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terça-feira, 4 de novembro de 2008

A manchete errada: Obama primeiro presidente negro dos EUA

Por: Demétrio Magnoli

"Eleito o primeiro presidente negro na história dos EUA." Fora um evento dramático, Barack Obama vencerá as eleições desta terça-feira e os jornais - nos EUA, aqui, no mundo - estamparão variações desse tema nas suas manchetes de capa. A manchete óbvia é, contudo, a manchete errada. Obama não será um "presidente negro" e não seria nunca o "primeiro", título que pertence ao branco Bill Clinton, conferido a ele pela escritora negra Toni Morrison.


Semanas atrás, imaginando que o microfone estivesse desligado, o líder negro democrata Jesse Jackson confessou numa entrevista a sua vontade de "capar" o candidato do seu partido. Jackson emergiu na cena política como discípulo de Martin Luther King, ao lado de quem estava no fatídico 4 de abril de 1968. Depois do assassinato do homem que tinha um sonho, o possível sucessor substituiu o discurso da igualdade pelo da diferença e converteu-se no pólo de articulação das políticas de discriminação reversa no Partido Democrata. O seu desejo de extirpar a masculinidade de Obama deriva do que escreveu o senador por Illinois: "Eu não acredito em políticas baseadas na raça.


"Não foi Jackson, nem o Partido Democrata, quem accionou as modernas "políticas baseadas na raça" nos EUA, mas o presidente republicano Richard Nixon, com uma série de ordens executivas emitidas entre 1969 e 1971. Essas directivas usaram pela primeira vez a expressão "acção afirmativa" com o significado de discriminação reversa. Elas desdobraram o discurso do "black capitalism", de outubro de 1968, no qual Nixon anunciou um programa de preferências raciais na contratação de empresas pelo governo federal. Dali em diante, as políticas raciais transformaram-se em algo como um consenso bipartidário e numa ferramenta de acesso ao eleitorado negro.


Clinton, o "primeiro presidente negro", sustentou as preferências raciais diante de veredictos da Corte Suprema e de um movimento crescente de opinião pública contrários à doutrina de que as pessoas devem ser avaliadas pela cor da sua pele. Obama representa uma ruptura com essa doutrina e uma retomada do fio perdido desde o assassinato de Martin Luther King. Ele só é negro se descontarmos a sua posição política - ou se acreditarmos no mito da raça até o ponto extremo de descartar a identidade que ele mesmo proclama.


Obama declara-se mestiço: "Eu sou filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do Kansas. Fui criado com a ajuda de um avô branco, que sobreviveu à Depressão para servir no Exército de Patton, e de uma avó branca, que trabalhou numa linha de montagem de bombardeiros no Forte Leavenworth. Sou casado com uma americana negra que carrega nela o sangue de escravos e proprietários de escravos, uma herança que transmitimos às nossas duas preciosas filhas. Tenho irmãos, irmãs, sobrinhos, tios e primos, de todas as raças e tons de pele, espalhados por três continentes." Identidade é opção, não destino biológico. Obama poderia ter escolhido uma identidade "afro-americana", selecionando os ancestrais relevantes para essa opção. Mas decidiu selecionar todos os ancestrais e, fazendo-o, desafia o mito da raça, que recobre como uma cinta de aço a sociedade americana.


Não há correspondência rigorosa para a palavra mestiço na língua inglesa. Nos EUA, até o fim da Guerra Civil, censos estaduais identificavam "mulatos", mas as leis antimiscigenação, passadas quando as elites sulistas restauravam o seu poder, cancelaram por completo o registo da mestiçagem. O modelo daquelas leis, formulado na Virgínia, determinava que seriam "negros" todos os que tivessem um único ancestral negro. A chamada regra da gota de sangue única dividiu os americanos em "raças puras" (um ideal, aliás, perseguido no Brasil do século 21 pelos nossos fanáticos da raça). Ao se identificar como mestiço, Obama explode um dogma enraizado na história dos EUA. A sua vitória na Virgínia, sugerida pelas pesquisas, valerá 1 milhão de palavras.


Obama apresentou-se não como um candidato negro, mas como um candidato pós-racial. A mesma regra da gota de sangue única que, durante 90 anos, funcionou como alicerce lógico da segregação racial foi adoptada pelos promotores das políticas de discriminação reversa no final da década de 1960. Para distribuir cotas raciais nos contratos públicos, no mercado de trabalho e nas universidades é eficiente colar um rótulo de raça em cada cidadão. Obama não falou de raça, mas de pobreza, mudança, coesão social e oportunidade. Impor-lhe uma etiqueta racial configura uma tentativa de salvar a moribunda regra da gota de sangue única.


