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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Honoris Causa em Educação para Janet Mondlane

A Universidade Eduardo Mondlane atribui a Janet Mondlane o título honorífico de Doutora Honoris Causa em Educação. O acto terá lugar no próximo dia 24, no Centro Cultural Universitário, no Maputo.

Para a atribuição desta honra, a Universidade Eduardo Mondlane justifica que é em reconhecimento do “inestimável exemplo de preocupação e compromisso com a causa da educação do povo moçambicano, antes, durante os tempos da Luta de Libertação Nacional, conduzida pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e no momento actual”.

E em reconhecimento à sua dedicação em prol da educação, o Conselho Universitário decidiu atribuir o título à viúva de Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO e arquitecto da unidade nacional.

Várias figuras do campo académico, político, cultural e social foram convidados para estarem presentes nesta cerimónia, que contará com a presença dos membros do Governo e personalidades nacionais e estrangeiras convidadas ao acto.

Janet Rae Mondlane nasceu em 1935, nos Estados Unidos. Em 1962 participou na fundação da Frente de Libertação de Moçambique, junto com Eduardo Mondlane e outras importantes figuras moçambicanas interessadas pela libertação do país do jugo colonial português.

Em 1963, Janet Mondlane tornou-se directora do Instituto de Moçambique, onde coordenava actividades de carácter educacional da FRELIMO. Mesmo depois da morte de Eduardo Mondlane, ela continuou a abraçar a causa dos moçambicanos dando, em 1969, prosseguimento ao seu trabalho no Instituto e constituindo-se como uma das personagens principais na luta pela libertação do país.

Depois da Independência de Moçambique, Janet Mondlane ocupou vários cargos de direcção, tendo sido directora do Ministério da Saúde. E de 1986 a 1992 trabalhou na Cruz Vermelha de Moçambique e, em 1996, institui a Fundação Eduardo Chivambo Mondlane.

Em 2000, foi eleita secretária executiva do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), onde trabalhou até 2003. Actualmente dedica-se à documentação da história de vida de Eduardo Mondlane.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado "o maior embaixador da cultura moçambicana".

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra "O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique", datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

A sua obra é "reconhecida em todo o mundo", tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, "Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Onde estão os estudos dos nossos acadêmicos?

Universidade Eduardo Mondlane. É a nossa maior universidade. E a mais antiga.
Vive hoje um dilema: não consegue aceder aos artigos científicos elaborados e publicados pelos nossos acadêmicos em revistas internacionais.
Quem assim desabafa é José Miguel. Director Científico da UEM.
Um lamento que ocorre quando a nossa universidade e a SID Sarek da Suêcia vão assinalar trinta anos de cooperação.
Para José Miguel os “saberes” produzidos pelas nossas universidades devem sair cá para fora, quer dizer: sair das gavetas, se é aí que se encontram, para consulta pelos investigadores, estudantes e interessados.
Os números falam por si: nos últimos dez anos os nossos “cabeças” publicaram nas mais conceituados revistas do mundo, 604 artigos científicos. Trabalhos duas mil e quatrocentas vezes usados por outros investigadores. Nacionais? É pouco provável.
Facto agravante: investigadores moçambicanos há que não conseguem ler artigos de colegas seus dado o facto de restrições no seu acesso. Quem assim o diz é Eloy Rodrigues da Universidade portuguesa do Minho.
Eloy lança o desafio: as universidades moçambicanas que criem o que designou de “depósitos de informação”, como repositórios institucionais, através dos quais se deve veicular e difundir o conhecimento e produção científica em Moçambique.