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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Corrida aos sapatos 'Bye Bye Bush'

Os sapatos que quase acertaram na cara de George W. Bush estão a tornar-se um sucesso comercial a nível planetário. A empresa turca que alegadamente fabricou o par lançado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi contra o Presidente dos EUA revelou ontem que se viu obrigada a contratar cem novos empregados para responder ao aumento das encomendas do modelo 271 já devidamente rebaptizado Sapato Bush ou Bye Bye Bush.

Segundo o chefe de vendas da Baydan Shoes, sediada em Istambul, os pedidos dispararam e vêm de todo o mundo, incluindo o Iraque e os EUA. Desde o dia em que Al-Zaidi arremessou os sapatos contra Bush, durante uma conferência de imprensa em Bagdad, a empresa recebeu encomendas para 370 mil pares. Normalmente vendia 15 pares por ano.

O sucesso da empresa turca já motivou críticas da família do jornalista. Durgham al-Zaidi atacou aqueles que estão a lucrar à custa do irmão. "Não faz qualquer sentido! Estas pessoas estão a tirar partido daquilo que o meu irmão fez," disse Durgham, citado pelo jornal britânico Telegraph. "Os sírios dizem que os sapatos foram produzidos na Síria. Os turcos dizem que foram eles a fazê-los. Há quem diga que o meu irmão os comprou no Egipto. Mas tanto quanto sei, ele comprou-os numa loja em Bagdad e são feitos no Iraque."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O sapato

Um sapato é erguido durante um protesto contra a visita surpresa do presidente americano George W. Bush ao Iraque, no bairro de Cidade Sadr, em Bagdá, nesta segunda-feira.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Jornalista iraquiano atira sapato contra Bush

O gesto do jornalista iraquiano que atirou os seus sapatos contra George W. Bush durante uma visita "relámpago" do presidente americano ao Iraque no passado domingo, é um retrato amargo do fim do mandato de um dos chefes de Estado mais impopulares da História americana.

De acordo com analistas políticos o gesto representa esse final melancólico, além da falta de credibilidade e legitimidade do governo liderado por Bush, jornalista Edmundo Galiza Matos.
George W. Bush tentou minimizar o incidente, dizendo que a atitude do repórter, que também o chamou de "cão", não representa um movimento maior no Iraque.

Na cultura árabe, ser chamado de "cão" é um grave insulto e os sapatos são um instrumento de desprezo: em 2003, os iraquianos atacaram da mesma forma a estátua do ex-ditador Saddam Hussein a sapatadas.

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enalteceu a coragem do jornalista iraquiano que lançou os seus sapatos contra o presidente dos EUA, George W. Bush.

Ferrenho crítico da Casa Branca, Hugo Chavez é conhecido por ter em diversas ocasiões desferido toda sorte de impropérios contra George W. Bush, que deverá abandonar o poder em janeiro.

"Aquilo é que chama ser corajoso", disse um sorridente Hugo Chávez numa transmissão da televisão estatal venezuelana, que repetiu várias vezes a cena em que Bush esquiva-se de forma magistral do sapato arremessado pelo jornalista iraquiano.

Em novembro, uma pesquisa divulgada pela rede de televisão CNN mostrou que Bush está a deixar a Casa Branca como o presidente mais impopular desde que as sondagens de aprovação de governo surgiram, há mais de seis décadas.
Antes de Bush, o recorde de rejeição era de Harry Truman, cuja gestão era desaprovada por 67% dos americanos em janeiro de 1952, o seu último ano na Casa Branca.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Exército americano não tinha planos pós-guerra no Iraque

As decisões erradas dos principais comandantes militares americanos, que assumiram que a guerra tinha terminado, estabeleceram as bases para o desastroso plano do pós-guerra e ocupação do Iraque.
A conclusão consta de um relatório oficial do Exército dos Estados Unidos sobre a história da Guerra do Iraque, A ser publicado hoje, mas que foi ontem antecipado pela imprensa norte-americana.
O relatório de quase setecentas páginas, intitulado “On Point II: Transition to the New Campaign”, analisa as operações do exército americano no Iraque entre maio de 2003 e janeiro de 2005.
O documento conclui que os comandantes militares e civis estiveram muito centrados numa vitória militar e não tinham uma visão realista do que o Iraque deveria ser após a guerra.
Estas críticas não são novas, mas é a primeira vez que o exército americano fala sobre o assunto.
O documento afirma, segundo o jornal “The New York Times”, que os meios militares usados eram suficientes para derrubar o regime de Saddam Hussein, mas não o eram para substituí-lo com o tipo de nação-Estado que os Estados Unidos da América queriam ver em seu lugar.
O exército, como principal corporação responsável das operações de terra, deveria ter insistido num melhor planeamento nas reuniões do Estado-Maior, acrescenta o documento.
Por exemplo, o chefe do Comando Central na época, o general Tommy Franks, surpreendeu a todos ao reformular os comandantes em Bagdad, mas a decisão fez com que o esforço militar ficasse ao comando de um general recém-promovido e de poucos funcionários.
Um dos principais problemas foi a falta de planos detalhados antes da guerra para a fase do pós-guerra, uma ausência resultante do optimismo na Casa Branca e do Pentágono sobre o futuro do Iraque.
Os autores do relatório do exército citam o comandante da artilharia da Terceira Divisão de Infantaria, Thomas Torrance, que afirma que “durante os testes e o desenvolvimento do plano perguntei-me: estamos em Bagdad, e agora?, e ninguém deu uma boa resposta”.
A transição para uma nova campanha não foi bem pensada, nem foi planeada ou preparada antes do início da guerra, explica o estudo.
Parte da culpa recai no Pentágono, então sob o comando do secretário de Defesa Donald Rumsfeld, que queria transformar o departamento em forças menores e rápidas e saborear a euforia da aparente fácil vitória no Afeganistão usando essas técnicas em vez de examinar o passado na busca de respostas para o futuro, conclui o documento a ser divulgado hoje.
Os historiadores do Centro Combinado de Armas do Exército baseiam-se em duzentas entrevistas com oficiais e funcionários no activo ou recentemente aposentados.
Os autores, o coronel Timothy Reese e o historiador civil Donald Wright, afirmam que nas instruções recebidas foi ordenado que não fugissem da polêmica, mas também que não se pronunciassem de forma definitiva sobre se as decisões de altos funcionários alteraram de modo decisivo o curso da guerra.(X)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Soldado americano morre no Iraque. E já vão 4.098

Um soldado americano morreu na quinta-feira na explosão de uma bomba na zona oeste de Bagdá, informou o Exército dos Estados Unidos.
Um total de 4.098 militares americanos morreram desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque em março de 2003.