"Ele é diferente de nós" - a insinuação racista pairou como um espectro sobre Obama durante as primárias e a campanha presidencial. A entrada em cena de Sarah Palin marcou o início de uma nova linha de ataque: à idéia do "estrangeiro racial" somaram-se as do "estrangeiro religioso" (o "muçulmano" Barack Hussein Obama) e do "estrangeiro político" (um radical que circula entre terroristas). Quando Colin Powell, enojado pelo odor da intolerância, rompeu com seu o partido para declarar apoio a Obama, Rush Limbaugh, o radialista da direita fanática, atribuiu o gesto à solidariedade de raça. Essa gente mataria, se ainda pudesse.


Jesse Jackson candidatou-se duas vezes às primárias democratas como representante dos "afro-americanos". Obama candidatou-se como um americano, simplesmente. Se as sondagens não estão equivocadas de um modo trágico, a aplastante maioria do eleitorado ignorará a cor da pele na hora de votar, sufragando o democrata ou o republicano em razão de um julgamento exclusivamente político. Esta será a novidade verdadeira de um 4 de novembro que, por isso, ficará inscrito para sempre na história americana. A manchete errada esvaziará o sentido do evento, reflectindo a sedução doentia do mito da raça, que os eleitores remeteram ao passado.



Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br

A América prepara-se para fazer história

Em tese, o republicano John McCain ainda poderá vencer a eleição presidencial desta terça-feira nos Estados Unidos. Mas, se isso acontecer, será uma surpresa de proporções ainda maiores do que a irrupção vertiginosa na cena americana - e mundial - de Barack Hussein Obama. Há apenas um ano, ninguém teria motivos para supor que esse senador mestiço de primeiro mandato, nome esquisito e biografia inusual, com ar juvenil aos 46 anos, seria capaz de ganhar de uma figura do gabarito da senadora Hillary Rodham Clinton a candidatura do Partido Democrata à sucessão de George W. Bush. E, quando o que parecia impossível se consumou, no começo de junho passado, não faltou quem previsse, recorrendo à ironia, que em 4 de novembro os democratas iriam arrancar a derrota das garras da vitória.


Os americanos, dizia-se, por propensos que estivessem a remover os republicanos de Washington, exauridos por um dos piores governos da sua história, relutariam muito mais em alojar pela primeira vez um negro (inexperiente) na Casa Branca do que uma mulher (que a conheceu por dentro durante os oito anos da presidência do seu marido). Isso sem falar que, do outro lado, estaria um herói de guerra, há duas décadas no Congresso e com um currículo de posições divergentes da ortodoxia do seu partido, graças ao que ele poderia se apresentar ao eleitorado centrista como um reformador, sem parentesco perceptível com o presidente que chega ao fim do seu mandato afundado na impopularidade. Mas, definidas as candidaturas e desencadeada a competição, McCain foi-se revelando menor do que os democratas temiam, enquanto a empolgação com Obama, sempre crescente, superava as mais pessimistas expectativas republicanas. E aí Wall Street veio abaixo.


O outrora esclarecido senador pelo Arizona rendeu-se de corpo e alma ao que de mais reacionário medra na seara do seu partido. A direita republicana exultou quando ele escolheu para companheira de chapa a atraente, despachada - e tosca - Sarah Palin, a governadora do Alasca, que celebra os valores e atitudes da América Profunda, radicada ao longo do cinturão religioso do país, distante das concentrações cosmopolitas da Costa Leste e da Oeste. A partir de então, a campanha de McCain - dirigida pela gente de Karl Rove, o feroz marqueteiro de Bush desde os tempos do Texas - fez da agressão a sua peça de resistência. Nos comerciais para a TV e nos palanques de Palin, Obama tornou-se algo mais ameaçador do que o elitista despreparado que não é propriamente "um de nós", como vinha sendo estigmatizado.


O democrata virou o bom amigo de um ex-terrorista americano dos anos 1960 e de um intelectual palestino falsamente dado como radical. Mais: a sua proposta de usar os impostos para "espalhar a riqueza" denunciaria o seu socialismo. (Obama disse que só falta que o acusem de socialista porque, em criança, emprestava os seus brinquedos.) No entanto, seja pela virulência, seja pelo medo de um eventual governo Palin - McCain tem 72 anos e um histórico médico mal conhecido -, seja ainda pela sua gagueira diante da crise econômica, contrastando com o sangue-frio de Obama, eleitores republicanos moderados passaram a trocar de lado, a ponto de pôr em xeque a relação tradicional de forças nos Estados "vermelhos" (os democratas são "azuis"). Na recta final da disputa, McCain lutava em meia dúzia de Estados cruciais onde Bush venceu em 2004.


