RÁDIO MOÇAMBIQUE

RÁDIO MOÇAMBIQUE
CLICA NA IMAGEM. NOTÍCIAS ACTUAIS DO PAÍS
Mostrar mensagens com a etiqueta Rock n´Roll. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rock n´Roll. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de agosto de 2009

Les Paul, o pioneiro da guitarra elétrica, morre aos 94 anos

Jimmy Page a receber de Les Paul uma guitarra por si autografada em 1987
O guitarrista Les Paul, um dos pioneiros no desenvolvimento da guitarra eléctrica e dono de uma marca de instrumentos com o seu nome, morreu nesta quinta-feira, 13, aos 94 anos, devido a uma pneumonia. Segundo a fabricante de guitarras Gibson, Paul morreu ao lado dos seus amigos e familiares.   

Nascido em Wisconsin, em 1915, Paul começou a sua carreira como músico em Chicago. Aos 13 anos, infeliz com o som produzido pela sua viola, o inventor decidiu descobrir um meio para amplificar o som do instrumento. A primeira tentativa foi colocar um captador de som de um telefone sob as cordas, o que não produziu o efeito desejado. Um ano mais tarde, Paul obteve melhores resultados colocando uma agulha de um fonógrafo sob as seis cordas do instrumento. Entre 1940 e 1941, o músico criou uma viola quadrada de madeira maciça, com captadores e cordas de aço, chamado de “O tronco”, na mesma época em que Leo Fender e Adolph Rickenbacker desenvolviam técnicas similares.

"Cheguei a uma boate e toquei com ele. Acharam que eu era louco", diria anos mais tarde. Alguns meses depois, deu ao novo instrumento o formato tradicional da guitarra. Em 1952, a Gibson iniciou a produção da guitarra desenvolvida por Les Paul, que se tornou uma das mais populares do mundo, usadas por músicos como Jimmy Page, do Led Zeppelin e Pete Townshend, do the Who. 

Além da guitarra eléctrica, Les Paul, cujo nome real é Lester William Polfus, inventou o sistema de gravação em canais, que permite ao artista gravar o som de vários instrumentos em momentos diferentes e depois fundir as gravações para formar a música em estúdio, o que é considerado um marco na história do rock'n'roll e um factor crucial na evolução do gênero musical.

Les Paul era conhecido por fabricar as suas guitarras personalizadas, com as quais presenteou muitos músicos influentes, com o ex-Beatle Paul McCartney.

Nos últimos anos, mesmo doente, Paul tocava todas as segundas-feiras num clube de jazz de Nova Iorque, o Iridium, ao lado de estrelas do rock convidadas como o próprio Page, além de Mark Knopfler, ex-Dire Straits, Eddie Van Halen e Bruce Springsteen.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A revolução eléctrica do 'rock'n'roll' faz 40 anos


A 12 de Janeiro de 1969, os Led Zeppelin editavam o seu álbum de estreia. Depois de primeiros concertos que anunciavam uma nova leitura dos “blues”, o disco, homónimo, confirmava as suspeitas. Hoje, 40 anos depois, continuam a cultivar o mesmo título de sempre: os mais desejados.

Quando se mostraram ao público pela primeira vez, em 1968, os Led Zeppelin revelavam-se ambiciosos o suficiente para se proporem mudar o percurso da música popular desenhado até então pelos quadrantes guitarra-bateria-baixo-voz. 40 anos após a edição do primeiro álbum, celebrados hoje, a sobranceria transformou-se em realidade evidente, mesmo que o gosto ainda se discuta.

Led Zeppelin, editado a 12 de Janeiro de 1969, foi primeiro fruto de um investimento esforçado e ponto de partida para uma história de sucessos e tragédias milionárias.
Em 1968, e ainda sem disco editado, os Led Zeppelin tinham garantidos 200 mil dólares da americana Atlantic Records. Ahmet Ertegun, apaixonado pela tradição musical americana, reconhecia em Jimmy Page um explorador dos blues, guitarrista inventivo, produtor esclarecido e discípulo do lendário misticismo de Robert Johnson, o que tinha vendido a alma ao diabo em troca do dote que o tornou mítico.

