RÁDIO MOÇAMBIQUE

RÁDIO MOÇAMBIQUE
CLICA NA IMAGEM. NOTÍCIAS ACTUAIS DO PAÍS
Mostrar mensagens com a etiqueta Segunda Guerra Mundial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Segunda Guerra Mundial. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de junho de 2008

Morreu sobrevivente de Auschwitz, testemunha do massacre de 300.000 judeus

VARSÓVIA (AFP) - Um dos últimos sobreviventes do Sonderkommando no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, Henry Mandelbaum, encarregado pelos nazistas de esvaziar as câmaras de gás e queimar os corpos, morreu nesta terça-feira, aos 85 anos.
Nascido em 25 de dezembro de 1922 numa família judaica de Olkusz, sul da Polônia, Mandelbaum conseguiu esconder-se durante a Segunda Guerra Mundial dos alemães até abril de 1944, quando foi enviado a Auschwitz, onde teve de se integrar ao chamado Sonderkommando (comando especial) formado apenas por jovens judeus. Seus próprios companheiros foram mortos na câmara de gás deste campo.
"Eu era jovem e forte. Os SS selecionavam os jovens mais fornidos para esse trabalho. Eu queria viver e tive que fazer esse trabalho, mesmo quando era contra minha vontade. Negar teria significado a morte", explicou em entrevista à AFP em maio de 2006.
Mandelbaum foi testemunha dos massacres mais desumanos da história do campo, quando 300.000 judeus húngaros foram assassinados em dois meses.
"Quando me encontrei no Sonderkommando, concluí que tinha chegado de verdade ao inferno. Havia chamas e fumaça por todas as partes. Antes de esvaziar as câmaras, tínhamos que arrancar os dentes de ouro dos corpos e as jóias escondidas nas suas partes mais íntimas", contou ainda.
Mandelbaum foi um dos 32 sobreviventes de Auschwitz escolhidos para se reunir com o Papa Bento XVI em 28 de junho de 2006 e orar com o ele no Muro dos Fuzilados de Auschwitz I, a parte mais antiga do campo.(X)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

No calor da guerra

Cartas trocadas entre Roosevelt e Stálin, descobertas por acaso e agora editadas, expõem as suas estratégias e personalidades

A primeira mensagem foi enviada por Franklin Delano Roosevelt em julho de 1941, logo depois do inesperado ataque de Hitler à União Soviética. E a última, em abril de 1945, pouco antes da súbita morte de Roosevelt. Um total de 304 comunicados foi trocado entre o então presidente americano e o comandante soviético Josef Stálin. Cartas escritas no calor da 2ª Guerra Mundial e que revelam a personalidade e as estratégias políticas dos dois líderes.

Estranhamente, tal correspondência permaneceu por 60 anos na obscuridade até ser encontrada, por acaso, pela jornalista Susan Butler. Em 2001, ela fazia uma pesquisa na biblioteca Franklin Roosevelt, em Nova York, quando se deparou com o material. "Logo percebi que tais mensagens traziam dados históricos pouco conhecidos e vitais para se compreender a relação entre a América e a União Soviética durante a guerra", comenta Susan. "Elas permitem descobrir os meandros de um jogo complexo e brilhante entre dois grandes comandantes."



Leia mais artigo de Ubiratan Brasil