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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Autor Dan Brown muda para Washington por novo livro

O autor Dan Brown está de mudança para Washington para continuar com a sua bem-sucedida série de livros sobre a teoria da conspiração "O Código Da Vinci".

O último romance de Brown, "O Símbolo Perdido", será lançado a 15 de setembro e de novo retrata o simbologista fictício de Harvard Robert Langdon, numa história que se realiza num período de 12 horas.

O local e a trama do livro estavam guardados em segredo até que a editora lançou duas capas do livro nesta quarta-feira, no início de uma campanha promocional que inclui palavras cruzadas online e códigos.

A capa norte-americana do livro traz uma imagem do Capitólio com um lacre de cera vermelho contra um fundo de símbolos, enquanto a capa na Grã-Bretanha e na Austrália traz o Capitólio e uma chave.

O editor de Brown nos Estados Unidos, Jason Kaufman, da Knof Doubleday, uma marca da editora Random House, disse em um comunicado que o livro é "em grande medida" passado em Washington, mas "é uma Washington pouco reconhecida".

"Como podemos esperar, o escritor tira o véu - revelando um mundo não visto de misticismo, sociedades secretas, e locais escondidos... que mostra uma época anterior da América", disse Kaufman.

"O Símbolo Perdido" terá 6,5 milhões de cópias na primeira impressão em língua inglesa - a maior impressão da Random House, uma unidade do grupo alemão Bertelsmann AG.

"O Código Da Vinci" teve mais de 81 milhões de cópias impressas desde seu lançamento em 2003 e ficou no topo dos livros mais vendidos no mundo todo, com uma história que despertou indignação no Vaticano e em muitos católicos devido à história ficcional sobre conspiração na Igreja.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Antigo Testamento ao serviço da luta contra a Sida

Uma campanha apresentada na passada terça-feira no México utiliza frases do Antigo Testamento para promover o uso do preservativo entre a população do país como meio para combater a expansão da Sida.
“Ama ao teu próximo como a ti mesmo. Usa preservativo” e "Gozar não é pecado. Arriscar a tua vida e a do teu parceiro, sim. Protege-te do HIV e da SIDA” são os lemas desta iniciativa promovida por duas associações: a Rede Nacional Católica de Jovens pelo Direito a Decidir e Católicas pelo Direito a Decidir.


A campanha consistirá em cartazes e folhetos divulgados nos comboios e estações do metro da capital mexicana antes e durante a Conferencia Internacional sobre Sida 2008, que se realiza na cidade de 3 a 8 de Agosto.

sábado, 19 de julho de 2008

Vítimas de abusos criticam pedido de desculpas de Bento XVI

SYDNEY - Organizações australianas que representam os interesses das vítimas de abusos sexuais cometidos por padres no país manifestaram o seu descontentamento com o que consideraram uma "desculpa vazia" pedida neste sábado, pelo papa Bento XVI.

"Quando se vai pedir perdão a uma vítima, deve-se fazê-lo directamente, dizer-se que o sente e procurar medidas para ajudar, o que não ocorreu hoje", disse Chris MacIsaac, presidente da organização Broken Rites, que presta assistência a pessoas que sofreram abusos cometidos pela Igreja Católica na Austrália.

O papa disse, durante a homilia de uma missa na catedral de Santa Maria de Sydney, na qual estavam presentes os bispos australianos, que lamentava muito "pela dor e o sofrimento das vítimas", e assegurou que, "como seu pastor, também compartilha o seu sofrimento".

Bento XVI falou a uma audiência de 3.400 pessoas, dentre as quais se encontrava o arcebispo de Sydney, o cardeal George Pell, além de bispos, seminaristas, religiosos e estudantes de escolas católicas do país.

MacIsaac apontou que duas vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica pediram audiências com o papa durante a sua visita à Austrália, mas que ele não as concedeu, o que qualificou como "significativo, especialmente quando dizem que esta desculpa era para eles".

"O papa utilizou a palavra 'perdão', e eu acho que realmente lamenta por tudo", disse por sua vez, Stephen Woods, que foi estuprado pelo sacerdote australiano Gerald Ridsdale quando tinha apenas 14 anos.

Ridsdale foi processado em 1995, declarou-se culpado de ter estuprado Woods e continua na prisão.

Mas Woods, que sofreu abusos de outros dois padres aos quais foi pedir ajuda, disse ser "inaceitável" o pedido feito hoje pelo papa aos católicos, para que "apóiem e assistam os bispos, e trabalhem com eles para combater este mal".

