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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os "Bons Rapazes" na Rua D' arte

O agrupamento musical moçambicano GHORWANE apresenta-se no sábado a noite (20h30) na Rua D’arte em Maputo, num concerto musical destinado a marcar o arranque de uma série de eventos programados para assinalar os 25 anos da banda.

Os "Bons Rapazes” – assim os apelidou o primeiro presidente de Moçambique Samora Machel – marca também o início da relação entre a banda e os gestores daquele espaço (Rua D’arte), uma vez que, doravante, será ali onde eles irão actuar com certa regularidade.

O concerto de sábado, 21, será uma simbiose dos temas que os “Ghorwane” produziram ao longo da sua carreira. Está também prevista uma exposição que retrata o historial do grupo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Dino Miranda: Os ares da terra

O guitarrista e compositor moçambicano Dino Miranda, apresenta sexta-feira ( 19 do corrente) as 20.30 horas o seu disco de estreia “Moya wa Kaya'' em acto a ter lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano.
O músico vive radicado em Cape Town, na África do Sul.
No concerto de sexta-feira, Dino Miranda, far-se-á acompanhar por Gibra na bateria (do Timbila Muzimba), Luke Saville nas teclas (músico sul africano e residente em Cape Town), Orlando Venhereque, Saxofone (moçambicano residente em Cape Town), Pateta na percussão, moçambicano residente em Cape Town, o moçambicano Filipinho no baixo baixo, Jimmy Gwaza guitarrista moçambicano, as mocambicanas Raima nos coros residente em Cape Town e a Noelmia do grupo coral Majascoral.
Dino Miranda para além de cantar vai tocar a sua viola acústica, num espectáculo que se espera venha a durar cerca de uma hora e meia.
Entretanto, antes da entrada da figura de cartaz, a banda Timbila Muzimba e os Rocats, estes últimos de género Reggae, abrem o espectáculo.
O jovem guitarrista já colaborou com artistas moçambicanos, da África do Sul, Zimbabwe, Inglaterra, Holanda, Jamaica, Brasil e outros países por ai fora. Entre os vários nomes que Dino Miranda trabalhou figuram nomes de Stewart Sukuma, Chico António, Jeff Maluleke, Teba, Azanaia, 340ml, Freshly Ground,Max Vidima, Napalma, Chris Hinze, Starkey Banton, Prince Malachi, Starkey Banton, Peter Spencer, Dawit Menalik Tafari.
Dino Miranda, entrou na carreira de músico em 1997, primeiro em Maputo, depois em Cape Town, na África do Sul. O jovem foi recentemente graduado pela Universidade de Cape Town.
Num passado recente, foi lançado internacionalmente o ultimo álbum "Friends e Stangers" de Max Vidima, musico zimbabweano, cujo o tema "Mai va Rossi'' 'e da autoria do Dino Miranda.
"Moya wa Kaya" é um disco de 14 canções. Em 2007 lançou o single "Fatal'' , obra que marcou o principio de uma nova era com rumo ao sucesso através de convites a sua participação em festivais internacionais.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Wazimbo: 60 anos ao serviço da música moçambicana

No passado dia 11 de novembro, Wazimbo, nome artístico de Humberto Carlos Benfica, completou 60 anos. Quarenta ao serviço da cultura moçambicana, particularmente da música.

O Waz – assim o chamam os seus amigos – nasceu no emblemático bairro da Mafalala. Aos oito anos ruma para o distrito de Chigubo, no então distrito de Gaza, onde inicia os primeiros passos para a sua actual carreira ao lado de nomes sonantes da música moçambicana, entre eles Hortêncio Langa, José Mucavele e Miguel Matsinhe.

Ainda década de 50, juntamente com Hlanga (irmão de Pedro Langa), JMucavele e Mmatsinhe, decidem formar “Os Rebeldes do Ritmo”, disignação abandonada pouco tempo depois com a adopção de “Silver Stars” e, já na entrada da década de 60, optam por um outro nome: “Geysers”.

Já com o guitarrista Pedro Nhantumbo, os “Geysers” conquistam o quarto lugar na única olimpíada musical realizada na então capital da colónia de Moçambique, Lourenço Marques, evento realizado no Cinema Nacional, hoje transformado em centro cultural universitário.

Dá-se então uma virada importante na carreira do Wazimbo: os seus companheiros são chamados para a “tropa”. Desfaz-se o grupo; o hoje sexagenário aceita, em 1972, um convite para se exibir em terras angolanas, aventura que durou dois anos.

Com outras vivências e experiências e amizades, Wazimbo regressa ao seu país em 1974, trabalha com artistas integrados na Associação Africana, iniciando assim uma meteórica ascensão no panorama musical de Moçambique já independente.

Em finais da década de 70 Humberto Carlos Benfica responde positavamente ao convite da Rádio Moçambique para integrar a banda desta estação emissora, o Grupo RM, a que se juntam outros “velhos” companheiros: Sox (guitarra), Zeca Tcheco (bateria), Milagre Langa (guitarra), José Mucavele (guitarra), Pedro Ben (vocais), entre outros. Foi uma verdadeira “Big Band” que, quanto a mim, imprimiu novos caminhos para a música ligeira moçambicana e ajudou a divulgar o nome de Moçambique nos palcos internacionais.

O Grupo RM desintegra-se ainda na primeira metade da década de oitenta, e muitos dos seus integrantes, entre eles Wazimbo, juntam-se a uma outra “Big Band”, a Marrabenta Star, integrada com duas vozes femininas de ouro: Mingas e Dulce.

A “Marrabenta Star” produz a famosa obra “Independence Marrabenta”, onde a marca “Waz” é reconhecida por bonitas interpretações, entre elas, “A Wapfana wa Wetela” e “Marosana”, bastante tocadas em barracas, bares e locais de entretenimento “chic”.

Em 1998, Wazimbo, já a solo, lança o seu disco, “Makwero”, gravado na África do Sul, país para onde pretendeu ir estabelecer-se a certa altura. Hoje, faz parte de um novo “Grupo RM”, apenas com dois nomes da primeira banda: Zeca Tcheco e Sox.

Wazimbo considera que o momento mais alto da sua carreira aconteceu em 1987 quando viaja e trabalha na Holanda e França, jornada que resultou na edição de dois discos “Independence” e “Pequinique”. Para tristeza do nosso sexagenário, os dois albuns nunca foram publicados e vendidos em Moçambique.