RÁDIO MOÇAMBIQUE

RÁDIO MOÇAMBIQUE
CLICA NA IMAGEM. NOTÍCIAS ACTUAIS DO PAÍS
Mostrar mensagens com a etiqueta Reino Unido. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reino Unido. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Yusuf Islam, ex-Cat Stevens, ganha processo por calúnia sexista

LONDRES - O cantor folk britânico Yusuf Islam, antes conhecido como Cat Stevens, aceitou na sexta-feira uma indeminização por calúnia e um pedido de desculpas de uma agência de notícias que divulgou que, numa cerimônia de premiação, ele se recusara a falar com mulheres que não estivessem trajadas com véu.
O músico, que mudou de nome depois de se converter ao islamismo, no final dos anos 1970, vai doar a indeminização "substancial" à organização beneficente Small Kindness, vinculada à ONU e que ele dirige.
Adam Tudor, seu advogado, disse à Alta Corte de Londres que a matéria que causou a acção judicial foi publicada pela World Entertainment News Network e usada no Contactmusic.com, um site que receberia 2,2 milhões de visitas por mês.
O artigo saiu em março do ano passado e sugeriu que o cantor "é tão sexista e preconceituoso que, numa cerimônia de premiação, se recusou a conversar com mulheres que não estivessem usando véu, ou até mesmo a reconhecer sua presença", disse o advogado.
"Sugeriu ainda que o empresário de Yusuf Islam afirmara que o cantor 'não fala com mulheres, a não ser com a sua esposa. E menos ainda se não estiverem usando véu. Coisas assim só acontecem através de um intermediário'."
Tudor disse que o artigo causou constrangimento ao cantor, criando uma impressão falsa da sua atitude relativa às mulheres e uma má impressão da sua religião.
A World Entertainment News Network divulgou um pedido de desculpas pelo incidente.
Yusuf Islam, 59 anos, é conhecido sobretudo pelos sucessos da época em que era Cat Stevens, incluindo "Wild World", "Morning Has Broken" e "Moonshadow".
Ele vendeu cerca de 60 milhões de álbuns como Cat Stevens, mas afastou-se do showbusiness em 1978, depois de converter-se ao islamismo.
Lançou seu primeiro álbum pop desde então em 2006.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Música "Bohemian Rhapsody" é a melhor música pop

"Bohemian Rhapsody", da banda inglesa Queen, foi eleita a melhor canção pop de todos os tempos numa pesquisa realizada no Reino Unido e divulgada nesta terça-feira. O levantamento, organizado pela empresa Onepoll, ouviu 10.000 pessoas, que escolheram a música composta pelo vocalista Freddie Mercury como a melhor do gênero.
Faixa do álbum All Night at the Opera, a canção ficou em primeiro lugar nas paradas inglesas por duas vezes: uma com o lançamento do disco, em 1975, e a outra em 1991, depois da morte de Mercury. Segundo o porta-voz da Onepoll, John Sewell, a música do Queen "ganhou com muito mérito". Confira o ranking das 10 melhores músicas pop da história, segundo a pesquisa da One Poll:
1 - "Bohemian Rapsody", Queen
2 - "YMCA",Village People
3 - "(Everything I Do) I Do It For You", Bryan Adams
4 - "Angels", Robbie William5 - "Red Red Wine", UB40
6 - "Imagine", John Lennon
7 - "Sweet Child O' Mine", Guns N' Roses
8 - "Billie Jean", Michael Jackson
9 - "Dancing Queen", ABBA
10 - "Can't Get You Out Of My Head", Kylie Minogue

terça-feira, 1 de julho de 2008

Amy Winehouse dá soco em fã em Glastonbury

A cantora Amy Winehouse voltou aos palcos no Festival de Glastonbury na noite do passado sábado, 28, e parece ter dado um soco num fã.
Ela socou em alguém que teria tentado pegar no seu cabelo enquanto ela encerrava a sua apresentação perto dos fãs na frente do palco, segundo o porta-voz da cantora.
Já o organizador do festival, Michael Eavis, afirmou que Winehouse disse a ele que alguém tentou pegar nos seus seios.
A cantora de soul foi sucedida no palco pelo rapper americano Jay-Z, que fez uma apresentação triunfante para calar os críticos que diziam que um show de hip-hop não deveria ser o destaque do festival.
Outras estrelas de um sábado com sol durante a maior parte do dia incluíam Duffy e Massive Attack.
O sol brilhou durante a maior parte do dia, secando a lama criada com a chuva de quinta e sexta-feira.
Cerca de 172 mil pessoas estavam no local na manhã de sábado, de acordo com estimativas da polícia.
Os crimes praticamente duplicaram em comparação com o ano passado, com 342 incidentes, contra 177 em 2007. Boa parte deste aumento foi gerada por furtos nas tendas.(X)

sábado, 28 de junho de 2008

Mais de 125 mil assistem à abertura do Festival de Glastonbury

LONDRES - Mais de 125 mil pessoas assistiram à inauguração do festival de música de Glastonbury na sexta-feira 27, um dos maiores do mundo, que terá apresentações de nomes como Amy Winehouse, Pete Doherty, The Verve e Jimmy Cliff.
Dezenas de milhares de barracas de campanha foram estendidas nos terrenos de Worthy Farm, em Pilton, no sudoeste da Inglaterra, onde o fazendeiro Michael Eavis organiza a mostra musical desde 1970.(X)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

