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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Crime organizado pode estar por detrás dos caçadores furtivos na reserva Safaris de Moçambique

(Existem cerca de 100 mil Impalas na reserva Safaris de Moçambique, em Tete)

Centenas de animais selvagens, nomeadamente elefantes da reserva Safaris de Moçambique, em Tete, centro, podem estar a deslocar-se para o Zimbabwe, devido à ameaça de caçadores furtivos, denunciou hoje (quarta-feira) à Lusa fonte do preendimento.

Segundo o responsável pela área técnica e de segurança da reserva Safaris de Moçambique, Paulo Evants, há dias um grupo de caçadores furtivos moçambicanos e estrangeiros invadiu o local para recuperar o armamento usado no abate ilegal de animais dentro da estância turística e que havia sido apreendido pelos proprietários do empreendimento.

A tentativa de recuperação das armas não teve sucesso, porque as mesmas já tinham sido entregues à polícia do distrito de Magoe, disse Paulo Evants.

Em declarações à Lusa, o responsável da reserva afirmou que "a fauna em Tete está em grande risco" e admitiu a possibilidade de alguns envolvidos na caça furtiva serem pessoas próximas de "dirigentes conhecidos" da região.

"Aquilo é crime organizado", afirmou Paulo Evants, assinalando que, só este ano, "mais de 30 elefantes foram abatidos".

A reserva Safaris de Moçambique, localizado na chamada "garganta" do rio Zambeze, na província de Tete, na fronteira com o Zimbabwe e Zâmbia, é rica em espécies florestais e animais, mas é também considerada um dos locais que produz os melhores troféus de caça do continente africano.

De acordo com estimativas dos proprietários do empreendimento, existem na reserva cerca de 100 mil impalas, 15 mil búfalos, oito mil elefantes, além de zebras, leões e leopardos, que têm sido alvo de caçadores furtivos.

"Alguns destes animais estão sem comer por causa das queimadas. Ao verem-se perseguidos podem emigrar para lá (Zimbabwe). Estão em perigo", alertou Paulo Evants.

Falando à Lusa, o director da ordem e segurança pública da província de Tete, Ussufo Omar, disse que as autoridades policiais enviaram um contingente para a região para reverter a situação que, considerou "estar sob controlo" das autoridades.

"Já há controlo, estamos seguros com o reforço policial. As medidas de segurança estão sob controlo", pelo que "o turismo está a decorrer normalmente", assegurou à Lusa Ussufo Omar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Moçambique: Caça furtiva, uma chaga

A Polícia moçambicana (PRM) deteve a 25 de Junho último dois cidadãos estrangeiros, na cidade da Beira, capital da província central de Sofala, por crime de abate ilegal do animal protegido, caça em período de defeso, posse ilegal de armas de fogo e furto de dispositivo electrónico.

Segundo o Departamento de Comunicação do Parque Nacional de Gorongoza (PNG), trata-se de Victor Ildefonso Anselmo, 47 anos, e Juliene Raymond, 56 anos, de nacionalidade portuguesa e francesa respectivamente.

Leia mais: Estrangeiros detidos por caça ilegal de elefantes

Ambos são indiciados de abate ilegal de um elefante e apoderado indevidamente de um colar – transmissor do sinal via satélite do PNG, no dia 18 ou 19 de Junho último, perto de Chiramba, no distrito de Chemba.

Segundo o director do Departamento de Conservação do PNG, Carlos Lopes Pereira, “o elefante denominado G4, facilmente identificável pelo colar – transmissor de grande porte que levava ao pescoço, movimentava-se, frequentemente, entre o Parque e o rio Zambeze, passando pelas Coutadas de Caça, facto conhecido pelos responsáveis e pelas comunidades”.