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Pais de meninas abusadas por padre pedem audiência com papa

SYDNEY, Austrália - Os pais de duas meninas violentadas repetidas vezes por um padre na Austrália pediram uma audiência com o papa Bento XVI. Eles vão pedir que a Igreja mude a sua atitude em relação aos abusos sexuais e a suas vítimas, confirmaram nesta quarta-feira, 16, fontes oficiais.
Anthony e Christine Foster, que actualmente vivem na Europa, partiram na noite de terça-feira para a Austrália, com a intenção de se reunirem com o papa Bento XVI, que chegou ao país no último dia 13 para participar na Jornada Mundial da Juventude.
Emma, uma das filhas do casal vítima de abusos, suicidou-se no inicio deste ano, quando tinha 26 anos. Já a sua irmã, Katherine, que era alcoólatra, sofreu um acidente em 1999 que a deixou com graves sequelas físicas e mentais.
O casal Foster, que dará uma entrevista colectiva assim que chegar à Austrália, disse a uma rede de TV que espera que tanto o pontífice como o bispo de Sydney, o cardeal George Pell, se manifestem a propósito.
O padre Kevin O'Donnell, que abusou de Emma e Katherine quando elas eram adolescentes e cursavam o ensino médio em Melbourne, morreu em 1997, depois de passar um tempo na prisão por inúmeros abusos sexuais.
Anthony Foster disse que, no encontro com o papa, exigirá que a Igreja e seus advogados mudem a forma como tratam as vítimas de abusos, que as ofereçam apoio contínuo e que não se limitem a lutar contra elas nos tribunais.
Bento XVI, que finalizará a sua visita no próximo domingo, afirmou que vai pedir desculpas às vítimas de abusos sexuais por parte de padres da Austrália, assim como fez na sua última viagem aos Estados Unidos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Clérigo egípcio pede que fiéis rezem menos e trabalhem mais

A preocupação com excessos na expressão da religiosidade por parte da população egípcia - que estaria a afectar a produtividade do país - levou um importante clérigo a recomendar que as pessoas rezem menos e trabalhem mais.
“Rezar é muito bom... dez minutos devem ser suficientes”, diz a fatwa, ou decreto religioso, do Sheik Yusuf Qaradawi, publicado na sua página na internet. Apesar de parecer uma contradição um religioso mandar os seus fiéis a rezar menos, a fatwa de Qaradawi foi elogiada por outros religiosos, que disseram que o Islão não se opõe à produtividade. Um estudo do governo egipcío concluiu que os seis milhões de trabalhadores estatais trabalham, de facto, apenas 27 minutos por dia. A influência dos hábitos ligados a prática da religião sobre a produtividade é perceptível no cotidiano. Muçulmanos devotos rezam cinco vezes por dia, duas delas durante o horário comercial diurno.
E nos últimos anos, o número de pessoas que abraçam a fé com maior devoção tem aumentado. Um dos motivos apontados são as cada vez mais numerosas escolas religiosas, ou as madrassas, abertas com dinheiro da Arábia Saudita, que ensinam uma vertente mais radical do islamismo sunita, o wahabbi, dizem os analistas do fenómeno. Além disso, num país que vive sob o comando do mesmo presidente há vinte e sete anos - em um regime secular com leis de emergência que restringem a actuação política -, muitos consideram que a religião é uma forma de expressar oposição e descontentamento para boa parte da população. A crise econômica que se abate sobre o Egipto é ainda outro factor apontado por aproximar as pessoas da religião. Em anos recentes, locais de trabalho e mesmo estabelecimentos comerciais passaram a disponibilizar espaços apropriados para as pessoas se ajoelharem e rezar.
Quanto maior a devoção, maior o status social da pessoa. O problema é que muita gente está a gastar um tempo cada vez maior neste ritual, que inclui a lavagem dos pés, mãos, braços, cabeça e rosto. E, se, durante a oração propriamente dita, a pessoa resolver recitar um dos versos maiores do Alcorão, a interrupção pode chegar a meia hora. O problema é que se o serviço levar oito horas, a pessoa está eximida de responsabilidade porque se assume que “Deus não quis”. Muitos consideram a expressão Inshallah, que se tornou um maneirismo linguístico, um símbolo da crescente religiosidade do país. Outro símbolo de devoção que vem ganhando prestígio, além do véu para as mulheres e o Inshallah, é a zebiba, ou ferida na testa das pessoas, sinal de que ela se curvou a ponto de tocar o chão por várias vezes. Vários crentes dizem acreditar que a zebiba, por ser desejável, pode ser fabricada artificialmente, por vezes usando um ferro quente.(X)