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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

New York Times vende espaço de anúncios na primeira página

O jornal The New York Times anunciou que vai vender espaços para anúncios com textos e imagens na sua primeira página, na mais recente medida em busca por novas maneiras de ganhar dinheiro, enquanto enfrenta a queda prolongada da sua receita publicitária.

O primeiro anúncio, que saiu na parte inferior da primeira página da edição desta segunda-feira, é da emissora CBS. Uma porta-voz do jornal negou revelar quanto o jornal cobrou pelo anúncio e quanto espera receber anualmente pelo espaço publicitário. Não foi possível obter declarações imediatas de uma representante da CBS.

O anúncio, um rectângulo de 2,5 polegadas de altura, cobriu a parte inferior da primeira página. O NYT já publicou anúncios classificados na sua primeira página, geralmente algumas linhas de texto posicionados discretamente na página. Não ficou claro, de imediato, se anúncios com texto e imagens já apareceram na primeira página antes na história do jornal.

Devido a seu posicionamento destacado, esses anúncios frequentemente podem render muito mais dinheiro que os publicados nas páginas internas do jornal. Alguns jornalistas do Wall Street Journal, pertencente à News Corporation, de Rupert Murdoch, fizeram objecções à decisão do jornal de publicar anúncios com texto e imagens na primeira página, mas eles raramente chamam a atenção hoje.

O USA Today, maior jornal norte-americano em termos de circulação, pertencente à Gannett Co Inc, também publica anúncios de primeira página. Como outras editoras de jornais dos EUA, a The Times está a esforçar-xe para manter a sua saúde financeira e saldar dívidas, ao mesmo tempo em que a crise financeira mundial exacerba um declínio já alarmante na receita publicitária.

A empresa está a tentar vender a sua participação de 17,5 por cento na holding que é dona do time Boston Red Sox, disse à Reuters no final do mês passado uma fonte. Pelo menos uma pessoa já abordou a Times para discutir a possibilidade de comprar o jornal The Boston Globe, disse à Reuters na semana passada uma fonte bem informada sobre o assunto.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Corrida aos sapatos 'Bye Bye Bush'

Os sapatos que quase acertaram na cara de George W. Bush estão a tornar-se um sucesso comercial a nível planetário. A empresa turca que alegadamente fabricou o par lançado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi contra o Presidente dos EUA revelou ontem que se viu obrigada a contratar cem novos empregados para responder ao aumento das encomendas do modelo 271 já devidamente rebaptizado Sapato Bush ou Bye Bye Bush.

Segundo o chefe de vendas da Baydan Shoes, sediada em Istambul, os pedidos dispararam e vêm de todo o mundo, incluindo o Iraque e os EUA. Desde o dia em que Al-Zaidi arremessou os sapatos contra Bush, durante uma conferência de imprensa em Bagdad, a empresa recebeu encomendas para 370 mil pares. Normalmente vendia 15 pares por ano.

O sucesso da empresa turca já motivou críticas da família do jornalista. Durgham al-Zaidi atacou aqueles que estão a lucrar à custa do irmão. "Não faz qualquer sentido! Estas pessoas estão a tirar partido daquilo que o meu irmão fez," disse Durgham, citado pelo jornal britânico Telegraph. "Os sírios dizem que os sapatos foram produzidos na Síria. Os turcos dizem que foram eles a fazê-los. Há quem diga que o meu irmão os comprou no Egipto. Mas tanto quanto sei, ele comprou-os numa loja em Bagdad e são feitos no Iraque."

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Preso jornalista que matava para escrever

A polícia da Macedónia prendeu, no sábado, um jornalista suspeito de ser o autor de três crimes, em relação aos quais deu conta nas suas reportagens nos jornais onde trabalhava.
O jornalista Vlado Taneski, 56 anos, está acusado de sequestrar, torturar, violar e matar três mulheres com idades entre os 55 e 70 anos na cidade de Kicevo. Os crimes terão sido cometidos entre 2003, 2004 e Maio deste ano, segundo as autoridades, citadas pela imprensa internacional.

Taneski foi detido depois de a polícia ter confirmado, por meio de exames de ADN, que o esperma encontrado em duas das vítimas era dele. "O monstro de Kicevo", como o jornalista é já conhecido pela imprensa macedónia, trabalhava no jornal Utrinski Vesnik e como correspondente local do Nova Makedonija. Segundo o site BBC.com, a polícia da Macedónia começou a suspeitar do jornalista depois de este incluir detalhes nas suas reportagens que não tornou públicas. A publicação acrescenta ainda que outro homem já tinha sido já condenado pelos dois primeiros crimes. O terceiro crime foi cometido no mês passado.

Segundo as investigações, Taneski sequestrava as vítimas, e depois torturava, violava e asfixiava as mulheres. Após esquartejar os corpos, o jornalista colocava os pedaços em sacos de plástico e atirava-os para vários aterros ilegais, situados ao longo da estrada que liga a capital macedónia, Skopje, a Ohrid. "Todas as vítimas foram encontradas nuas, estranguladas e atadas com cabos telefónicos", acrescentou o porta-voz da polícia, citado pela BBC.com.

"Ele é suspeito também de estar envolvido no... [desaparecimento] de uma mulher de 78 anos, que continua desaparecida", disse o porta-voz da polícia daquele país, Ivo Kotevski. "A mulher foi sexualmente e fisicamente abusada. Por exemplo, a última vitima, uma mulher de 65 anos, foi encontrada com 13 ferimentos profundos no crânio e múltiplas fracturas nas costelas", acrescentou o porta-voz da polícia macedónia.

"Quando escrevia sobre os assassinatos, ele visitava as famílias das vítimas e falava com elas sobre o que tinha acontecido. Mas, na verdade, acompanhava o desenvolvimento das investigações", disse Kotevski, citado pela Folha Online. A polícia suspeita que Taneski tenha um cúmplice. O perfil das vítimas é muito semelhante: todas mulheres que trabalhavam no ramo da limpeza, mães solteiras e fisicamente parecidas com a sua mãe, com quem, segundo consta, não se relacionava bem. Nas suas reportagens, Vlado Taneski costumava dar detalhes das investigações dos assassínios das mulheres em Kicevo, casos que já foram levados à justiça e que resultaram na condenação de duas pessoas à prisão perpétua, apesar de ambas terem negado qualquer envolvimento nas mortes.(X)