 'branquelos', qualquer um que questionou o patriotismo deles - bem, aqui está sua imagem."