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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dustin Hoffman diz que Hollywood não valoriza os mais velhos

Aos 71 anos, o actor Dustin Hoffman diz que nunca vai se aposentar, mas pode ter de ir bem além de Hollywood para encontrar os papéis de que gosta. O seu último filme, Last Chance Harvey é uma pequena ode ao amor encontrado na maturidade, um tema que promete sucesso entre uma fatia crescente do público que vai ao cinema - os maiores de 40 anos. O filme estréia nos Estados Unidos neste Natal, 25.


No filme, Hoffman, que interpreta Harvey, conhece Kate (Emma Thompson). O actor disse que gostaria de fazer mais filmes para fãs mais velhos, mas não acha que os estúdios de Hollywood - que tendem a fazer grandes filmes, para abarrotar os cinemas - sejam capazes de assumir o público mais velho. "Se eu tivesse de usar minha energia, não seria para mudar o sistema dos estúdios. Seria para acrescentar duas ou três línguas ao meu repertório, que hoje consiste somente em inglês de rua", disse Hoffman em uma entrevista recente.


"Se eu falasse francês, espanhol e italiano, trabalharia em filmes que me interessam mais. Eles ainda honram as histórias de amor sobre pessoas com mais idade. Você pode envelhecer na Europa".


Hoffman, nascido e criado em Los Angeles, diz nunca ter entendido, quando criança, a obsessão com a juventude. Para ele, existe nos Estados Unidos "uma falta de respeito com a idade que não existe em todos os países".

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fotógrafo Julius Shulman passa por revival aos 97 anos

LOS ANGELES - Julius Shulman fez uma foto em 1960 que levou milhões de pessoas a sonhar com uma vida perfeita: duas mulheres sentadas numa casa de vidro aparentemente suspensa no ar, iluminada por baixo pelo sol de Los Angeles. Quase 50 anos após a famosa foto, o homem visto por muitos como o melhor fotógrafo arquitectônico da história virou figura cult para uma nova geração que cobiça a arquitetura moderna minimalista da metade do século 20 que ele difundiu pelo mundo.
"As pessoas estão a descobrir a arquitectura e o poder da fotografia", disse Shulman numa entrevista em sua casa, em Laurel Canyon, cercado por fotos e layouts de livros de arte de editoras como a Taschen. Revistas de estilo moderno, como Wallpaper e Dwell, também publicaram artigos recentes sobre Shulman, e a sua obra foi levada ao cinema num novo documentário, "Visual Acoustics: The Modernism of Julius Shulman", narrado por Dustin Hoffman. Shulman, que ainda é activo, atribui o seu sucesso ao facto de "estar no lugar certo na hora certa".
O lugar em questão foi Los Angeles num momento em que os modernistas estavam a construir o que seria essencial para o sonho californiano. A sua primeira grande chance aconteceu com um dos mais famosos arquitectos modernistas de Los Angeles, Richard Neutra, em 1936. "Neutra viu as fotos que eu fizera da sua casa. Fiz seis fotos. Ele nunca tinha visto fotos como as que eu fiz", contou Shulman. "Até então, eu apenas brincava com a minha máquina fotográfica."