Também ali, os eleitores de primeira viagem, jovens em geral, preferem Obama por ampla maioria. Electrizados pela sua figura e a sua mensagem de mudança, formaram a espinha dorsal da campanha democrata em todo o país, movendo a sua formidável máquina de arrecadação de fundos via internet. Fez diferença. Pelas projecções do New York Times, no colégio eleitoral de 583 delegados estaduais que decidem os pleitos presidenciais nos EUA, o democrata tinha no fim da semana 196 votos firmes e outros 90 possíveis; o republicano, 140 e 23, respectivamente. Os votos incertos somam 89. (São necessários 270 para vencer.) A menos que as urnas desmintam as pesquisas - ou porque parcela do eleitorado escondia o seu racismo dos pesquisadores ou porque nem todos os obamistas foram votar -, a chance de uma reviravolta pró-McCain é negligível. A América prepara-se para fazer história.

Barack Obama chega favorito à eleição americana

Após mais de um ano de campanha e sob os olhos de todo o mundo, os americanos vão às urnas nesta terça-feira, 4, para decidir se o próximo presidente do país será o primeiro negro a assumir a Casa Branca ou o candidato mais velho a vencer uma eleição presidencial. Além do presidente e do vice, os eleitores também renovarão a Câmara dos Representantes, pouco mais de um terço do Senado e também escolherão 11 novos governadores.

Obama chega ao dia decisivo como favorito em todas as pesquisas para “agarrar” a Casa Branca. A dinâmica do processo eleitoral, porém, recomenda cautela. O voto nos EUA não é obrigatório - e a ida massiva de eleitores de um candidato pode alterar o resultado previsto nas pesquisas. Além disso, a eleição presidencial nos EUA é definida pelo Colégio Eleitoral e não pelo voto directo.

O colégio é formado por 538 representantes dos 50 Estados e da capital do país, Washington. O candidato que vencer o voto popular num Estado indica todos os representantes (cada um com um voto) desse Estado no colégio. Para ser eleito, o candidato precisa ter 270 votos - e os Estados mais populosos têm mais votos no colégio. Dessa forma, é possível que um candidato vença a eleição no Colégio Eleitoral, mas perca a apuração nacional.

Uma projecção com base em média de pesquisas feita pelo Real Clear Politics dá a Obama os 252 votos do Colégio Eleitoral dos 20 Estados que votaram pelo democrata John Kerry, em 2004. Para conquistar a presidência, Obama precisa de mais 18 votos e, se ganhar os 20 votos de Ohio ou os 27 votos da Flórida, a eleição estará encerrada - nos dois Estados, a disputa está acirrada. O mesmo estudo indica que o democrata estaria na dianteira em Nevada, Colorado, Novo México e Iowa - o que, somado aos Estados vencidos por Kerry, totalizariam 278 votos no Colégio Eleitoral.

Já McCain precisaria vencer em todos os 30 Estados que votaram no presidente George W. Bush em 2004 para ter uma chance na eleição. Desses, ele tem a liderança em apenas 17 - o que lhe dá 132 votos no Colégio Eleitoral. Para vencer, McCain ainda teria de conquistar outros dez Estados que ainda estão indecisos (o equivalente a 128 votos no Colégio Eleitoral) e "roubar" mais 10 votos de Obama.

Os resultados preliminares divulgados nesta terça após o encerramento da votação podem dar grandes pistas de qual será o resultado final. A direcção a ser tomada - seja por uma vitória de Obama ou de McCain - ficará mais clara logo depois que as primeiras urnas começarem a fechar às 03H00 (madrugada de quarta-feira em Maputo), em Indiana - Estado que vota nos republicanos desde 1964.

Uma grande vitória de Obama no Estado ou até mesmo uma luta acirrada por seus 11 votos no Colégio Eleitoral pavimentaria o seu caminho para a Casa Branca. No entanto, uma vitória fácil de McCain pode ser um indício de problemas para o democrata. Uma média de pesquisas feita pelo site Real Clear Politics dá a McCain uma liderança apertada de 1,4 ponto (47,6% a 46,2%).