Page pronunciava-se vítima da separação dos Yardbirds (por onde passaram também Eric Clapton e Jeff Beck) e procurava um novo grupo para fazer desfilar o seu ego consciente. Quis Keith Moon e John Entwistle, ambos dos The Who, como secção rítmica mas a resposta não foi a esperada: um "supergrupo" daquela natureza seria como um dirigível de chumbo (em inglês,Lead Zeppelin), pronto a despenhar-se.

Os contactos certos construíram oline up final. No baixo, John Paul Jones, com formação divagante entre Charles Mingus e Rachmaninov, o multi-instrumentista que assinou arranjos para os Rolling Stones ou Donovan. Bateria e voz com John Bonham e Robert Plant, vindos dos Band of Joy e apresentados quase como messias de um novo british blues. Resultado: luta de egos com pouca rivalidade mas boas doses de virtuosismo competitivo, limitado pela referência primeira para cada um: os blues.

Este deixou-se rodear de contos britânicos, das mágicas brumas de Avalon e das explícitas referências ao universo criado por Tolkien. Mas foi sempre a personagem principal no enredo assinado pelos Zeppelin.

Ao primeiro álbum, a revolução, mais eléctrica e mais pesada que nunca, da história do rock'n'roll escrito em 12 compassos, ainda que com espaço para as guitarras acústicas e nem sempre (mas quase sempre) cantando as graças abençoadas pela sexualidade. E primeiro passo para a coerente incoerência criativa do grupo, escrevendo e "roubando" (há quem diga que até o fizeram sem aspas) aos standards do Mississippi e ao folclore da velha Albion.

Hoje são vistos como profetas do heavy metal e de quase tudo o que lhes seguiu por entre alguns dos estereótipos da década de 70. Recordes de assistência ao vivo, mais de 300 milhões de discos vendidos e um final sem retorno, ditado pela morte de John Bonham em 1980. Tudo depois do primeiro Led Zeppelin, só depois as lendas de excesso, o mesmo que acompanha os fãs, que continuam a querê-los de volta.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Vietnam liberta o roqueiro Gary Glitter após quase trés anos

O Vietnam libertou esta terça-feira, 19, o roqueiro britânico Gary Glitter, depois de quase três anos de prisão por ter abusado sexualmente de duas meninas vietnamitas menores de idade. A informação é do advogado do cantor.
Glitter, 64 anos, cujo nome real é Paul Gadd, foi preso em novembro de 2005 no aeroporto Ho Chi Minh quando tentava deixar o país. Após um julgamento que durou um dia e no qual se declarou inocente, foi sentenciado a três anos de prisão.
"O meu cliente é um homem livre agora, mas será escoltado directamente ao aeroporto para retornar a Londres. Deve chegar a Londres amanhã", disse o advogado de Glitter.
Glitter foi retirado da penitenciária de Thu Duc, a 190 quilômetros ao norte de Ho Chi Minh City, num jipe policial com janelas escurecidas, frustrando os jornalistas de tablóides britânicos reunidos na entrada da prisão.
A expectativa é que o roqueiro viaje até Londres fazendo escala em Bangcoc, onde a polícia de imigração já disse que será rejeitado como indesejável se tentar ingressar na Tailândia.
A mídia estatal vietnamita informou na semana passada que Glitter vinha fazendo tarefas manuais na clínica da penitenciária, situada na província vizinha a Ba Ria-Vung Tau, onde ele vivia em um bangalô e molestou duas meninas de 11 anos.
Gary Glitter chegou à fama nos anos 1970 com astro do "glam rock". Seus sucessos incluem "Rock and Roll (Parts 1 & 2)", "I Love You Love Me Love", "Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)" e "I'm the Leader of Gang (I am)".