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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Teatrando Moçambique” – jovem artistas ocupam os palcos

Mozangol Fashion Show assim se denominou a exibição do que se faz na área da moda em Angola e Moçambique, num desfile realizado em Maputo no passado dia 8, numa parceria entre sete estilistas dos dois países.
Foi uma iniciativa do jovem estilista moçambicano Taíbo em colaboração com o governo da província angolana de Cabinda.
Enaltecer as criações existentes nos dois países na área da moda, foi o motivo para juntar, uma vez mais, os dois países.
No espaço Coconuts foram exibidas por vinte e cinco modelos colecções das sete estilistas.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Com muito estilo... assim caminha a humanidade

(Crônica de Uma Sedução conta a história do mais básico, e cobiçado, acessório fashion do século 20 - de Fália Guerra)


Marilyn Monroe dizia: ''Não sei quem inventou o salto alto, mas toda mulher deve muito a ele.'' Do alto dos saltos que a imortalizaram como uma das mulheres mais sexy do século, ela sabia do que estava falando. Metonímia da personalidade, os sapatos definem e resumem quem os usa. Marylin só não sabia que os saltos foram justamente inventados para proteger os pés de quem andava pelas ruas empoeiradas de séculos atrás. Não sabia também que, hoje, os saltos não são a única exclusividade quando uma mulher quer desfilar elegância e sensualidade. Sandálias rasteirinhas, tênis, sapatilha, coturno podem fazer maravilhas em um visual.



Leia mais: Fashion do Século 20

terça-feira, 15 de julho de 2008

Escassez de modelos negras faz Naomi Campbell continuar ativa



ABUJA - A supermodelo britânica Naomi Campbell recusa-se a afastar-se das passarelas, após mais de duas décadas, porque ainda há muito poucas beldades negras na indústria da moda.

Enquanto muitas das suas colegas do final dos anos 1980, como Cindy Crawford e Christy Turlington, já se aposentaram dos desfiles, a modelo de 38 anos continua a chamar a atenção nos maiores desfiles de moda do mundo.

"Sou muito grata pela minha carreira, mas preocupo-me com as garotas que vieram depois de mim, com as oportunidades que têm e o tratamento que recebem. E essa é uma das razões pelas quais ainda faço o que faço", disse ela à Reuters em entrevista na Nigéria, no fim de semana. Ainda adolescente, Campbell foi a primeira modelo negra a sair nas capas das edições francesa e britânica da Vogue.

Ela diz que muitos estilistas ainda dão preferência às modelos de cor clara, preterindo as suas colegas negras.

Trajada de top branco simples e jeans, a beldade britânica comentou: "Ainda conto quantas meninas de cor aparecem nos desfiles. No ano passado foi pior em Nova York."

"Nos desfiles de alta-costura de Paris só uma menina negra participou nos desfiles. Isso não pode ser mera tendência."

Para destacar o problema, a Vogue italiana decidiu usar principalmente modelos negras na sua edição de julho.

Naomi Campbell foi a Abuja e à capital comercial da Nigéria, Lagos, no fim de semana, para participar no lançamento de uma série de shows de verão e desfiles de moda. Foi a sua primeira visita ao país.

Patrocinado pelo jornal nigeriano This Day, o festival fará escalas em Washington, em agosto, e Londres, em outubro, e tem por objectivo destacar o que há de melhor na música e moda africanas.

Recentemente, a carreira de Naomi Campbell vem ganhando menos destaque que os seus problemas com a lei.

No mês passado, ela confessou-se culpada de agressão num incidente no aeroporto de Londres e foi sentenciada a cumprir 200 horas de serviço comunitário.

No ano passado, depois de atirar um celular na sua empregada durante uma discussão em torno de uma jeans, ela passou cinco dias a fazer faxina em casas de banho públicas como parte de uma sentença dos serviços comunitários em Nova York.

Ela alegou que o incidente no aeroporto de Londres foi motivado em parte pelo facto de alguém a ter chamado de "Golliwog", termo pejorativo referente a bonecas negras.

Indagada sobre a sua experiência pessoal com o racismo, Campbell respondeu apenas "eu sou uma lutadora". (X)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Morreu Yves Saint Laurent

PARIS - Yves Saint Laurent, um dos grandes estilistas franceses do século 20, morreu na noite deste domingo em Paris, informou seu amigo e sócio Pierre Bergé.
Bergé não deu detalhes sobre a causa da morte, mas disse que o estilista morreu após uma prolongada doença.
Saint Laurent, que tinha 71 anos, "explodiu" no mundo fashion em 1958 como menino-prodígio e sucessor de Christian Dior, segundo o jornal "New York Times".
O estilista ficou famoso por seus elegantes fatinhos femininos, que redefiniram o guarda-roupa da mulher moderna.
Em 2002, Saint Laurent anunciou a sua aposentadoria e o encerramento da empresa de alta costura com o seu nome, em Paris, fundada 40 anos antes.
O evento foi visto no mundo da moda como o fim de uma era.
Saint Laurent nasceu em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia. Ele venceu um prêmio de desenho de moda aos 17 anos e, um ano depois, matriculou-se na escola de alta costura Chambre Syndicat.
O então estudante foi apresentado a Christian Dior, considerado o maior criador de moda da época, que, impressionado com o talento de Saint Laurent, contratou-o de imediato.
Quando Dior morreu inesperadamente em 1957, Saint Laurent foi nomeado chefe da casa Dior com apenas 21 anos. No ano seguinte, a sua primeira colecção para a marca, com foco no vestido trapézio -com ombros estreitos e saia solta- foi um sucesso, considerado uma renovação depois de anos de roupas estruturadas e cinturas marcadas.
Em 1960, Saint Laurent foi chamado ao serviço militar, mas ao final do ano obteve dispensa médica por depressão nervosa. A sua vida foi marcada por períodos de depressão.(X)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A MODA ESTÁ MORTA

"A moda está morta", foto do espanhol Luis Sanchís, é uma das atrações do 8º Festival de Moda e Fotografia, que será aberta durante o Campeonato Europeu de Futebol/2008, em Viena, na Áustria
Foto: EFE

A cada cem modelos, apenas duas são negras

Pesquisa divulgada pelo World Wide Trend mostrou que em desfiles e campanhas publicitárias, em cada cem modelos, apenas duas são negras.
Um dos dirigentes do observatório, o estilista italiano Alviero Martini, resolveu corrigir este déficit organizando um desfile em Milão com 44 modelos negras, 24 de origem brasileira e 20 de origem africana.
Martini acusa ainda grifes e agências de modelos de clarearem a pele das modelos negras em fotos e books, e a tendência tende a piorar, segundo a pesquisa que acompanhou 60 testes internacionais entre 2007 e 2008.
"As modelos negras são raríssimas tanto nos desfiles quanto nas revistas. Desse modo, a moda acaba refletindo uma sociedade homogênea que é falsa", desabafa o estilista italiano.
Segundo a agência de modelos Mode Black, situada em Paris, modelos negras só conseguem encontrar trabalho na Inglaterra e na Itália.(X)