"Ladrão do século pode ser libertado no Reino Unido

LONDRES - O britânico Ronald Biggs, conhecido como o "ladrão do século" pelo assalto ao comboio de Glasgow (Escócia) em 1963, pode ser posto em liberdade no prazo de um ano, informou nesta quinta-feira, 26, o seu advogado, Giovanni Di Stefano.
Biggs, que em 2001 regressou voluntariamente ao Reino Unido após permanecer no Brasil foragido da Justiça britânica, tem direito à liberdade condicional porque cumpriu um terço da sua pena de 30 anos, indicou o seu representante legal.
Segundo Di Stefano, o Ministério da Justiça enviou o caso de Biggs à Comissão da Liberdade Condicional, que deve decidir se lhe concede a liberdade em 2009. "Eles não contam o tempo em que (Ronald) permaneceu detido no Brasil e Barbados e certamente vou enfatizar isto, já que com isso a data da liberdade condicional seria em dezembro de 2008", disse o advogado.
"Ronnie conversou um pouco com o seu filho Michael e disse que agora pode ver o fim do seu pesadelo", disse. Biggs, que sofreu vários derrames cerebrais, foi condenado a 30 anos de prisão pela sua participação no roubo a um comboio dos Correios em 8 de agosto de 1963.
O bando de Biggs roubou 2,6 milhões de libras (3,2 milhões de euros), que nessa época foi a maior quantia roubada num só assalto. A polícia conseguiu deter os ladrões em janeiro de 1964. Após ser processado e condenado a 30 anos de prisão, Biggs foi para a penitenciária de Wandsworth (Londres), de onde fugiu 15 meses depois. Em seguida, fugiu para Paris, onde se submeteu a cirurgia plástica, e com um passaporte falso viajou à Austrália.
Após passar por vários países, o ladrão estabeleceu-se no Brasil, onde teve um filho. Como a lei brasileira não permite a extradição de um homem que tenha um filho nascido no país, o Reino Unido teve problemas para conseguir fazer com que Biggs voltasse para cumprir a sua pena.(X)

sábado, 7 de junho de 2008

O primeiro ícone da Pop electrónica no Reino Unido

Gary Numan. Em 1979, ainda acompanhado pelos Tubeway Army, foi o primeiro a atingir o número um da tabela de 'singles'; inglesa com 'Are Friends Electric?', uma canção pop assente nas novas ferramentas electrónicas. O álbum 'Replicas' foi lançado pouco depois.

"Replicas" apresentava, em 1979, um mundo de visões inspiradas em Bowie, Orwell e Philip K. Dick
A electrónica entrou nos estúdios e palcos da música pop, discretamente, em finais da década de 60. Mas só na década seguinte gerou primeiros álbuns capazes de chegar além dos pequenos nichos de atenção mais focada. A banda sonora de A Laranja Mecânica, de Walter Carlos (1971), e, pouco depois, Autobahn, dos Kraftwerk (1974), lançaram pistas. Brian Eno (dentro e fora dos Roxy Music) e David Bowie assimilaram sugestões. Contudo, só na ressaca da revolução punk a ideia de fazer pop essencialmente suportada por sintetizadores ganhou forma no Reino Unido. Bandas como The Human League, OMD, The Normal ou Cabaret Voltaire, entre outras mais, lançaram primeiros discos. Mas coube a um jovem de 21 anos, fã de Bowie, dos T-Rex e da literatura de ficção científica, o papel de transformar essa nova música num fenómeno popular. E foi ele quem, em 1979, levou pela primeira vez uma canção pop dominada por electrónicas ao primeiro lugar do top. Aconteceu com Are Friends Electric?, em Maio desse ano. Pouco depois, o LP Replicas, lançado semanas antes, conhecia igual capacidade de seduzir multidões.
Filho de um piloto de aviação, e com passado profissional que incluía uma curta temporada ao serviço de uma empresa que montava sistemas de ar condicionado, Gary Numan nasceu como Anthony James Webb em Londres, em Março de 1958. Uma guitarra oferecida nos dias de escola levou-o a formar várias bandas, a última das quais os Tubeway Army, com os quais se estreia em disco, de registo pós-punk, em 1978.
Igual a tantos outros, só depois do "tiro ao lado" do álbum de estreia ganhou confiança em levar adiante os seus sonhos e visões de uma música nova, alimentada por ideias colhidas na ficção científica, dos livros de Philip K. Dick aos de George Orwell, a filmes como À Beira do Fim, de Richard Fleisher (1973), ou Fuga no Século XXXIII, de Michael Anderson (1976). Na música, curiosamente, as suas referências apontavam não aos pioneiros alemães mas a David Bowie e Brian Eno.
Down in the Park falhou o top, mas conquistou a admiração do radialista John Peel, que com os Tubeway Army gravou uma sessão para a BBC. O entusiasmo levou a editora a aceitar gravar um álbum.
Replicas foi gravado em apenas cinco dias. E lançado poucas semanas depois, sob o nome Tubeway Army. O grupo, na verdade, estava já separado e toda a condução dos acontecimentos coube apenas a Gary Numan. Daí que edições posteriores anunciem o álbum como sendo de Numan, com a banda.
O sucesso do álbum deveu- -se em muito ao impacte das aparições televisivas de Numan. O músico fez então questão de comandar as operações. Proibiu os habituais jogos de luz e reduziu tudo a uma atmosfera robótica. Ou seja, compreendeu que a nova música exigia uma nova imagem. Não foi por acaso que se tornou então o seu primeiro ícone.(X)