Juntamente com Indiana, o Estado de Kentucky também encerrará a votação no mesmo horário e deve servir como termômetro para o resultado da eleição no Senado. "Indiana oferece uma dica antecipada da corrida presidencial e Kentucky faz o mesmo pelo Senado", disse o director-assistente do centro de pesquisas da Universidade Quinnipiac, Peter Brown. "Nós vamos saber de duas coisas razoavelmente cedo: se temos uma vitória presidencial esmagadora e se os democratas têm chance de conseguir 60 cadeiras no Senado."

A eleição desta terça deve ter uma afluência recorde e servirá como um teste do sistema de votação americano. Problemas como longas filas para votar e possibilidade de fraude eleitoral estão a ser acompanhados de perto pelas autoridades do país.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"Vanity Fair" ironiza "New Yorker" e faz capa com McCain

A revista americana Vanity Fair ironiza em uma capa fictícia (apenas para a internet) a polêmica capa da The Yorker da semana passada que traz uma caricatura do candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, e sua mulher Michelle vestidos como fundamentalistas islâmicos.

"Nós estamos a manter a nossa rivalidade afectuosa com os nossos vizinhos de The New Yorker. Nós competimos pelas mesmas causas, jogamos softball todos os anos e dividimos o mesmo elevador" diz a edição online da revista nesta terça-feira, 22.

Em resposta à capa da New Yorker, que é da mesma editora da Vanity Fair, a revista traz uma caricatura com John McCain como um idoso apoiado num andador e auxiliado pela sua mulher Cindy, com frascos de remédios nas mãos. Na parede, um quadro tem a imagem de George Bush e uma constituição dos Estados Unidos queima na lareira.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Obama e McCain viram hérois em quadrinhos nos EUA

NOVA YORK - Revistas em quadrinhos são recheadas de histórias sobre protagonistas superando o que parece impossível ao lutarem pela verdade, justiça e estilo de vida norte-americano. Existiria lugar melhor para narrar as histórias dos senadores John McCain e Barack Obama e as suas tentativas à Casa Branca?


"Já houve revistas em quadrinhos biográficas antes, isso não é novo", disse Scott Dunbier, editor de projectos especiais da IDW, que irá publicar os quadrinhos. "Mas nós estamos a falar de uma história que não está terminada: duas visões dos candidatos, dois homens que estão a competir pelo trabalho mais importante do mundo."

Os quadrinhos vieram com idéias de produção em cerca de uma semana. "Nós não temos muita burocracia", disse Dunbier a respeito da IDW, uma divisão da Internet Mobile Group. "Grandes companhias investigam alguma coisa por três meses e têm muitas reuniões para decidir se é viável."

A revista em quadrinhos de Obama será escrita por Jeff Mariotte, romancista de suspense sobrenatural que já escreveu outras histórias para quadrinhos e para a televisão. Mariotte afirmou que teve cerca de um mês para completar o script. Ele começou a ler tudo o que saia sobre o candidato democrata nos jornais, no site da campanha e na Wikipedia. "Eu li tudo o que pude encontrar e pareceu autêntico. Eu me mantive longe de sites malucos", explicou.

Já a revista de McCain será escrita por Helfer, escritor veterano e editor da indústria dos quadrinhos. "Eu tive que ver se conseguiria resumir a carreira de McCain em 28 páginas", disse Helfer, comparando as quase 110 páginas em que ele narrou a vida de Ronald Reagan. "Para conseguir reunir as informações que coloquei nos quadrinhos de McCain, precisa ler pelo menos dois de seus livros", declarou. "É o jeito mais rápido de entender quem ele é."

As capas das revistas foram desenhadas em aproximadamente dois dias por J. Scott Campbell, mais conhecido por seu trabalho em Gen13, sobre um grupo de adolescentes com super poderes, e Danger Girl, sobre uma espiã americana.

As capas mostram os candidatos à Presidência olhando para o céu. Elas apresentam alguns traços de cor delineando os corpos dos senadores: vermelho para McCain e azul para Obama.

Os quadrinhos chegarão às lojas americanas em 1.º de outubro, e também poderão ser comprados online através do site PresidencialComics.com.

'NYT' rejeita artigo de John McCain sobre o Iraque

NOVA YORK - A campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, afirmou na segunda-feira, 21, que teve um artigo de opinião recusado pelo jornal americano The New York Times, que responderia ao publicado pelo diário na semana passada por Barack Obama. O argumento o NYT, segundo assessores de McCain, é que o texto não estaria a altura do publicado pelo rival.