FOTOS CINEMATOGRÁFICAS

As aclamadas fotos do trabalho de Neutra foram seguidas por uma enxurrada de encomendas de outros gigantes da arquitectura, especialmente Frank Lloyd Wright. Shulman passou 12 dias fotografando a casa de inverno de Wright e a sua escola Taliesen West, no Arizona, por onde passaram muitos dos arquitectos de Los Angeles.
Shulman reformou-se nos anos 1970, insatisfeito com o rumo da arquitectura no pós-modernismo. As dezenas de milhares de fotos que ele fez nos anos 1950 e 1960 projectam o optimismo dos modernistas, que acreditavam poder melhorar a vida através do bom design.
"As fotos são de natureza muito cinematográfica. Eu queria vê-las na tela grande e queria que as pessoas entendessem o espírito por trás da fotografia e arquitectura", disse o director do documentário, Eric Bricker. Bricker disse que o talento de Shulman é "todo intuição". "Shulman tem um senso incrível de composição e é mestre da luz", disse o director.
De facto, 70 anos após os seus primeiros trabalhos, Shulman, trabalhando com um fotógrafo assistente, ainda é capaz de criar composições deslumbrantes. No documentário, ele é visto fotografando o Walt Disney Concert Hall, projectado pelo seu amigo Frank Gehry, conhecido por sua arquitectura pós-moderna expressionista e que conseguiu os seus primeiros pedidos de trabalho através de Shulman. "Eu controlo o que chamo de a acústica visual", disse Shulman enquanto compunha a foto do interior vanguardista da sala de concertos criada por Gehry.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Animação 'Kung Fu Panda' faz humor com lutas marciais

A animação Kung Fu Panda parte de um conceito tão simples que o título, por si só, já explica tudo. O seu protagonista é um urso panda que tentar lutar kung fu, o que, sendo bem gordinho, não é nada fácil.
Em Kung Fu Panda, os personagens são tão carismáticos e as imagens tão sedutoras que é fácil esquecer a simplicidade da história. Além disso, a maior diferença desta animação para muitas outras é o senso de humor e diversão aguçados.
A versão legendada traz as vozes de Jack Black, como o Panda, Angelina Jolie, a Tigresa, Dustin Hoffman, o mestre Shifu. Nos personagens coadjuvantes, actores como Lucy Liu e Jackie Chan. O personagem-título é Po, que trabalha no restaurante de macarrão do seu pai, o ganso Sr. Ping. O facto de um panda ser filho de uma ave é uma evidente piada visual, porque nunca se procura explicar devidamente o detalhe absurdo.
Po sonha em ser um mestre do kung fu. Mas o seu pai acredita que ele deva herdar o restaurante. Não querendo magoar o pai, o panda afirma ter tido o "sonho do macarrão", que seria a prova de que ele vai mesmo manter a tradição da família. Ele finge ter aceite esse destino até o dia em que é escolhido, meio ao acaso, para cumprir uma antiga profecia: receber o pergaminho do dragão e defender o vale de um leopardo da neve furioso que estava preso.
Para desespero do Mestre Shifu, ele deverá treinar Po e deixá-lo no mesmo alto nível dos seus melhores alunos, uma tigresa, um macaco, uma serpente, um louva-deus e uma garça - conhecidos como "os cinco furiosos".
A escolha desses animais não foi ao acaso. Eles são inspirados em cinco estilos de lutas marciais. A escolha do panda e do cenário também não foi acidente - afinal, a Olimpíada deste ano será em Pequim.
Depois que Mestre Shifu aceita treinar Po, o que segue é uma sequência de acção, com várias lutas envolvendo o leopardo malvado, os cinco alunos de Mestre Shifu e o confronto final com o panda.

As imagens e o ritmo constante, além do bom timing da comédia, conseguem prender a atenção.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Filme "Rain Man" recebe adaptação teatral em Londres

( Actor Josh Artnett )


O filme Rain Man (1988) será adaptado para o teatro, com a participação do actor Josh Hartnett,
e será encenada em Londres, no final de agosto, segundo a revista norte-americana Variety.
Hartnett vai fazer o papel que, no filme original, era interpretado por Tom Cruise e terá ao seu lado Adam Godley no papel do autista Charlie Babbitt, que nos cinemas rendeu um Oscar de melhor actor para Dustin Hoffman.

O filme, dirigido por Barry Levinson, recebeu mais três prêmios da academia: melhor filme, melhor director e melhor roteiro original.
Protagonista do filme Dália Negra (2006), Josh Hartnett actualmente está a trabalhar nas gravações de Bunraku, novo filme do director Guy Moshe com lançamento previsto para 2009, onde Hartnett actua ao lado de Demi Moore.(X)