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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Telefone sem fio

Instalação artística Out of Order, que empilha cabines telefônicas britânicas, é exibida em Kingston, no sul de Londres, nesta terça-feira. A obra é de autoria de David Mach.

terça-feira, 1 de julho de 2008

50 mil assistem a show em homenagem a Nelson Mandela

Dezenas de artistas homenagearam o líder sul-africano Nelson Mandela na passada sexta-feira, 27, num show no Hyde Park, em Londres, com um público de cerca de 50 mil pessoas.
Além de marcar os 90 anos de Mandela, que ele completa no mês que vem, o evento foi realizado para arrecadar fundos para a organização beneficente de combate à SIDA do líder, 46664, cujo nome é o número de Mandela nos 27 anos que passou na prisão por lutar contra o apartheid na África do Sul.
Mandela disse ao público: "Mesmo quando estamos a celebrar, vamos nos lembrar de que nosso trabalho está longe de estar completo - nosso trabalho é pela liberdade para todos."
Entre os artistas e as bandas que subiram ao palco na noite desta sexta-feira estavam Queen, Amy Winehouse, Simple Minds e Annie Lennox, além de vários cantores da africanos.
Ao se referir ao show Free Nelson Mandela no estádio de Wembley há 20 anos, o líder disse: "Há muitos anos houve um show histórico que pediu a nossa liberdade. As vossas vozes cruzaram as águas e nos inspiraram nas nossas celas da prisão longe daqui. Esta noite nós podemos estar diante de vocês, livres."
Mandela ressaltou, no entanto, que os esforços devem continuar. "Onde há pobreza e doença, incluindo AIDS, onde seres humanos estão sendo oprimidos, há mais trabalho a ser feito", disse Mandela, fazendo um apelo para que pessoas em todo o mundo continuem a ajudar a campanha 46664.
"Nós dizemos que hoje à noite, após quase 90 anos de vida, é tempo de novas mãos carregarem o fardo. Está nas vossas mãos agora, eu vos agradeço."
A festa foi aberta com o anúncio do actor Will Smith, que lembrou uma frase do cantor Peter Gabriel, em que ele dizia que "se o mundo pudesse ter apenas um pai, o homem que nós escolheríamos para ser nosso pai seria Nelson Mandela".
Annie Lennox, que se aprresentou no show em Wembley há 20 anos, subiu ao palco vestindo uma camiseta com os dizeres "HIV positivo". "Precisamos fazer algo para prevenir um genocídio virtual sobre o nosso povo", disse Lennox sobre o vírus.
A cantora Amy Winehouse, que está internada em um hospital por causa de um enfisema pulmonar, deixou o quarto para encerrar o show com a famosa música "Free Nelson Mandela", que virou um hino anti-apartheid nos anos 80 e foi entoada por todos os participantes do evento.(X)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Mandela chega a Londres para comemoração de seus 90 anos

LONDRES - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela chegou esta segunda-feira, 23, ao Reino Unido para participar por vários dias nas comemorações pelo seu 90.º aniversário, que terminarão na sexta-feira com um show no Hyde Park, em Londres.

A dupla espanhola Amaral, o grupo Simple Minds, a cantora Annie Lennox (do Eurythmics), o conjunto Sugababes e o cantor italiano Zucchero são alguns dos artistas que participarão no 46664 Concert, para um público formado exactamente por este número de pessoas.

Além de dar nome à campanha promovida por Mandela para consciencializar sobre os efeitos da Sida, 46664 foi o número de identificação do ex-presidente sul-africano durante os 27 anos de prisão sob o regime do apartheid na prisão da ilha de Robben.

A cantora britânica Amy Winehouse também deve participar no show caso os médicos permitam, pois a artista foi internada semana passada num hospital após desmaiar e, segundo o seu pai, sofre de enfisema, uma doença pulmonar crônica.

O dinheiro arrecadado com o grande evento musical será destinado à campanha 46664, que tenta conscienlizar sobre o impacto da Sida, principalmente em África, e promove medidas de prevenção eficazes em todo o mundo.

O acto também lembra os 20 anos do histórico show Free Mandela, realizado em 1988 na capital britânica, que pedia a sua libertação da prisão sul-africana, o que aconteceu dois anos depois.

As comemorações desta semana no Reino Unido contarão com a presença do ex-presidente americano Bill Clinton, do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e dos actores Will Smith, Robert De Niro e Forest Whitaker.

Mandela, que completa 90 anos a 18 de julho, dividiu em 1993 com o último presidente branco na África do Sul, Frederik de Klerk, o Prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços para estabelecer um regime democrático que acabasse com a segregação racial no país.

Um ano depois Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul.(X)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Memorial: Tributo a jornalistas mortos

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, inaugurou na noite desta terça-feira, em Londres, um monumento feito de cristal em homenagem aos jornalistas mortos no exercício da profissão. Baptizada de Breathing (respiração), a estrutura, em forma de um cone, tem cerca de dez metros de altura e foi desenhada pelo artista plástico espanhol Jaume Plensa. Ela ficará sobre o edifício da BBC e emitirá um sinal luminoso durante a apresentação do telejornal diário BBC News, às 23 horas.

Segundo informações do site do jornal espanhol El País, o monumento não homengeia apenas os jornalistas, mas também outros profissionais que perderam a vida trabalhando para que a informação chegasse às pessoas. É o caso de tradutores, guias e motoristas que acompanhavam profissionais de imprensa.
O Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (entidade que trabalha para melhorar a segurança dos jornalistas) estima que a cada semana, nos últimos dez anos, morreu um correspondente de guerra, enquanto outros foram assassinados na cobertura de casos de corrupção. Rodney Pinder, director do Instituto, disse durante a inauguração que os jornalistas mortos são "heróis da democracia, porque sem liberdade de imprensa não há liberdade". (X)

sábado, 7 de junho de 2008

Bob Dylan inaugura exposição em Londres

Londres - Bob Dylan vai mostrar a partir da semana que vem, na galeria de arte de Halcyon, em Londres, uma faceta distinta, embora não totalmente nova, da sua personalidade: a de pintor.
O processo que levou até a exposição começou há quase 20 anos, quando o músico norte-americano foi contactado pela editora Random House, que tinha visto alguns dos seus desenhos e lhe perguntou se queria fazer com eles um livro com o material que tivesse à mão.
O livro resultante, publicado em 1994 sob o título de Drawn Blank, reunia uma série de imagens executadas durante as suas digressões, ou com mais calma, nos estúdios de gravação.
"Tento viver da maneira mais simples possível, e desenhava qualquer coisa que me ocorresse. A idéia era fazê-lo sem nenhum tipo de afectação ou auto-referência. Queria oferecer uma espécie de panorâmica do mundo como o tinha diante dos meus olhos", explica Dylan, em entrevista publicada nesta sexta-feira, 6, pelo jornal The Times.
O artista afirma que gostaria que a resposta do público à sua obra fosse "emocional e instintiva", e que não se buscasse interpretações profundas.
"Pretendo deleitar o espectador. Não se deve buscar nada mais profundo. E se, pelo contrário, causar repulsa à vista, também está bom", afirmou.(X)