Veja também:
Leia o artigo de Obama no NYT

O artigo de Obama, intitulado Meu plano para o Iraque, detalhava os planos do senador de Illinois para retirar as tropas americanas do país em 16 meses se for eleito. Segundo a campanha de McCain, o artigo recusado era uma crítica contra a postura de Obama e mostrava a posição do republicano sobre o calendário para a saída de tropas do conflito.

sábado, 19 de julho de 2008

Colin Powell seria o melhor vice para Obama, diz pesquisa

Uma pesquisa do Instituto Zogby divulgada nesta sexta-feira, 18, mostra que 42% dos eleitores americanos estariam mais propensos a votar no candidato democrata à presidência Barack Obama se ele indicasse o ex-secretário de Estado Colin Powell para vice-candidato de sua chapa.
Entre os republicanos, 27% disseram que poderiam votar no candidato John McCain se seu rival nas primárias Mike Huckabee fosse indicado para o cargo de vice-presidente, enquanto 26% poderiam apoiar o senador republicano se ele incluísse Mitt Romney na chapa.
Democratas
Considerando os independentes, o número sobe ligeiramente - 43% disseram que votariam em Obama se ele incluísse Powell na sua candidatura. A sondagem indica ainda que se o senador escolhesse a ex-rival pela indicação do partido Hillary Clinton para ser sua colega de chapa, 30% dos eleitores americanos votariam no democrata.
De acordo com a mostra, o índice de reprovação de Hillary é de 25%, enquanto o de Powell é de 10%.
Mas, levando em conta apenas os eleitores democratas, a "chapa dos sonhos", tem um desempenho melhor - 47% afirmaram que poderiam votar em Obama se Hillary fosse sua vice-candidata.
Ex-secretário do Estado americano durante o primeiro governo do presidente George W. Bush, Colin Powell é um dos dirigentes republicanos mais respeitados nos EUA. Em junho, ele disse que o facto de ser republicano não o obriga a "votar automaticamente" em McCain, deixando em aberto um possível apoio à candidatura de Obama.
Republicanos
Apesar da ligeira vantagem de Huckabee, segundo a pesquisa ele é o possível vice-candidato que enfrenta a maior rejeição dos eleitores - 13% disseram que poderiam não votar em McCain se ele fosse seu colega de chapa. Se o escolhido fosse Romney, a rejeição diminuiria para 11%.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Obama tem vantagem de 7 pontos sobre McCain

WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, possuiu uma vantagem de 7 pontos percentuais sobre o seu adversário republicano, John McCain, e conta com uma pequena subida na opinião dos eleitores sobre quem estaria mais apto a comandar a economia, revelou uma pesquisa da Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira.

Mais de um mês depois de ter dado início à sua campanha nacional para o pleito de novembro, Obama aparece à frente de McCain com 47 por cento das intenções de voto, contra 40 por cento do republicano.

A vantagem é um pouco maior do que os 5 pontos percentuais verificados na metade de junho, logo depois de o democrata ter derrotado a senadora Hillary Clinton na disputa pela vaga do seu partido nas eleições presidenciais.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Obama tem vantagem de apenas 3% sobre McCain, diz pesquisa

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, perdeu a vantagem de 15 pontos sobre o rival republicano, John McCain.
Segundo recente pesquisa da revista Newsweek, que há menos de um mês mostrou o senador de Illinois à frente nas pesquisas, assegura que a diferença entre ambos caiu para apenas três pontos: 44% dos eleitores apóiam Obama, enquanto 41% respalda McCain.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Breves perfis de Barack Obama e John McCain














Obama: a proposta da inovação na política (Click aqui)
Barack Obama, que alcançou nas primárias do dia 3 de junho o mínimo de delegados para se tornar o candidato dos democratas à presidência da República, é o primeiro a admitir que toda a excitação criada em torno da sua candidatura à Presidência se dá menos pelo que fez e muito mais pela esperança das pessoas sobre o que pode fazer. Obama será também o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos.
John McCain: um candidato amarrado a uma guerra impopular (Click aqui)
Apenas uma derrota marca a carreira política do senador John McCain. Em 2000, ele perdeu para o actual presidente George W. Bush a indicação republicana para as eleições. Agora ele tenta de novo e mais uma vez Bush pode atrapalhar a sua caminhada. A cada vez mais impopular guerra no Iraque está intimamente ligada à sua candidatura.