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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A revolução eléctrica do 'rock'n'roll' faz 40 anos


A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos “blues”, o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.

Quando se mostraram ao público pela primeira vez, em 1968, os Led Zeppelin revelavam-se ambiciosos o suficiente para se proporem mudar o percurso da música popular desenhado até então pelos quadrantes guitarra-bateria-baixo-voz. 40 anos após a edição do primeiro álbum, celebrados hoje, a sobranceria transformou-se em realidade evidente, mesmo que o gosto ainda se discuta.

Led Zeppelin, editado a 12 de Janeiro de 1969, foi primeiro fruto de um investimento esforçado e ponto de partida para uma história de sucessos e tragédias milionárias.
Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico.

Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um "supergrupo" daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês,Lead Zeppelin), pronto a despenhar-se.

Os contactos certos construíram oline up final. No baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues.

Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.

Ao primeiro álbum, a revolução, mais eléctrica e mais pesada que nunca, da história do rock'n'roll escrito em 12 compassos, ainda que com espaço para as guitarras acústicas e nem sempre (mas quase sempre) cantando as graças abençoadas pela sexualidade. E primeiro passo para a coerente incoerência criativa do grupo, escrevendo e "roubando" (há quem diga que até o fizeram sem aspas) aos standards do Mississippi e ao folclore da velha Albion.

Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980. Tudo depois do primeiro Led Zeppelin, só depois as lendas de excesso, o mesmo que acompanha os fãs, que continuam a querê-los de volta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Led Zeppelin deve fazer digressão sem Robert Plant


A banda de rock britânica Led Zeppelin está a equacionar a possibilidade de realizar uma digressão e gravar sem a participação do vocalista Robert Plant, que tem resistido às pressões para compor a formação original da banda, informou a BBC.
O grupo, que vendeu cerca 300 milhões de álbuns e é considerado uma das bandas de rock mais influentes de todos os tempo, juntou-se em dezembro de 2007 para um show beneficente em Londres, na sequência dos apelos de fãs para voltarem a fazer digressões.

O guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones concordam, e com entusiasmo, em voltar para o palco, assim como o baterista Jason Bonham, filho do membro original da banda John Who, falecido em 1980, após uma luta contra o alcoolismo. No entanto, Plant, que construiu a carreira de maior sucesso entre os membros da banda, sempre se mostrou relutante e no último mês divulgou um comunicado confirmando suas intenções.

"Ao contrário do grande número de recentes reportagens, Robert Plant não irá gravar ou fazer qualquer digressão com Led Zeppelin", disse ele numa nota.

Jones disse à Radio Devon, da BBC, que a banda tem testado possíveis substitutos para Plant. "Nós queremos fazer isso", disse o guitarrista. Jones disse que a banda, separada desde 1980, planeia lançar um novo álbum e fazer uma digressão.

Outras grandes bandas vêm tentando juntar-se com novos componentes. A mais notável é a banda Queen, que tem trabalhado com Paul Rodgers no vocal nos últimos anos, substituindo Freddie Mercury que morreu em 1991.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Guitarrista e baixista do Led Zeppelin tocam com Foo Fighters

NOVA IORQUE - O guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones, do Led Zeppelin, participaram num show do Foo Fighters na noite de sábado, 7, no estádio de Wembley, em Londres, fazendo do show uma apresentação sem par na história do rock.
Os dois juntaram-se ao Foo Fighters para tocar Rock and Roll e Ramble On, ambas músicas do Led Zeppelin.
O baterista Taylor Hawkins encarregou-se do microfone na primeira música, e o vocalista Dave Grohl, na segunda.
Grohl, um fã inveterado do Led Zeppelin que se disponibilizou a tocar na volta do grupo em dezembro de 2007, em Londres, afirmou à multidão que a experiência de sábado havia sido "a maior de toda a minha vida."
A digressão de verão do Foo Fighters pela Europa continua na quarta-feira, em Bergen (Noruega), e termina no dia 22 de junho, no Festival Southside (na Alemanha).
A banda começa a sua apresentação na América do Norte no dia 9 de julho, na Key Arena (em Seattle). (X)